Saúde mental. Para melhorar resposta é preciso planear recursos humanos

Saúde mental. Para melhorar resposta é preciso planear recursos humanos - 

O Estado deve planear os recursos humanos em saúde mental para a próxima década, eliminando as assimetrias geográficas e a escassez de profissionais, para que o Serviço Nacional de Saúde possa prestar cuidados de qualidade atempadamente, preconiza um estudo.

"O sistema de saúde ainda precisa de solucionar problemas sérios de acessibilidade e de equidade na prestação de cuidados de saúde mental", defende o estudo do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que será hoje divulgado, advertindo que o Plano Nacional de Saúde Mental ainda não está plenamente implementado.

Segundo o estudo, há uma distribuição "muito assimétrica" dos recursos humanos, com escassez de pessoal em algumas regiões do país, sobretudo profissionais não-médicos, essenciais à constituição das equipas multidisciplinares em saúde mental.

O estudo "Sem Mais Tempo a Perder: Saúde Mental em Portugal -- Um Desafio para a Próxima Década" adverte que "se não forem alocados os necessários recursos humanos e financeiros para a concretização da prestação de cuidados de saúde mental na comunidade, esta "pode estar ameaçada".

Alerta também para as dificuldades de articulação entre os serviços de saúde mental e os cuidados de saúde primários, que dificulta referenciação dos doentes.

Para os autores do estudo, estes constrangimentos podem estar na base do elevado consumo de psicofármacos em Portugal, uma vez que a grande maioria dos casos de depressão e ansiedade são tratados com medicamentos devido à ausência de terapia psicológica nos centros de saúde.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do CNS, Henrique Barros, afirmou que o país partiu de "uma situação em que a doença mental era varrida para um espaço confinado, de esquecimento e de silêncio", em que "o número de profissionais era extraordinariamente exíguo".

"Esse foi o caminho que teve de ser feito, mas agora é tempo, naturalmente, de investir mais, de acelerar e de responder às necessidades que forem encontradas", defendeu.

Para isso, sustentou, é preciso aumentar, por exemplo, a resposta em termos de psicólogos e terapeutas no SNS, para fazer o caminho de "sair de uma medicalização excessiva e manifestamente desadequada, mas que é a resposta mais possível e imediata, para uma resposta mais correta, mas que exige mais relação humana, mais tempo, mais contacto".

Henrique Barros realçou que o relatório, feito por um conjunto de pessoas com formações profissionais diversas e que traça o retrato da saúde mental em Portugal, "propõe um compromisso para os próximos três anos que leve a concretizar algumas soluções muito eficazes".

"Sabemos [que estas soluções] não se conseguem com um passo de mágica, conseguem-se com trabalho e com investimento em recursos humanos e recursos materiais", disse, rematando: "temos de enfrentar essa realidade se não queremos simplesmente limitar-nos a fazer diagnósticos".

O estudo, que será divulgado hoje no 3.º Fórum do CNS, recomenda a criação de uma estratégia nacional para "a promoção e prevenção em saúde mental" nas escolas, universidades e locais de trabalho, nos sectores público e privado, que seja "assegurada a capacidade financeira imprescindível" para garantir o cumprimento das iniciativas e seja "apresentado e implementado o Plano Nacional de Saúde para as Demências".

As perturbações mentais são a principal causa de incapacidade e a terceira causa em termos de carga da doença, sendo responsáveis por cerca de um terço dos anos de vida saudáveis perdidos devido a doenças crónicas não transmissíveis.

Uma estimativa (subestimada) dos custos com a doença mental em Portugal aponta para 3,7% do Produto Interno Bruto, correspondendo a 6,6 mil milhões de euros.

"Apesar da sua importância central no bem-estar dos indivíduos e impacto transversal na sociedade, a saúde mental, e em particular a sua promoção, não tem sido considerada uma prioridade a nível das políticas de saúde e das comunidades", continuando "a existir desafios ainda sem solução nesta área: as transformações demográficas, as desigualdades, as barreiras à reforma dos cuidados de saúde mental, as respostas da comunidade", conclui.

 

Fonte:  Site "Noticiasaominuto.com" e autor em 16 de Dezembro de 2019. 

Ansiolíticos. 10 milhões de embalagens são consumidas num ano em Portugal

Ansiolíticos. 10 milhões de embalagens são consumidas num ano em Portugal - 

Os portugueses compraram no ano passado mais de 10 milhões de embalagens de ansiolíticos e quase nove milhões de embalagens de antidepressivos, com os fármacos para a ansiedade a apresentarem tendência estável enquanto os da depressão crescem.

O relatório do Conselho Nacional de Saúde dedicado à saúde mental, que é hoje divulgado e a que a agência Lusa teve acesso, traça um panorama do consumo de medicamentos estimulantes do sistema nervoso e de psicofármacos, mostrando um aumento global.

Portugal surge como o quinto país em 29 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que mais consome antidepressivos, tendo uma taxa de consumo que é o dobro de países como a Holanda, a Itália ou a Eslováquia.

O consumo de ansiolíticos apresenta uma tendência estável em Portugal desde 2014 e no ano passado foram compradas 10,5 milhões de embalagens.

Já os antidepressivos registam uma tendência crescente nos últimos anos e em 2018 foram compradas 8,8 milhões de embalagens.

O aumento do consumo de antidepressivos segue a mesma tendência do que nos restantes países da OCDE, onde o consumo duplicou entre 2000 e 2017, o que pode reflectir um melhor diagnóstico da depressão, melhor acesso a medicamentos ou ainda uma evolução das orientações clínicas para o tratamento da depressão.

Ainda assim, Portugal tem um dos maiores consumos de antidepressivos, estando em quinto lugar entre os 29 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico analisados.

O documento do Conselho Nacional de Saúde considera que são "particularmente preocupantes" em Portugal os dados do consumo de benzodiazepinas, medicamentos usados para a ansiedade que podem causar dependência com uso continuado.

"As benzodiazepinas e análogos são apenas indicados para o controlo de curto prazo da ansiedade e insónia, podendo ter efeitos deletérios [nocivos] se mantidos de forma crónica", como possível adição e disfunção cognitiva, refere o relatório.

Dados de 2016 mostram que 1,9 milhões de utentes tiveram pelo menos uma prescrição de benzodiazepinas.

 

Fonte:  Site "Noticiasaominuto.com" e autor em 16 de Dezembro de 2019.

Infarmed retira do mercado cremes para crianças da Wells, Barral e Dermosense

Infarmed retira do mercado cremes para crianças da Wells, Barral e Dermosense  -

 

Segundo o relatório a que a Lusa teve hoje acesso, o creme Barral BabyProtect Creme de Rosto usava conservantes não autorizados e em laboratório foi identificado um ingrediente (Phenoxyethanol) não identificados no rótulo, pelo que foi ordenada a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado. 

O Infarmed detetou irregularidades em sete produtos cosméticos hidratantes para crianças, ordenando a retirada do mercado de dois cremes de rosto para bebé, da Barral e da Wells, e a retirada voluntária de dois outros cremes da marca Dermosense.

Segundo o relatório a que a Lusa teve hoje acesso, o creme Barral BabyProtect Creme de Rosto usava conservantes não autorizados e em laboratório foi identificado um ingrediente (Phenoxyethanol) não identificados no rótulo, pelo que foi ordenada a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado.

O produto Wells Creme Rosto Bebé continha os conservantes Phenoxyethanol e Benzoic acid, que não estavam declarados na lista de ingredientes da rotulagem, além de se ter constatado que "os ingredientes listados não correspondem à verdadeira composição do produto". O produto continha ainda uma alegação falsa: «0% Fenoxietanol».

"Atendendo a que a pessoa responsável não demonstrou que este cosmético é seguro para a saúde humana, o Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e a retirada de todas as unidades existentes no mercado", escreve o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) na circular que determinou a retirada do mercado.

O Infarmed informa ainda que em dois outros produtos - Dermosense creme gordo 100 ml e Dermosense creme de mãos 50 ml -- a distribuidora estava a proceder à retirada voluntária do lote em que foram detetadas irregularidades na rotulagem e a Autoridade do Medicamento ordenou "a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado nacional de todas as embalagens do referido lote".

A ação de supervisão do Infarmed incidiu sobre 87 produtos de diversas marcas, desde cremes para fralda a loções hidratantes, passando por leites emolientes, cremes protetores e águas de limpeza. No total, foram analisados mais de 1.300 parâmetros (químicos e microbiológicos).

"A maioria dos Produtos Cosméticos analisados (87%) estavam em conformidade com a legislação em vigor à data de análise, relativamente ao tipo e teor de conservantes presentes na sua composição. No entanto, constatou-se que sete dos produtos cosméticos analisados (13%) apresentaram algum tipo de irregularidade", refere a conclusão do relatório, a que a Lusa teve acesso.

O Infarmed desaconselha o uso em crianças de produtos cosméticos destinados a adultos, de modo a evitar a ocorrência de reações adversas como alergias, dermatites de contacto, reações inflamatórias, entre outras.

Em caso de reações deste tipo, aconselha o consumidor a procurar um médico dermatologista ou um pediatra, suspendendo de imediato a utilização do produto.

"Um produto cosmético nunca deve ser utilizado para outro fim que não o indicado na rotulagem", sublinha o regulador.

As Pessoas Responsáveis dos produtos cosméticos analisados são provenientes de sete países distintos, sendo a grande maioria oriunda da Europa (97,7%), com especial destaque para França (42,5%), Portugal (21,8%), Espanha (14,9%) e Alemanha (11,5%). Apenas 2,3% dos produtos são originários de países terceiros, nomeadamente do Brasil.

Quanto às formas de apresentação, os produtos cosméticos hidratantes para crianças analisados compreendem sete formas de apresentação distintas, sendo os cremes os mais representativos (56,3%). Os leites e loções, no seu conjunto, correspondem a 34,5% dos produtos.

As restantes formas de apresentação compreendem emulsões, bálsamos, pomadas e óleos.

Entre as marcas analisadas estavam a Mustela, Johnson´s, Corine de Farme, Barral, A-Derma, Uriage, Baby Smile, Avéne, Chicco, Halibut, Aveno, ISDIN, Klorane, La Roche-Posay, Oleoban, Garnier, Aloé Via, Bioderma, Garnier, O Boticário, Auchan, Pingo Doce, Wells, entre outras.

O Infarmed analisou ainda 98 produtos cosméticos de banho para criança (champô, gel de banho e sabonete líquido), representando 39 marcas disponíveis em diversos pontos da cadeia de distribuição, tais como farmácias, supermercados e hipermercados.

Do ponto de vista químico, concluiu que todos estavam de acordo com a legislação em vigor relativamente ao tipo e teor de conservantes presentes. No entanto, para três dos produtos cosméticos analisados, os resultados obtidos "não são consistentes com a rotulagem", uma vez que figuram conservantes na listagem de ingredientes que não foram detetados em laboratório, pelo que os produtos foram considerados "não conforme".

Dois outros produtos cosméticos analisados "apresentaram um resultado de teor nalguns conservantes em conformidade, porém, próximo do limite legal".

Para estes cinco produtos "foi desencadeada a recolha de novos lotes e reanálise para averiguação da conformidade no parâmetro em questão", refere o relatório.

O Infarmed garante que "continuará a desenvolver campanhas de monitorização e supervisão do mercado português, de forma a garantir a segurança e qualidade dos produtos cosméticos comercializados, dando o seu contributo para que os consumidores portugueses tenham ao seu dispor produtos cosméticos seguros para todas as faixas etárias".

 

 

Fonte:  Site do "Jornal de Negócios" e autor em 13 de Dezembro de 2019.

Setor farmacêutico alinhado contra descontos nos medicamentos

Setor farmacêutico alinhado contra descontos nos medicamentos -

 

A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF) informou através de comunicado que diversos parceiros do setor da Farmácia assinaram uma tomada de posição conjunta, na qual pedem a aprovação de legislação que limite ao máximo de 3% o desconto permitido sobre a parte não comparticipada de medicamentos sujeitos a receita médica (MSRM). A iniciativa sobre descontos e concorrência nas farmácias comunitárias, promovida pela APEF, foi subscrita pela Associação das Farmácias de Portugal, Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, Ordem dos Farmacêuticos e Sindicato Nacional dos Farmacêuticos.

Para Lucas Chambel, vice-presidente da associação de estudantes, «já não se trata do que a APEF quer, mas do que o setor impõe que seja realmente mudado». Em nome dos estudantes de farmácia, declarou que «queremos ser julgados pela componente técnico-científica e pelo aconselhamento que damos aos cidadãos, não pela forma como praticamos descontos».

Os estudantes vão pedir reuniões com os partidos políticos com assento parlamentar, no sentido de provocarem uma breve alteração do quadro legal a este respeito.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 11 de Dezembro de 2019.

Atenção, pico da gripe ocorrerá entre o Natal e a segunda semana de 2020

Atenção, pico da gripe ocorrerá entre o Natal e a segunda semana de 2020 - 

O pico da gripe vai ocorrer entre o Natal e a segunda semana do ano novo, segundo uma estimativa da Associação Nacional de Farmácias (ANF) com base na dispensa de medicamentos e produtos de saúde para infeções respiratórias.

A estimativa da ANF resulta de um estudo realizado a partir dos dados de dispensa dos medicamentos nas farmácias e foi divulgada hoje em Lisboa pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), da associação.

A equipa de investigadores do CEFAR realçou que as farmácias conseguem antecipar em duas semanas a fase mais severa de contágios, com base nos dados diários da dispensa de medicamentos e produtos de saúde para infeções respiratórias.

O início da fase epidémica ocorreu há duas semanas, segundo os dados confirmados pela equipa de investigadores, refere a associação.

"Este novo instrumento tem grande valor para a saúde pública porque permite alertar a população para a necessidade de reforçar os comportamentos preventivos", adiantou Nuno Rodrigues, da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que colaborou na construção do estudo.

O especialista disse também que a recolha de informação "dá mais tempo aos serviços de saúde para planificarem a sua resposta".

Os dados indicam que em média, as farmácias recebem 520 mil portugueses por dia.

"As farmácias têm todos os dias mais de meio milhão de oportunidades de contribuição para a saúde pública, através da dispensa de medicamentos, administração de vacinas e aconselhamento à população", disse António Teixeira Rodrigues, diretor do CEFAR durante a divulgação dos dados.

Segundo dados do 'Vacinómetro', mais de 1,3 milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe, registando-se uma subida em todos os grupos em comparação com período homólogo do ano passado.

Desde o dia 15 de outubro, já se terão vacinado 1.187.042 idosos e 179.889 cidadãos com idades entre os 60 e os 64 anos, indicam os resultados da segunda vaga do relatório 'Vacinómetro', que monitoriza a vacinação contra a gripe em grupos prioritários da época gripal 2019/2020.

Mais de metade (52%) dos indivíduos portadores de doença crónica já se vacinaram, o que representa um aumento de 11,3% face ao mesmo período de 2018, constituindo a subida mais significativa entre os grupos prioritários.

A época da vacinação contra a gripe arrancou no dia 15 de outubro em Portugal, com dois milhões de vacinas disponíveis, 1,4 milhões para serem dadas gratuitamente a grupos de risco no SNS e cerca de 600 mil para venda em farmácias.

A DGS recomenda a vacinação aos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, incluindo os bombeiros, bem como a pessoas entre os 60 e os 64 anos, grávidas e alguns doentes crónicos.

Este ano, pela primeira vez, as vacinas são tetravalentes, protegendo contra quatro tipos de vírus, quando até aqui protegiam para um máximo de três. A vacina tetravalente faz aumentar a probabilidade de o conteúdo da vacina coincidir com os vírus que vão circular e há a expectativa de a vacina ser mais efetiva.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

O Vacinómetro, que se realiza pelo 11.º ano consecutivo, é promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da Sanofi Pasteur.

 

Fonte:  Site "Noticiasaominuto.com" e autor em 11 de Dezembro de 2019.

Neste Natal dê troco e ajude quem não consegue pagar medicamentos

Neste Natal dê troco e ajude quem não consegue pagar medicamentos - 

A Rede Solidária do Medicamento recolhe fundos nas farmácias para que não falte a medicação aos mais carenciados.

A partir da próxima segunda-feira, 16 de Dezembro, vai decorrer, nas farmácias aderentes de todo o país, a campanha solidária ‘Dê Troco a Quem Precisa’, que convida os portugueses a doar o troco das compras ao Fundo Solidário abem.

O montante angariado durante o curso da campanha será integralmente aplicado na aquisição de medicamentos dos beneficiários abrangidos.

A iniciativa termina no dia 25 de Dezembro.

De acordo com um comunicado enviado pela Rede Solidária ao Notícias ao Minuto, em Portugal, uma em cada dez pessoas não tem acesso aos medicamentos por falta de dinheiro, sendo muitas as famílias de baixos rendimentos que não conseguem fazer face à despesa com a medicação prescrita.

Actualmente, o Programa abem: apoia um total de 11.809 beneficiários, dos quais 13% são crianças. Desde o seu arranque, em maio de 2016, o programa já permitiu a aquisição de 393.403 embalagens de medicamentos.

O Programa abem: está presente em todos os distritos do país e regiões autónomas e assenta numa rede de parcerias com entidades locais que referenciam ao programa as famílias em risco. Estas pessoas, quando se tornam beneficiárias do abem:, recebem um cartão que passam a usar na farmácia para levantar os medicamentos de que necessitam, sem qualquer custo.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 10 de Dezembro de 2019.