Faltam vacinar cerca de 20% dos adultos com dose de reforço contra a covid-19

Faltam vacinar cerca de 20% dos adultos com dose de reforço contra a covid-19 - 

Actualmente estão a ser inoculadas menos de 10 mil pessoas por dia, contrariamente às mais de 150 mil no Verão de 2021.

Um em cada cinco adultos elegíveis ainda não recebeu a terceira dose da vacina contra a covid-19, segundo o jornal Público. Quanto aos idosos com mais de 80 anos e que são elegíveis para a quarta dose, faltam ainda 173 mil, cerca de 30% desta população.

Actualmente estão a ser inoculadas menos de 10 mil pessoas por dia, contrariamente às mais de 150 mil no Verão de 2021. Em termos percentuais, a segunda dose teve uma adesão de 92,6% e a terceira fica pelos cerca de 80%.

Uma das razões para a descida na adesão poderá estar no anúncio de que em Setembro se deverá começar a vacinar contra a covid-19 e a gripe em simultâneo, a partir dos 65 anos, segundo disse ao Público o coronel Carlos Penha Gonçalves, responsável pelo núcleo de coordenação do plano de vacinação.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) faz assim um apelo para que as pessoas se dirijam aos centros de vacinação que estão a funcionar em regime de casa aberta, sem marcação prévia.

Desde que a campanha de vacinação arrancou no final de Dezembro de 2021, em Portugal já foram administradas mais de 25,3 milhões de doses das várias vacinas contra a covid-19 e foram doadas e revendidas a outros países aproximadamente 9,3 milhões, revela a DGS.

Recorde-se que o número de casos tem aumentado um pouco por toda a Europa, estando Portugal em contraciclo, registando menos novos casos, internamentos e óbitos. A variante BA.5 da Ómicron continua a ser dominante, provocando, na maioria das vezes sintomas ligeiros.

 

Fonte: Site de "saudeonline.pt" e autor em 25 de Julho de 2022

Monkeypox: OMS declara surto como emergência de saúde pública internacional

Monkeypox: OMS declara surto como emergência de saúde pública internacional - 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, no passado dia 23 de Julho, o surto de Monkeypox como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, o nível mais alto de alerta, quando estão notificados mais de 16 mil casos em 75 países.

“Temos um surto que se está a espalhar rapidamente à volta do mundo, do qual sabemos muito pouco e que cumpre os critérios dos regulamentos internacionais de saúde”, adiantou o director-geral da OMS em conferência de imprensa, citado pela Lusa, após a reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da doença.

Segundo disse, o Comité de Emergência para a Monkeypox, que se reuniu na quinta-feira pela segunda vez para avaliar a evolução do surto, não chegou a um consenso, mas a avaliação da OMS é de que o risco é moderado a nível global, excepto na Europa, onde é considerado como elevado. O director-geral explicou que a sua decisão de declarar a emergência de saúde pública de preocupação internacional baseou-se nas informações que mostram que o vírus se espalhou rapidamente a nível global, mesmo em países sem registo prévio de infecções, assim como nas “muitas incógnitas” face aos dados ainda insuficientes sobre a Monkeypox.

“Sei que este não foi um processo fácil ou simples e que existem pontos de vista divergentes entre os membros”, referiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao recordar que, actualmente, o surto concentra-se sobretudo em “homens que fazem sexo com homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros sexuais”. Isso significa que se trata de um surto que “pode ser travado com as estratégias certas nos grupos certo”, salientou o responsável da OMS, alertando que o “estigma e discriminação podem ser tão perigosos como qualquer vírus”.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) afirmou que Portugal já adoptou as medidas para responder à Monkeypox. “Não implica muito mais do que aquilo que está a ser feito. Todas as medidas têm sido tomadas, mesmo sem essa declaração”, disse à Lusa a porta-voz da DGS para o surto em Portugal. Segundo Margarida Tavares, a nível nacional, “já estão implementadas as medidas fundamentais” para responder ao surto. Apesar de Portugal ser um dos países do mundo mais afectados pela Monkeypox, em termos do número de casos diagnosticados, “não se pode dizer que estamos num crescimento exponencial nem nada que se pareça”, adiantou a médica.

“O que temos assistido é um número constante semanal e até com uma tendência ligeiramente decrescente”, destacou Margarida Tavares, que é também a directora do Programa Nacional para as Infecções Sexualmente Transmissíveis e Infecção por VIH da DGS.

Está é a sétima vez que a OMS declara a emergência internacional (mecanismo iniciado em 2005), depois de o ter feito para a Gripe A em 2009, para o Ébola em 2014 e 2018, para a Poliomielite em 2014, para o vírus Zika em 2017 e para o coronavírus que provoca a covid-19 em 2020, este último ainda em vigor.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 25 de Julho de 2022

Coimbra. Laboratório é 'Sherlock Holmes' na caça de doenças em plantas

Coimbra. Laboratório é 'Sherlock Holmes' na caça de doenças em plantas - 

No Laboratório de Fitossanidade (Fitolab), em Coimbra, descobrir que doenças afectam as plantas pode ser um trabalho que por vezes transforma os investigadores numa espécie de Sherlock Holmes e, tal como na criminologia, também há casos que acabam arquivados.

O Fitolab é, desde Junho de 2022, o único laboratório nacional de sanidade vegetal com ensaios acreditados pelo IPAC (Instituto Português de Acreditação).

Esta estrutura cumpre com o regulamento da União Europeia e actua na detecção e investigação de doenças das plantas.

Naquele laboratório do Instituto Pedro Nunes, por vezes, pode aparecer um produtor com uma árvore morta nas mãos e dizer que tem "mais três ou quatro a morrer", sem saber o que causa o declínio da cultura.

É nesses momentos que os investigadores do laboratório têm de se assumir como "uma espécie de Sherlock Holmes" e tentar descobrir a causa da morte da planta, disse à agência Lusa Joana Costa, que divide a direcção do Fitolab com António Portugal.

A microbióloga recordou os tempos em que fazia epidemiologia, nomeadamente em torno da legionela, e consegue traçar um paralelo entre o que faz agora com as plantas.

"Andávamos à procura nos reservatórios ou procurávamos no pulmão da pessoa para perceber se era a mesma estirpe. Aqui, fazemos a mesma coisa. Umas vezes, por métodos de cultivo, outras vezes por métodos moleculares. E, agora, até queremos ir mais além e sequenciar o genoma destes organismos para perceber de onde vêm, se são relacionados com outros, quais os factores de virulência associados, mas é epidemiologia pura", reconheceu.

Este laboratório, que arrancou em 2012 e que conta com suporte científico por parte de docentes e investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, trabalha com o Governo, autarquias, viveiristas, produtores florestais e agricultores, do Algarve a Trás-os-Montes, num processo que nunca é rápido, mas que pode ter diferentes graus de complexidade.

Há sintomas reconhecíveis que apontam logo para determinadas doenças e organismos, outros em que é preciso ir ao terreno -- algo bastante comum -- perceber se há efectivamente uma doença e de que forma afecta a planta.

"Ainda há pouco, fomos por causa de umas batateiras e havia uma zona da plantação que estava em pleno declínio. Fomos ver se o problema era da raiz, se era do colo, se estava nas folhas. E acabámos por conseguir identificar o organismo, que era um fungo", notou.

No laboratório, actua-se em quatro áreas técnicas - bacteriologia, microbiologia, nematologia e virologia -, consoante o agente nocivo que afecta a saúde das plantas.

Se, em alguns casos, identificando o hospedeiro e a sintomatologia, torna-se mais fácil descobrir qual a doença, em outros é preciso seguir um processo de tentativa e erro, aclarou Joana Costa.

Tal como na investigação criminal, aqui "também há 'cold cases' [casos arquivados]", que muito deixam frustrados os investigadores.

"Há um caso muito interessante, que está a acontecer em Itália e agora também já em França, que tem provocado um declínio das plantações de kiwi, com um impacto que chega a ser de 70% e não percebem o que é. É um 'cold case' com cinco anos e há centenas de pessoas a tentar, a darem o seu 'bitaite' e ainda ninguém sabe o que aconteceu", frisou.

Face à possibilidade de novas doenças ou hospedeiros serem identificados no país, a equipa está em permanente actualização, sempre "em cima da literatura científica".

"Quando identificámos o 'diaporthe' em kiwis, que é uma doença que não estava em Portugal, houve alguém que tinha lido um artigo sobre a doença, sobre os sintomas, voltámos atrás e acabámos por confirmar que era 'diaporthe'", recordou, salientando também a importância de trabalhar em rede com outros laboratórios europeus, partilha que permite ajudar a identificar uma doença.

A globalização, as culturas intensivas e as alterações climáticas obrigam a essa necessidade constante de actualização, salientou Joana Costa.

No caso das alterações climáticas, as plantas, face às temperaturas extremas e Invernos menos rigorosos, acabam por estar mais susceptíveis a doenças - "algumas delas que não tinham efeitos perniciosos, de um momento para o outro, passam a ter efeitos catastróficos".

Para além disso, a alteração das condições climáticas pode também significar um ambiente mais propício para a multiplicação de insectos que transmitem as doenças.

Já a globalização tem trazido para o país doenças e hospedeiros que, de outra forma, não chegariam a Portugal.

"Temos plantas a chegar aos nossos portos de todo o mundo. Há doenças que nunca chegariam cá e passam a chegar. Um dos casos mais conhecidos é o do nemátodo, que se julga ter entrado pelo porto de Sines, em madeiras exóticas para a Expo98 e depois estabeleceu-se no país. É, de longe, a principal preocupação para a fileira do pinho", realçou.

Outra questão que também influencia a progressão de doenças e pragas são as monoculturas que se vão estabelecendo pelo país, nomeadamente no Alentejo e na Beira Interior.

"Onde não há heterogeneidade da paisagem, o organismo nocivo entra e não tem problema nenhum em multiplicar-se e expandir-se", alertou.

Com o intensificar de todos estes fenómenos, espera-se que o trabalho do Fitolab continue a aumentar, com novas doenças e novos hospedeiros que, mais tarde ou mais cedo, acabem por chegar ao país.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 25 de Julho de 2022

EAHP recorda contributo dos farmacêuticos hospitalares no combate à pandemia

EAHP recorda contributo dos farmacêuticos hospitalares no combate à pandemia - 

O novo Relatório covid-19 da Associação Europeia de Farmacêuticos Hospitalares (EAHP) descreve a forma como a associação e os seus membros contribuíram para o combate à pandemia em toda a Europa.

“Durante a pandemia de COVID-19, os farmacêuticos hospitalares têm sido fundamentais para garantir a continuidade da terapêutica dos doentes em ambulatório hospitalar”, destaca a Ordem os Farmacêuticos (OF) em comunicado. Num novo relatório dedicado à pandemia, a EAHP destaca o contributo destes profissionais no apoio a campanhas de vacinação, monitorização de ensaios clínicos e acções de farmacovigilância.

O documento reforça a “colaboração com médicos na revisão terapêutica, assegurando a melhor gestão terapêutica possível para os doentes covid-19”. As recomendações a adoptar centram-se na “necessidade de uma força de trabalho robusta no domínio dos cuidados de saúde, abordando temas como a escassez de medicamentos, a avaliação e comunicação prospectiva dos riscos, colaboração multidisciplinar, programas de especialização em farmácia e o reconhecimento do papel dos farmacêuticos hospitalares em equipas de cuidados interprofissionais e campanhas de vacinação”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 22 de Julho de 2022

Monkeypox. Regulador da UE recomenda vacina contra varíola para prevenção

Monkeypox. Regulador da UE recomenda vacina contra varíola para prevenção - 

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou hoje a aprovação do alargamento da vacina Imvanex, usada no combate à varíola, para a protecção de adultos contra o vírus Monkeypox, após estudos clínicos que a revelaram eficaz e segura.

Em comunicado, a EMA informa que o seu comité de medicamentos humanos “recomendou o alargamento da indicação da vacina contra a varíola Imvanex para incluir a protecção dos adultos contra a doença da varíola macaco”.

Esta vacina foi aprovada na UE em 2013 para a prevenção da varíola, contendo uma forma atenuada de um vírus semelhante.

A conclusão da EMA é que esta foi agora “considerada uma vacina potencial para a varíola macaco devido à semelhança entre o vírus Monkeypox e o vírus da varíola”, indica o regulador da UE na nota à imprensa.

A recomendação é baseada em vários estudos com animais que mostraram protecção contra o vírus da varíola em primatas não humanos, tendo o comité de medicamentos humanos da EMA verificado que a “eficácia da Imvanex na prevenção da doença da Monkeypox em humanos poderia ser inferida a partir destes estudos”.

“Para confirmar a eficácia da vacina contra a varíola do macaco, a empresa recolherá dados de um estudo observacional que será realizado durante o surto de Monkeypox em curso na Europa”, assinala o regulador europeu.

Para já, a EMA ressalva que “o perfil de segurança do medicamento é favorável, com efeitos secundários leves a moderados”, pelo que “os benefícios do medicamento são maiores do que os riscos”.

Portugal totaliza 588 casos confirmados de infecção pelo vírus Monkeypox, 73 dos quais notificados na última semana, indicou na quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), avançando que já se iniciou a vacinação dos contactos próximos.

De acordo com o relatório semanal da DGS, todas as regiões de Portugal continental e a Madeira reportaram casos de infecção humana pelo vírus VMPX, mas a grande maioria do total de casos (80,3%) foi confirmada em Lisboa e Vale do Tejo.

O Norte é a segunda região do país com mais casos reportados de Monkeypox (55), seguindo-se o Centro (oito), o Alentejo (cinco), o Algarve (quatro) e a Madeira (três), refere a informação semanal da autoridade de Saúde.

A presença do vírus VMPX foi detectada em Portugal em 03 de Maio, com a confirmação laboratorial de cinco casos de infecção, e, desde então e até à última quarta-feira, foram identificados 588 casos.

O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se preocupado com o número crescente de infecções, adiantando que já foram reportados à organização mais de 14 mil casos de 71 países das seis regiões da OMS.

Segundo a DGS, uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 22 de Julho de 2022.

Covid-19. Estudo identifica alterações na menstruação devido às vacinas

Covid-19. Estudo identifica alterações na menstruação devido às vacinas - 

O estudo identificou alterações que afectam a duração do ciclo, provocam dor ou diferentes sintomas pré-menstruais.

Um estudo pioneiro da Universidade de Granada (UGR), em Espanha, identificou alterações na menstruação provocadas pelas vacinas contra a covid-19 que afectam a duração do ciclo, provocam dor ou diferentes sintomas pré-menstruais.

O projecto EVA, da Universidade de Granada, no qual participaram quase 23.000 mulheres, identificou pequenas alterações nos ciclos pré-menstruais e menstruais relacionadas com as vacinas contra o coronavírus.

O estudo lançou uma pesquisa virtual para mulheres espanholas que receberam a vacinação completa, o que permitiu recolher dados sociodemográficos e clínicos sobre o tipo de vacina administrada e as mudanças detectadas em relação à duração do ciclo, quantidade de sangramento, dor, presença de coágulos e sintomas pré-menstruais.

Segundo os dados divulgados, 78% das participantes sentiram mudanças nos sintomas pré-menstruais e menstruais após a administração da vacina. Do total da amostra, as mulheres que relataram alterações são um pouco mais velhas, principalmente com mais de 35 anos. As alterações ocorreram mais em mulheres fumadoras.

As alterações mais prevalentes nos sintomas pré-menstruais foram maior cansaço (43%), inchaço (37%), irritabilidade (29%), tristeza (28%) e dor de cabeça (28%), enquanto os sintomas menstruais mais frequentes foram o aumento da quantidade de sangramento (43%), dor (41%), menstruação atrasada (38%) e menos dias de sangramento (34,5%).

"Os ensaios clínicos para o desenvolvimento das vacinas contra a covid não incluíram o registo de possíveis alterações pré-menstruais e menstruais depois da administração das doses", recordou a investigadora do Departamento de Enfermaria da UGR Laura Baena García, que coordenou o trabalho.

Baena lembrou que, após a campanha de vacinação, muitas mulheres detectaram alterações no ciclo menstrual, o que motivou este projecto de pesquisa que visa determinar se existe relação entre a vacina e os distúrbios menstruais.

O projecto EVA é o primeiro estudo na população espanhola que analisa as mudanças percebidas nos sintomas pré-menstruais e menstruais na sequência das vacinas contra a covid.

"Mulheres vacinadas percebem pequenas alterações nos dois momentos do ciclo. Mas são necessários mais estudos para descrever os mecanismos fisiológicos que explicam essas alterações", resumiu Baena.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Julho de 2022