Covid-19. Governo autoriza venda de testes rápidos nas farmácias

Covid-19. Governo autoriza venda de testes rápidos nas farmácias - 

Ministério da Saúde autoriza a comercialização de testes rápidos de antigénio. Medida estará em vigor pelo menos até Setembro.

As farmácias e outros locais que vendam medicamentos vão poder vender autotestes à covid-19 durante os próximos seis meses. A portaria, que abre, assim, a porta à Auto testagem foi publicada esta sexta-feira no Diário da República.

Desta forma, o Ministério da Saúde autoriza a comercialização de testes rápidos de antigénio nas farmácias e em locais de venda de medicamentos que não estão sujeitos a receita médica. Em causa estão testes “realizados em amostras da área nasal anterior interna, pela sua resposta unitária rápida e pela facilidade de colheita, menos invasiva que a colheita na oro e nasofaringe”.

No despacho de regulamentação, o Ministério da Saúde lembra que países como Áustria e Alemanha legislaram no mesmo sentido.

“Importa intensificar os rastreios laboratoriais regulares para detecção precoce de casos de infecção como meio de controlo das cadeias de transmissão, designadamente no contexto da reabertura gradual e sustentada de determinados sectores de actividade, estabelecimentos e serviços”, refere o Governo.

No entanto, a medida não entra em vigor de imediato. Até ao final da próxima semana, o Infarmed e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge emitirão uma uma circular em que ficarão definidos os critérios de inclusão no regime excepcional de testes rápidos de antigénio.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 12 de Março de 2021

Consumo de antibióticos caiu 23% no ano passado

Consumo de antibióticos caiu 23% no ano passado - 

Dados provisórios do Infarmed indicam que só as três substâncias mais vendidas registaram uma quebra de 1,4 milhões de embalagens dispensadas num ano.

O consumo de antibióticos em ambulatório registado no ano passado diminuiu 23% em relação a 2019. Os dados provisórios enviados ao "Jornal de Notícias" pelo Infarmed revelam que só as três substâncias mais vendidas - amoxicilina, combinação de amoxicilina com ácido clavulânico e azitromicina - registaram uma quebra de 1,4 milhões de embalagens dispensadas num ano.

Estes antibióticos, referiu a Autoridade Nacional do Medicamento, são "essencialmente utilizados em infecções das vias respiratórias superiores, nariz e garganta", como amigdalite ou sinusite. Em relação à utilização geral de antibióticos, o Infarmed revela que o consumo de doses diárias por mil habitantes não era tão baixo desde 2015. No ano passado, foram dispensadas, em média, 13,7 doses diárias por mil habitantes e, em 2019, esse número desceu para 17,9 doses - uma diferença de 23%.

"Há uma diminuição muito marcada de tudo o que são infecções respiratórias", explicou Nuno Jacinto, presidente da Associação de Medicina Geral e Familiar. "Com estes vários confinamentos que têm ocorrido, as medidas de distanciamento social, etiqueta respiratória e o uso de máscaras não previnem só o contágio dos vírus. Previnem também a transmissão e a propagação destas infecções bacterianas. Havendo menos infecções, há menos prescrições de antibióticos."

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 11 de Março de 2021.

Centros de saúde abertos até mais tarde para recuperar consultas presenciais

Centros de saúde abertos até mais tarde para recuperar consultas presenciais - 

A portaria sobre o incentivo para a recuperação de consultas presenciais nos cuidados de saúde primários foi, esta quarta-feira, publicada pelo Governo em Diário da República, definindo a sua realização "fora do horário de trabalho" por equipas de profissionais.

Segundo a portaria n.º 54/2021, que entra em vigor a partir de quinta-feira e é válida até ao final do ano, "o presente incentivo consiste na criação, excepcional e temporária, de uma carteira adicional de serviços a contratualizar" com as unidades de saúde familiar (USF) e unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP), sendo esta actividade "paga por unidade de produção, independentemente do tempo afecto à mesma".

Entre os actos previstos encontram-se consultas médicas e outras consultas associadas não relacionadas com a covid-19 "a pedido do utente, familiares, cuidadores formais ou informais, por motivo não relacionado com doença aguda"; consultas a pedido de outras unidades dos agrupamentos de centros de saúde, hospitais, SNS24 ou da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados; consultas no âmbito de programas de vigilância ou de rastreio de base populacional e, finalmente, ao domicílio.

Para acomodar a recuperação das consultas presenciais que ficaram por realizar no último ano devido aos constrangimentos provocados pela pandemia de covid-19, o documento esclarece que estas unidades têm a possibilidade de alargar o horário de funcionamento nos dias úteis até às 22:00 e entre as 10:00 e as 14:00, aos sábados.

Em termos de remuneração, o valor a pagar aos profissionais por unidade de produção pode variar entre 35 % e 95 % do valor definido para as primeiras consultas e para as consultas de enfermagem e de outros profissionais de saúde.

No entanto, a recuperação destas consultas presenciais não vai ser contabilizada para o pagamento de eventuais prémios de desempenho ou para efeitos de cálculo do índice de desempenho global ou de pagamento de incentivos institucionais e financeiros.

A monitorização da implementação da portaria cabe à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em articulação com as Administrações Regionais de Saúde (ARS) e Unidades Locais de Saúde (ULS), entidades às quais é atribuída a responsabilidade de definir - no prazo máximo de 15 dias úteis a partir da entrada em vigor da portaria - o regulamento que identifique a actividade a realizar e metodologia e normas para a sua concretização.

O anúncio da criação do incentivo para a recuperação de consultas presenciais nos centros de saúde já havia sido feito pela ministra da Saúde, Marta Temido, no passado dia 01 de Março, em entrevista à Lusa, que justificou a medida com a importância de reforçar o acesso dos cidadãos, já que se constatou um menor número de "referenciações hospitalares".

Segundo os dados do Portal da Transparência do Ministério da Saúde, houve menos 7,8 milhões de consultas presenciais nos cuidados de saúde primários em 2020 face ao ano anterior.

Em Portugal, morreram 16.595 pessoas dos 811.306 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 10 de Março de 2021.

Covid-19: Biotecnológica quer criar unidade de produção de vacinas em Cantanhede

Covid-19: Biotecnológica quer criar unidade de produção de vacinas em Cantanhede - 

A empresa biotecnológica Immunethep, sediada em Cantanhede, quer avançar com a criação de uma unidade de produção de vacinas naquele concelho, que poderia dar resposta num contexto de pandemia, anunciou o município.

A Câmara Municipal de Cantanhede, no distrito de Coimbra, aprovou um compromisso com a Immunethep, que está a desenvolver uma vacina contra a covid-19, no sentido de ceder à biotecnológica “terreno ou instalações junto ao Biocant Park, em condições a acordar entre as partes”, para permitir a expansão da empresa e também para assegurar “as condições necessárias para ser criada uma unidade de produção de vacinas”, referiu a autarquia, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Para a criação da unidade industrial de produção de vacinas está projectado um investimento de cerca de 80 milhões de euros, ao longo de três anos, e a criação de até 300 postos de trabalho qualificados, salientou o município.

O director-executivo da Immunethep, Bruno Santos, afirmou à agência Lusa que a criação de uma unidade de produção de vacinas é uma intenção da empresa, mas que, por agora, ainda nada está fechado ou concretizado.

Para essa unidade, a biotecnológica está à procura de investidores, para além de uma eventual parceria com uma empresa canadiana especializada com quem já têm um acordo para a produção da vacina contra a covid-19 que estão a criar, esclareceu.

“Não há nenhuma unidade de produção de vacinas deste género [no país]. Esta seria uma unidade de grande dimensão, que permitiria produzir não só a nossa vacina, mas futuras vacinas, com uma capacidade de produzir 50 milhões de doses [num ano]”, salientou o director-executivo da empresa.

De acordo com Bruno Santos, a instalação de uma unidade deste tipo em Portugal permitia que “o país estivesse mais preparado para futuras pandemias”, para além de poder passar a ter a capacidade de produzir outras vacinas, como a da gripe.

“Seria importante um apoio do Governo, porque estamos a falar de uma questão que pode ser estratégica”, realçou.

Segundo a nota da Câmara Municipal de Cantanhede, o município vai também sensibilizar o Governo e outras entidades públicas para a Immunethep conseguir apoio financeiro ao investimento que está a fazer, nomeadamente na ajuda à criação da vacina, já que a empresa precisa de cerca de 20 milhões de euros para a fase de ensaios clínicos.

A vacina contra a covid-19 que está a ser desenvolvida pela Immunethep poderá estar pronta para entrar no mercado em 2022.

Em Fevereiro, Bruno Santos disse à agência Lusa que seria fundamental um apoio do Estado para tornar o processo de criação e validação da vacina o mais rápido possível.

A vacina desenvolvida pela empresa sediada no Biocant apresenta “algumas características diferenciadoras”.

Ao contrário das vacinas que identificam apenas uma parte importante do vírus, uma proteína, a da Immunethep usa “o vírus como um todo”, o que a torna mais abrangente perante variantes do novo coronavírus.

Por outro lado, como a vacina será administrada por inalação, permite uma “maior protecção dos pulmões, que é onde entra o vírus”, e uma maior facilidade na sua distribuição e administração, por não exigir “nem temperaturas negativas nem um profissional de saúde que saiba administrar por via intramuscular”, aclarou na altura Bruno Santos.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 10 de Março de 2021.

Covid-19. Vacina da Pfizer eficaz contra variante do Brasil

Covid-19. Vacina da Pfizer eficaz contra variante do Brasil - 

Um estudo laboratorial, publicado esta segunda-feira, revela que a vacina contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech é capaz de neutralizar a variante que se espalhou rapidamente no Brasil

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech revela-se eficaz para neutralizar a variante brasileira do vírus. A conclusão é extraída de um estudo laboratorial, cujos resultados foram publicados, esta segunda-feira, no “New England Journal of Medicine”.

Os cientistas que conduziram o estudo asseguram que a eficácia é quase idêntica ao efeito que a vacina confere contra uma versão anterior e menos contagiosa do vírus.

Os investigadores da Universidade do Texas analisaram colheitas de sangue de pessoas que já foram imunizadas. Isso permitiu perceber que a vacina foi capaz de neutralizar uma versão manufacturada do SARS-CoV-2 que continha as mesmas mutações da variante altamente contagiosa identificada no Brasil.

A Pfizer já tinha anunciado, com base em estudos anteriores, que a vacina conseguia dar resposta a outras variantes, como a do Reino Unido e da África do Sul, apesar desta última reduzir os anticorpos protectores fornecidos pela vacina.

Isso leva a que a Pfizer esteja já a planear introduzir uma terceira dose, de reforço, além de efectuar uma actualização da vacina para combater a variante sul-africana.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 9 de Março de 2021.

INSA não detectou casos de gripe no final de Fevereiro

INSA não detectou casos de gripe no final de Fevereiro - 

A rede portuguesa de laboratórios para o diagnóstico da gripe dos hospitais não detectou, na última semana de Fevereiro, “qualquer caso” desta doença, refere o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o mais recente boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios, entre 22 e 28 de Fevereiro, e ao nível da gravidade dos casos, também não foi reportado nenhuma situação por diversas unidades de cuidados intensivos e enfermarias de hospitais nacionais.

Segundo a Direcção-Geral de Saúde, nos anos mais recentes, a maior actividade gripal tem sido registada entre os meses de Dezembro e Fevereiro.

O INSA adianta que, na última semana de Fevereiro, a taxa de incidência de síndrome gripal foi de 5,7 por 100 mil habitantes em Portugal, um “valor deve ser interpretado tendo em conta que a população sob observação foi menor do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

Na semana anterior – de 15 a 21 de Fevereiro – a taxa de incidência de síndrome gripal foi de 4,9 por 100 mil pessoas.

Este programa do INSA, que se inicia no princípio de Outubro e termina em Maio do ano seguinte, integra as componentes clínica e laboratorial da vigilância de vírus respiratórios.

A vigilância clínica afere as taxas de incidência da síndroma gripal, através da notificação dos novos casos da doença ocorridos nos utentes dos médicos participantes na “rede sentinela” e identificados segundo critérios exclusivamente clínicos.

A vigilância laboratorial é concretizada através da identificação dos vírus isolados em amostras de sangue ou zaragatoas faríngeas recolhidas nos utentes identificados como tendo síndroma gripal.

Parte desta informação é enviada, semanalmente, para o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), permitindo, juntamente com os dados enviadas por mais de 40 países, fazer um ponto da situação da actividade gripal na Europa, assim como identificar precocemente surtos da doença.

Segundo o INSA, a actividade gripal manteve-se em “níveis inter-epidémicos” na Europa.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 8 de Março de 2021.