Setor farmacêutico alinhado contra descontos nos medicamentos

Setor farmacêutico alinhado contra descontos nos medicamentos -

 

A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF) informou através de comunicado que diversos parceiros do setor da Farmácia assinaram uma tomada de posição conjunta, na qual pedem a aprovação de legislação que limite ao máximo de 3% o desconto permitido sobre a parte não comparticipada de medicamentos sujeitos a receita médica (MSRM). A iniciativa sobre descontos e concorrência nas farmácias comunitárias, promovida pela APEF, foi subscrita pela Associação das Farmácias de Portugal, Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, Ordem dos Farmacêuticos e Sindicato Nacional dos Farmacêuticos.

Para Lucas Chambel, vice-presidente da associação de estudantes, «já não se trata do que a APEF quer, mas do que o setor impõe que seja realmente mudado». Em nome dos estudantes de farmácia, declarou que «queremos ser julgados pela componente técnico-científica e pelo aconselhamento que damos aos cidadãos, não pela forma como praticamos descontos».

Os estudantes vão pedir reuniões com os partidos políticos com assento parlamentar, no sentido de provocarem uma breve alteração do quadro legal a este respeito.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 11 de Dezembro de 2019.

Atenção, pico da gripe ocorrerá entre o Natal e a segunda semana de 2020

Atenção, pico da gripe ocorrerá entre o Natal e a segunda semana de 2020 - 

O pico da gripe vai ocorrer entre o Natal e a segunda semana do ano novo, segundo uma estimativa da Associação Nacional de Farmácias (ANF) com base na dispensa de medicamentos e produtos de saúde para infeções respiratórias.

A estimativa da ANF resulta de um estudo realizado a partir dos dados de dispensa dos medicamentos nas farmácias e foi divulgada hoje em Lisboa pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), da associação.

A equipa de investigadores do CEFAR realçou que as farmácias conseguem antecipar em duas semanas a fase mais severa de contágios, com base nos dados diários da dispensa de medicamentos e produtos de saúde para infeções respiratórias.

O início da fase epidémica ocorreu há duas semanas, segundo os dados confirmados pela equipa de investigadores, refere a associação.

"Este novo instrumento tem grande valor para a saúde pública porque permite alertar a população para a necessidade de reforçar os comportamentos preventivos", adiantou Nuno Rodrigues, da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que colaborou na construção do estudo.

O especialista disse também que a recolha de informação "dá mais tempo aos serviços de saúde para planificarem a sua resposta".

Os dados indicam que em média, as farmácias recebem 520 mil portugueses por dia.

"As farmácias têm todos os dias mais de meio milhão de oportunidades de contribuição para a saúde pública, através da dispensa de medicamentos, administração de vacinas e aconselhamento à população", disse António Teixeira Rodrigues, diretor do CEFAR durante a divulgação dos dados.

Segundo dados do 'Vacinómetro', mais de 1,3 milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe, registando-se uma subida em todos os grupos em comparação com período homólogo do ano passado.

Desde o dia 15 de outubro, já se terão vacinado 1.187.042 idosos e 179.889 cidadãos com idades entre os 60 e os 64 anos, indicam os resultados da segunda vaga do relatório 'Vacinómetro', que monitoriza a vacinação contra a gripe em grupos prioritários da época gripal 2019/2020.

Mais de metade (52%) dos indivíduos portadores de doença crónica já se vacinaram, o que representa um aumento de 11,3% face ao mesmo período de 2018, constituindo a subida mais significativa entre os grupos prioritários.

A época da vacinação contra a gripe arrancou no dia 15 de outubro em Portugal, com dois milhões de vacinas disponíveis, 1,4 milhões para serem dadas gratuitamente a grupos de risco no SNS e cerca de 600 mil para venda em farmácias.

A DGS recomenda a vacinação aos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, incluindo os bombeiros, bem como a pessoas entre os 60 e os 64 anos, grávidas e alguns doentes crónicos.

Este ano, pela primeira vez, as vacinas são tetravalentes, protegendo contra quatro tipos de vírus, quando até aqui protegiam para um máximo de três. A vacina tetravalente faz aumentar a probabilidade de o conteúdo da vacina coincidir com os vírus que vão circular e há a expectativa de a vacina ser mais efetiva.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

O Vacinómetro, que se realiza pelo 11.º ano consecutivo, é promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da Sanofi Pasteur.

 

Fonte:  Site "Noticiasaominuto.com" e autor em 11 de Dezembro de 2019.

Neste Natal dê troco e ajude quem não consegue pagar medicamentos

Neste Natal dê troco e ajude quem não consegue pagar medicamentos - 

A Rede Solidária do Medicamento recolhe fundos nas farmácias para que não falte a medicação aos mais carenciados.

A partir da próxima segunda-feira, 16 de Dezembro, vai decorrer, nas farmácias aderentes de todo o país, a campanha solidária ‘Dê Troco a Quem Precisa’, que convida os portugueses a doar o troco das compras ao Fundo Solidário abem.

O montante angariado durante o curso da campanha será integralmente aplicado na aquisição de medicamentos dos beneficiários abrangidos.

A iniciativa termina no dia 25 de Dezembro.

De acordo com um comunicado enviado pela Rede Solidária ao Notícias ao Minuto, em Portugal, uma em cada dez pessoas não tem acesso aos medicamentos por falta de dinheiro, sendo muitas as famílias de baixos rendimentos que não conseguem fazer face à despesa com a medicação prescrita.

Actualmente, o Programa abem: apoia um total de 11.809 beneficiários, dos quais 13% são crianças. Desde o seu arranque, em maio de 2016, o programa já permitiu a aquisição de 393.403 embalagens de medicamentos.

O Programa abem: está presente em todos os distritos do país e regiões autónomas e assenta numa rede de parcerias com entidades locais que referenciam ao programa as famílias em risco. Estas pessoas, quando se tornam beneficiárias do abem:, recebem um cartão que passam a usar na farmácia para levantar os medicamentos de que necessitam, sem qualquer custo.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 10 de Dezembro de 2019.

Governo justifica escassez de medicamentos com a globalização

Governo justifica escassez de medicamentos com a globalização - 

Ministra Marta Temido garante que o executivo está activamente a procurar formas de combater a falta de medicamentos que se sente em Portugal, tal como o DN noticiou esta segunda-feira.

A ministra da Saúde garante que o governo já está a procurar formas para conter a escassez de medicamentos para doenças crónicas, situação que o DN noticiou esta segunda-feira.

Marta Temido afirma que a escassez de medicamentos afecta toda a Europa e é justificada pela "globalização" e pela "deslocalização" dos centros de produção para outras regiões do globo.

À margem de um conselho de ministros da Saúde, em Bruxelas, a governante garante que o governo já está a trabalhar para combater o problema da falta de medicamentos para doenças crónicas, que de acordo com Marta Temido não tem exclusividade portuguesa.

"Aquilo que constatámos foi que as dificuldades que o nosso país sente se sentem também noutros países e são sobretudo resultantes da globalização do mercado e da deslocalização de algumas áreas de produção para países como a Índia ou a China", justificou a ministra, apontando ainda "uma maior dificuldade no acesso a substâncias que entram na fabricação de determinados fármacos, ou alguns fármacos em concreto".

Temido garante ainda que já estão a ser procuradas soluções no contexto europeu, com "os países todos alinhados na sua definição de estratégias, além das estratégias nacionais, para que de uma forma mais europeia incentivem que determinadas empresas se fixem em Portugal ou regressem aos países europeus e se fixem".

Infarmed está "a trabalhar" para repor vacina da Meningite W

A ministra diz não haver dados que apontem para "qualquer paralelismo" entre a escassez de medicamentos para as doenças crónicas com as dificuldades para a aquisição da vacina para a estirpe W da Meningite. Esta vacina não está incluída no plano nacional de vacinação, mas os pediatras têm vindo aconselhar a administração da vacina para este tipo fulminante da doença.

Sem querer alongar-se, Marta Temido garantiu apenas que "o Infarmed e as entidades envolvidas continuam a trabalhar nessa matéria".

Sem esclarecer gratuitidade da Meningite B

Sobre as discussões com o Ministério das Finanças para a mobilização de verbas, no Orçamento do Estado de 2020, para a a vacinação gratuita contra a meningite B, Marta Temido não esclarece.

"Não gostaria de me pronunciar aqui, nesta sede, [em Bruxelas], sobre assuntos nacionais, estamos realmente a trabalhar com o ministério das Finanças, sobre vários assuntos", respondeu, dando a entender que a promessa, incluída no Orçamento do Estado deste ano, está em discussão, embora não se saiba se a medida que ficou por concretizar em 2019, virá a ser executada no próximo ano.

Recorde-se que a vacina contra a meningite B, rotavírus e vírus do papiloma humano foi aprovada no Orçamento do Estado de 2019, mas poderá só avançar para o próximo, se for incluída na proposta de Orçamento do Estado.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 10 de Dezembro de 2019.

Universidade de Coimbra e Tilray desenvolvem produtos médicos derivados de canábis

Universidade de Coimbra e Tilray desenvolvem produtos médicos derivados de canábis - 

A empresa Tilray e a Universidade de Coimbra estabeleceram "uma parceria estratégica inédita para investigação e novos conhecimentos para o desenvolvimento de produtos médicos derivados de canábis", que deverá estender-se até 2024, foi hoje anunciado.

"Combinando a vasta experiência da Tilray no cultivo, produção e desenvolvimento de produtos de canábis, esta parceria estratégica será estendida a vários departamentos da Universidade de Coimbra, incluindo oportunidades a pós-graduados em ciências químicas, genética e ciências farmacêuticas", divulgou hoje, em comunicado, a subsidiária portuguesa da empresa canadiana, instalada desde Abril em Cantanhede.

A parceria promoverá a colaboração entre a Tilray "e líderes académicos da Universidade" em projectos de pesquisa, aproveitando o campus de última geração da Tilray e as instalações de pesquisa no parque tecnológico Biocant, situado também em Cantanhede.

"Temos orgulho no estabelecimento desta parceria com a Universidade de Coimbra e em colaborar com a sua vasta equipa de especialistas e investigadores para estudar canábis medicinal", afirma Joshua Eades, responsável cientifico da Tilray.

Durante a sessão de assinatura da parceria, em Coimbra, Eades acrescentou que a parceria com a UC "permitirá que as equipas colaborem em investigações inovadoras que contribuam para o crescimento da ciência em canabinóides, enquanto permitem a evolução do programa de investigação e desenvolvimento da Tilray".

A sessão serviu ainda para o lançamento do projeto UC Business, criado pela Universidade para apoiar a inovação e a prestação de serviços especializados a entidades públicas e privadas.

A Tilray foi o primeiro produtor de canábis medicinal a importar com sucesso produtos médicos de canábis para a União Europeia e o primeiro produtor licenciado de canábis medicinal na América do Norte a obter a certificação GMP de acordo com as normas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A fábrica de Cantanhede é a primeira em território nacional de produção de canábis medicinal, assegurando 200 postos de trabalho. Representou um investimento total de 20 milhões de euros.

A Tilray de Cantanhede também serve como centro de apoio aos esforços de pesquisa clínica e desenvolvimento de produtos da Tilray em toda a Europa, beneficiando da proximidade do Biocant, o primeiro parque de biotecnologia em Portugal cujo objectivo principal é patrocinar, desenvolver e aplicar o conhecimento avançado na área das ciências da vida, apoiando igualmente iniciativas empresariais de elevado potencial.

A empresa é pioneira mundial na investigação, cultivo, produção e distribuição de canábis medicinal e responde actualmente a dezenas de milhares de doentes e consumidores em 12 países, abrangendo cinco continentes.

 

Fonte: Site do "Jornal Negócios" e autor em 9 de Dezembro de 2019.

Distribuidores de medicamentos propõem medidas para colmatar rupturas no abastecimento

Distribuidores de medicamentos propõem medidas para colmatar rupturas no abastecimento - 

Para dar respostas ao agudizar da escassez de remédios no mercado nacional, a Associação de Distribuidores Farmacêuticos propões dez soluções, entre as quais mudanças legislativas que reconheçam a especialização da actividade, mais margens comerciais, acesso a medicamentos antirretrovirais e oncológicos, bem como benefícios fiscais e a hipótese de prestar serviços de logística para os organismos de saúde do Estado.

Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) alerta que é preciso discutir as prioridades e dar resposta aos problemas desta actividade, colocando a tónica nas falhas recorrentes de abastecimento do mercado com os medicamentos necessários para dar resposta adequada e atempada aos doentes.

A agenda do organismo presidido por Diogo Gouveia é feita de dez medidas e já foi apresentada, no início de Novembro, “às entidades políticas e governamentais”. “Durante as próximas semanas prevê-se o agendamento de audiências e reuniões com cada uma das instituições”, menciona a ADIFA em comunicado de imprensa, no qual sugere também “um acordo com o Governo, tendo em vista promover uma discussão activa sobre as prioridades para o sector”.

Em primeiro lugar, os retalhistas de medicamentos pedem que seja reconhecido, no âmbito do Estatuto do Medicamento, a especificidade e especialização do tipo de serviços que prestam. Em Março, em declarações à News Farma, Diogo Gouveia esclarecia que estas empresas fazem a distribuição de fármacos em regime de ‘serviço completo’, o que se traduz em abastecimento, posse, armazenamento, preparação de encomendas e fornecimento de todo o tipo de produtos farmacêuticos em território nacional. “Estes distribuidores percorrem diariamente o país para realizar duas a três entregas diárias às farmácias, efectuando mais de duzentos mil quilómetros por dia para realizar cerca de 11 mil entregas diárias de medicamentos e produtos de saúde”, revelou, então, Diogo Gouveia.

Por isso, a ADIFA “propõe que a legislação portuguesa, à semelhança de outros Estados-membros, evolua para a implementação da actividade de ‘distribuição farmacêutica de serviço completo’, através da alteração do Estatuto do Medicamento, com deveres e direitos que assegurem um abastecimento adequado do mercado nacional”.

Antirretrovirais, oncologia oral e remédios para transplantados nas farmácias

Outra (antiga) reivindicação é que alguns medicamentos que são dispensados, em exclusivo, pelos hospitais passem para as farmácias comunitárias, “quando não existam justificações técnicas para manter a exclusividade hospitalar, à semelhança dos nossos congéneres europeus”, como os antirretrovirais, a oncologia oral e os remédios para doentes transplantados.

Fazendo notar a “inegável eficiência e valor acrescentado do sector e a capacidade instalada das diversas empresas”, a ADIFA propõe ainda “estudar-se a prestação de serviços logísticos ao Serviço Nacional de Saúde”, tendo em vista identificar os consequentes ganhos de eficiência e as poupanças para o Estado, assim como os modelos de remuneração. E dá o exemplo do projecto-piloto de vacinação contra a Gripe nas farmácias comunitárias da região de Loures.

A degradação dos preços e das margens dos medicamentos não podia deixar de ser outro ponto relevante na agenda dos retalhistas. Uma das razões para a falta de medicamentos aos balcões tem que ver com a incapacidade financeiras não só de armazenistas, mas também das farmácias, para fazerem stocks que acautelem rupturas no fornecimentos aos doentes. “Importa assegurar políticas de preços dos medicamentos promotoras da sustentabilidade económico-financeira e desenvolvimento do circuito farmacêutico, impulsionadoras da atractividade económica do mercado português”, sustenta a associação.

A revisão das margens em determinados tipos de remédios – tais como os genéricos, os medicamentos de frio (ou com outras condições especiais) e as substâncias controladas (como os estupefacientes e substâncias psicotrópicas) – também se impõe, diz a ADIFA.

Assim como a necessidade de estender ao sector da distribuição de medicamentos benefícios fiscais que ‘ajudam’ já outras actividades económicas. Entre os quais a majoração da dedutibilidade como custo dos gastos em combustíveis, o reembolso parcial do imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos (gasóleo profissional), a dedutibilidade total do IVA nas despesas de aquisição de gasóleo e a isenção do imposto único de circulação das viaturas de transporte.

Transporte de medicamentos deve ser prioritário

Além disso, “à semelhança do ocorrido em 2019, deverá reconhecer-se a actividade de transporte de medicamentos, nomeadamente os distribuidores farmacêuticos de serviço completo, como entidades prioritárias no acesso a combustíveis e outros recursos em crises nacionais, assim como nos planos de emergência nacional, que visam manter serviços essenciais para as populações”. E as viaturas de transporte de fármacos deviam ter acesso às vias de trânsito reservadas, como as faixas BUS, defende a organização.

Outro problema para o qual a ADIFA chama a atenção é a quantidade e redundância das “recorrentes inspecções no âmbito das mais variadas regulamentações (nomeadamente as Boas Práticas de Distribuição)”, que são “um factor de sobrecarga operacional e financeira”. Por esta razão, sugere “a revisão global do sistema de licenciamento, adoptando uma licença única para esta actividade”.

O organismo pede ainda que os vários agentes do sector trabalhem em conjunto para encontrar soluções “pragmáticas” e serem definidas “obrigações equilibradas, equitativas e proporcionais” para todos os intervenientes, visto que a “escassez de medicamentos é um problema de grande complexidade, multifatorial e transversal a todos os países europeus”.

A ADIFA integra seis empresas de distribuição por grosso de serviço completo: Alliance Healthcare; Botelho & Rodrigues; Cooprofar - Cooperativa dos Proprietários de Farmácia; OCP Portugal - Produtos Farmacêuticos; Plural - Cooperativa Farmacêutica; e UDIFAR II - Distribuição Farmacêutica. Representa 86,2% da quota de mercado de distribuição de medicamentos em Portugal, segundo dados da IQVIA Portugal (Painel Armazenista, 2018). Ao todo, estes associados possuem 29 plataformas logísticas distribuídas por Portugal.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 9 de Dezembro de 2019.