Menopausa custa 2,78 milhões por ano a mulheres portuguesas

Menopausa custa 2,78 milhões por ano a mulheres portuguesas - 

No ano passado foram vendidas 264 mil unidades de medicamentos que junta estrogénio e progestativo, nas farmácias portuguesas, no valor total de 2,78 milhões de euros.

As mulheres portuguesas gastam 232 mil euros por mês em medicação para tratar a menopausa, afirma o ‘Jornal de Notícias’ esta segunda-feira, 25 de Novembro. Este valor global é referente a 2018 mas têm-se mantido estável em relação aos últimos anos, reflectindo que as mulheres portugueses recorrem a fármacos para diminuir os sintomas.

No ano passado foram vendidas 264 mil unidades de medicamentos que junta estrogénio e progestativo, no valor total de 2,78 milhões de euros. A publicação avança ainda que as vendas nas farmácias portuguesas mostram que as portuguesas recorrem ao tratamento hormonal para reduzir os sintomas da menopausa.

A presidente da secção da Menopausa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, Fernanda Geraldes, garantiu ao JN que, entre 5% a 6% das mulheres faltam ao trabalho por causa dos sintomas que a menopausa evidencia, e que recorrem a medicação hormonal para conseguirem ter a qualidade de vida que sempre tiveram.

 

Fonte: Site do Jornal "Económico" e autor em 25 de Novembro de 2019.

Portugal está entre os países com medicamentos mais baratos

Portugal está entre os países com medicamentos mais baratos - 

 

Estudo de nível mundial coloca Portugal entre as economias com os menores preços para treze substâncias activas, face ao encargo médio. Os EUA lideram com os custos mais elevados.

Portugal é um dos países com os medicamentos mais baratos entre 50 economias analisadas pela tecnológica da área da saúde Medbelle, uma startup baseada em Londres, no Reino Unido, que fez uma comparação dos custos com fármacos a nível mundial – numa lógica de perceber onde é que existem mais restrições no acesso a cuidados de saúde, já que o preço dos remédios é uma importante barreira.

Foram comparados os preços de treze moléculas, entre os remédios que são mais utilizados no mundo, e os países foram classificados num ranking em função do desvio em relação ao preço médio apurado para estas drogas. Face ao custo padrão, em Portugal este pacote de treze fármacos custa menos 15,76%, o que nos coloca na 33ª posição da lista.

Os remédios analisados são usados numa variedade ampla de doenças mais comuns e vão desde os problemas cardíacos à asma, passando pela ansiedade e disfunção eréctil. Além de ter contabilizado os preços de marca e dos genéricos correspondentes, a Medbelle normalizou as dosagens para tornar os preços comparáveis. “O fruto da nossa investigação é um índice que compara 50 países quando às diferenças de custos para alguns dos medicamentos mais utilizados e indispensáveis entre 50 países”, explica a startup. Além disso, o estudo não teve em conta se os custos com medicamentos são cobertos por um sistema público e saúde ou se são pagos directamente pelos doentes.

A Medbelle calculou, então, o preço médio por dose e observou quanto é que cada país se desvia deste valor. Os EUA surgem no topo do ranking com um desvio de mais 306,82%, ou seja, os norte-americanos pagam quatro vezes mais face ao custo médio, enquanto na Tailândia se registam os preços mais baixos, pois neste país é necessário pagar menos 93.93%. Esta abrangência “espelha a disparidade a que estão sujeitos os pacientes para ter acesso aos mesmos fármacos”, faz notar a Medbelle.

A Alemanha surge logo a seguir aos EUA (com medicamentos 125,64% mais caros) e, por exemplo, Espanha está na sétima posição, com um custo 78,34% acima do preço médio. Também a Grécia pontua pior que Portugal ao figurar em 22º lugar da lista, com um desvio de mais 4,75% face ao custo médio do pacote de treze drogas.

 

PREÇOS ESMAGADOS:

Não é novidade que o preço dos remédios vendidos nas farmácias nacionais tem vindo a ser esmagado consecutivamente, não só através da imposição administrativa de preços, como pelos incentivos à introdução de medicamentos genéricos (segundo dados do sector das farmácias, as regras em Portugal, são de baixar entre 25% a 50% o preço do medicamento original).

São, aliás, os preços dos genéricos que colocam Portugal entre os países onde as treze terapêuticas são mais acessíveis porque aqui o desvio atinge os -60,99% face à média dos treze remédios genéricos analisados, enquanto na comparação só entre medicamentos de marca, Portugal apresenta um custo 4,09% superior.

Entre as treze drogas estudadas, o tenofovir, destinado à hepatite B e HIV/SIDA, foi a molécula que mais contribuiu para o preços baixos de Portugal, com um custo 67,21% inferior à média, enquanto, pelo contrário, o preço menos competitivo é do atorvastatin, que trata o colesterol elevado, e que custa nas farmácias portuguesas mais 129,23% do que média.

Note-se que o facto de Portugal ter medicamentos baratos não é necessariamente uma garantia de acesso a estas terapias, já que os problemas de abastecimento do mercado têm sido uma constante, com os doentes a terem que se dirigir mais do que uma vez à farmácia para conseguirem todos os remédios de que necessitam. Aliás, frequentemente há produtos esgotados. Esta realidade decorre de vários factores, entre os quais a exportação paralela de medicamentos de Portugal para outros países onde os preços são mais elevados (como a Alemanha), embora existam regras, restrições e controlo por parte das autoridades em relação a esta prática. Outro problema são as dificuldades económicas das farmácias – cujas margens decresceram, sobretudo, desde a troika, com a imposição de preços mais baixos nos fármacos - que as inibe de armazenar embalagens em quantidade suficiente para não haver rupturas nos stocks. Outra questão tem que ver com o desinteresse económico dos laboratórios de produzir algumas moléculas cujos preços desceram a um nível em que o custo de produção supera o preço de venda.

  

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 22 de Novembro de 2019.

Mais de 1,3 milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe

Mais de 1,3 milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe - 

 

Mais de metade (52%) dos indivíduos portadores de doença crónica já se vacinaram, o que representa um aumento de 11,3% face ao mesmo período de 2018.

Mais de 1,3 milhões de portugueses já se vacinaram contra a gripe, registando-se uma subida em todos os grupos em comparação com período homólogo do ano passado, segundo dados do "Vacinómetro" hoje divulgados.

Desde o dia 15 de outubro já se terão vacinado 1.187.042 idosos e 179.889 cidadãos com idades entre os 60 e os 64 anos, indicam os resultados da segunda vaga do relatório "Vacinómetro", que monitoriza a vacinação contra a gripe em grupos prioritários da época gripal 2019/2020.

Mais de metade (52%) dos indivíduos portadores de doença crónica já se vacinaram, o que representa um aumento de 11,3% face ao mesmo período de 2018, constituindo a subida mais significativa entre os grupos prioritários.

"Destacamos a evolução positiva, em termos de subida da cobertura vacinal, nestes grupos em comparação ao período homólogo do ano passado", refere um comunicado do "Vacinómetro", que especifica que o grupo dos portadores de doença crónica a registou a subida mais elevada, seguido do grupo dos portugueses com 65 ou mais anos (5,5%) e dos indivíduos com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (4,8%).

Registou-se também o aumento da cobertura vacinal nos profissionais de saúde em contacto direto com doentes (2,9%).

De acordo com os dados divulgados hoje, já se vacinaram 58,4% dos portugueses com 65 ou mais anos, 40,1% dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes e 27,8% dos portugueses com idades entre os 60 e os 64 anos.

Do total da população estudada vacinada, que inclui maioritariamente pessoas para as quais a vacinação é gratuita, 16,5% adquiriu a vacina na farmácia, sendo que destas, cerca de 82% vacinaram-se na farmácia.

O principal motivo que levou os portugueses a vacinarem-se foi a recomendação do médico (71,1%), seguido dos que se vacinaram no contexto de uma iniciativa laboral (15,9%) e dos que o fizeram por iniciativa própria para estar protegido (9,7%%).

Houve ainda 1,9% que se vacinaram porque sabem que fazem parte de um grupo de risco para a gripe.

O "Vacinómetro" permite monitorizar em tempo real, a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

A época da vacinação contra a gripe arrancou no dia 15 de outubro em Portugal, com dois milhões de vacinas disponíveis, 1,4 milhões para serem dadas gratuitamente a grupos de risco no SNS e cerca de 600 mil para venda em farmácias.

A DGS recomenda a vacinação aos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, incluindo os bombeiros, bem como a pessoas entre os 60 e os 64 anos, grávidas e alguns doentes crónicos.

Este ano, pela primeira vez, as vacinas são tetravalentes, protegendo contra quatro tipos de vírus, quando até aqui protegiam para um máximo de três. A vacina tetravalente faz aumentar a probabilidade de o conteúdo da vacina coincidir com os vírus que vão circular e há a expectativa de a vacina ser mais efetiva.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

O Vacinómetro, que se realiza pelo 11.º ano consecutivo, é promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da Sanofi Pasteur.

 

Fonte: Site da revista "Sábado" e autor em 21 de Novembro de 2019.

Obesos gastam até 257 euros por mês em medicamentos: Médicos defendem comparticipação dos fármacos

Obesos gastam até 257 euros por mês em medicamentos: Médicos defendem comparticipação dos fármacos - 

A presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), Paula Freitas, defendeu hoje que é necessária a "comparticipação dos fármacos" para se tratar a obesidade "como doença que é" e combatê-la precocemente.

A dois dias do arranque do 23.º Congresso Português de Obesidade, em Braga, a presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade afirmou, em declarações à Lusa, que continuam a “existir barreiras” no tratamento da obesidade em Portugal.

Na óptica da responsável, urge “tratar a obesidade como doença que é”, à semelhança do que acontece com doenças como a hipertensão, diabetes e apneia do sono, que são tratadas e apoiadas pelo Sistema Nacional de Saúde (SNS).

“Se tratássemos esta doença em fases cada vez mais precoces, não teríamos de tratar as doenças metabólicas e cardiovasculares associadas. Se nada for feito numa fase precoce, a doença vai evoluir para formas cada vez mais graves e vamos ter cada vez mais doentes, como temos actualmente, em listas de espera para a cirurgia bariátrica”, considerou.

Segundo a presidente da SPEO, o combate à doença passa por uma “abordagem estratégica” baseada em quatro pilares: dieta, exercício físico, modificação comportamental e fármacos, apesar deste último estar “comprometido com a falta de comparticipação” do SNS.

“Neste momento, em Portugal, existem três fármacos, mas nenhum deles é comparticipado. O preço vai dos 90 aos 257 euros por mês. Ora, sabemos que a obesidade aumenta com a idade e nas classes sociais mais desfavorecidas. Que percentagem de doentes pode fazer uma terapêutica crónica a longo prazo que custa entre 90 a 257 euros por mês?”, questionou.

Segundo a responsável, é por isso necessário “arranjar uma solução rápida”, que viabilize a comparticipação dos fármacos e o diagnóstico mais atempado dentro do sistema de saúde.

“Há ainda muita coisa a fazer ao nível do tratamento e da prevenção primária desta doença. É preciso educar de forma eficaz e cada vez mais prematura toda população”, disse.

Segundo Paula Freitas, em Portugal, os doentes continuam a “não entender” a obesidade, considerando-a, muitas das vezes, um “problema meramente estético”.

Obesidade associada a 200 doenças

“As pessoas que têm obesidade não percebem que esta é uma doença que gera múltiplas doenças. Neste momento, sabe-se que cerca de 200 doenças e 13 tipos de cancro estão associados à obesidade. Este não é um fenómeno meramente estético ou cosmético, é uma doença”, alertou.

De acordo com o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado no dia 06 de Novembro, em Portugal, 67,6% da população com mais de 15 anos tem excesso de peso, incluindo obesidade, muito acima da média da OCDE (55,6%).

Relativamente aos profissionais de saúde, a presidente da SPEO acredita que permanecem “muito limitados” na elaboração de uma resposta terapêutica eficaz.

“Precisamos que os médicos de medicina geral e familiar e todos os profissionais de saúde se dotem de mecanismos que incentivem as pessoas à mudança. Acredito que estão a fazer o melhor que podem e sabem, mas, infelizmente, têm muitas limitações”, afirmou.

Sob o lema “Todos Juntos por uma Causa”, o 23.º Congresso Português da Obesidade, que se realiza de sexta-feira a domingo em Braga, vai juntar profissionais de todas as áreas inerentes à obesidade, desde médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

Durante os dois dias, vão, entre outros momentos, decorrer simpósios, conferências e debates sobre a correlação da obesidade com a fertilidade, contracepção, doenças cardiovasculares e colesterol.

 

Fonte: Site do "lifestyle.sapo.pt/saude" e autor em 20 de Novembro de 2019.

Tempo de espera no SNS continua a aumentar. 245 mil esperam por cirurgia

Tempo de espera no SNS continua a aumentar. 245 mil esperam por cirurgia - 

Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologista e Urologia apresenta tempos de espera críticos, enquanto Cirurgia e Ginecologia melhoraram o tempo de espera para o utente.

Nos dados referentes ao ano passado, o número de utentes em lista de espera para uma cirurgia no Serviço Nacional de Saúde (SNS) caiu, mas este ano parece verificar-se cada vez mais um aumento significativo nos nomes que se encontram em lista de espera, com 245 mil inscritos no ano passado, avança o ‘Jornal de Notícias’ esta quarta-feira, 20 de Novembro.

Apesar de algumas especialidades apresentaram melhorias, como a Cirurgia e Ginecologia, há outras em que o tempo de espera se mantém crítico, como é o exemplo de Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologista e Urologia. À publicação, o Ministério da Saúde garantiu que o plano “está a ser continuamente monitorizado e será avaliado no início de 2020”.

Os dados do SNS, actualizados em Agosto, revelavam que à data existiam 15 hospitais que não cumprem os tempos máximos de resposta, com destaque para os hospitais de São João e de São Sebastião nas cirurgias de obesidade, para o IPO de Lisboa na radioterapia cirúrgica e para os hospitais de Abrantes, D. Estefânia, Garcia da Orta e Litoral Alentejano na especialidade de Ortopedia.

A publicação noticia que existem 22 hospitais no SNS que não conseguem cumprir os tempos máximos de espera quando se trata de cirurgias oncológicas prioritárias, aumentando em quatro o número de hospitais com dificuldade de resposta face ao ano passado.

De acordo com os dados analisados pelo JN, o Hospital de Faro demorada 1.390 dias (3,8 anos) a garantir uma primeira consulta de ortopedia, enquanto nas consultas de prioridade normal tinha um tempo de espera na ordem de 1.309 dias. Por sua vez, o Hospital Sousa Martins, na Guarda, tinha o tempo de esperado fixado em 1.814 dias (cinco anos) para cardiologia.

 

Fonte: Site do Jornal "Económico" e autor em 20 de Novembro de 2019.

PGEU sugere medidas para reduzir impacto dos medicamentos no ambiente

PGEU sugere medidas para reduzir impacto dos medicamentos no ambiente - 

No seguimento do documento enviado pela Comissão Europeia (CE), em Março passado, ao Parlamento Europeu, ao Conselho Europeu e ao Comité Económico e Social sobre a estratégia da União Europeia para os medicamentos no meio ambiente, o Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU) enviou um conjunto de recomendações à Comissão Europeia e aos Estados membros para reduzir e prevenir o impacto dos produtos farmacêuticos no ambiente.

O PGEU em colaboração com a Comissão Europeia e Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomenda várias medidas “para aumentar a consciencialização do público, promover o uso prudente e a eliminação correta dos medicamentos e fornecer conselhos sobre a disponibilidade de produtos farmacêuticos ´mais ecológicos”.

Medidas para aumentar a consciencialização do público sobre o uso e a recolha de resíduos de medicamentos; desenvolver directrizes e materiais de informação para profissionais de saúde sobre o uso prudente de medicamentos; garantir o financiamento dos sistemas de recolha e eliminação de resíduos pelas farmácias; reduzir os resíduos farmacêuticos causados por sobras de medicamentos; e desenvolver e garantir a conformidade com os padrões de qualidade ambiental dos medicamentos são algumas das medidas apresentadas.

O PGEU aproveitou também para solicitar à CE a promoção do intercâmbio de boas práticas entre os Estados membros; o financiamento e incentivo de mais pesquisas sobre o potencial impacto negativo dos produtos farmacêuticos no meio ambiente, e o incentivo de acções em países em que se suspeita que as emissões farmacêuticas provenientes da produção e outras fontes contribuam para a disseminação global da resistência anti-microbiana.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 19 de Novembro de 2019.