Infarmed aprova financiamento de Keytruda

Infarmed aprova financiamento de Keytruda - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P (Infarmed) anunciou a aprovação do financiamento de Keytruda (pembrolizumab), em monoterapia, para o tratamento de doentes adultos com Linfoma de Hodgkin clássico refratário ou recidivado, após transplante autólogo de células estaminais e tratamento com brentuximab vedotina.

Esta decisão “tem por base os resultados dos estudos Keynote‐087 e Keynote‐013, dois estudos multicêntricos. No follow-up a 3 anos de Keynote-087, Keytruda demonstrou associar‐se a taxas de respostas clinicamente significativas (ORR de 71%, e) e duradouras (mediana de duração de 16,6 meses), com um perfil de segurança aceitável”, indicou o Infarmed em comunicado divulgado.

De acordo com o Autoridade do Medicamento, “a eficácia e segurança de Keytruda para tratamento de LHc foram investigadas em dois estudos multicêntricos, Keynote‐087 e Keynote‐013, que incluíram doentes (n=241) que falharam ou inelegíveis para TACE e falharam BV. Em ambos os estudos, Keytruda demonstrou associar‐se a taxas de respostas clinicamente significativas (ORR de 58 e 71%, respectivamente) e duradouras (mediana de duração de 11,1 e 16,6 meses), com perfil de segurança aceitável.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 23 de Junho de 2020

Descoberta "emocionante" de fármaco que reduz e faz desaparecer tumores

Descoberta "emocionante" de fármaco que reduz e faz desaparecer tumores - 

Pacientes com cancro em estágio avançado viram os seus tumores desaparecerem durante a realização de ensaios clínicos com uma nova droga farmacológica.

O cancro parou de crescer em metade dos doentes oncológicos a quem foi administrado o tratamento experimental.

Em alguns dos pacientes o tumor diminui ou desapareceu por completo, de acordo com o  Institute of Cancer Research (Instituto de Pesquisa do Cancro), em Londres, no Reino Unido. 

O estudo, publicado no periódico Journal of Clinical Oncology, teve como intuito testar a segurança do fármaco berzosertib quando tomado para combater o cancro, incluindo da mama e do cólon.

Os cientistas salientam que a descoberta é "sem dúvida emocionante" já que é raro assistir a uma resposta positiva do corpo a drogas num estágio avançado da doença. 

Para efeitos daquela pesquisa, foram testados 19 voluntários com estágios avançados de cancro aos quais foi somente dado o fármaco; enquanto 21 pacientes foram submetidos a quimioterapia contendo platina. 

Os médicos mediram a resposta de 38 doentes e apuraram que o crescimento dos tumores havia cessado em 20 - o que corresponde a 53%. Já entre aqueles que passaram pela quimioterapia 71% estabilizaram. 

Resultados promissores

Um homem com cancro do cólon viu os seus tumores desaparecem e permaneceu livre de cancro durante mais de dois anos. 

Entretanto, uma mulher com cancro avançado do ovário, cuja doença havia regressado após a toma de outro fármaco, registou um decréscimo dos tumores. 

As células cancerígenas podem ser mortas ao danificar o seu ADN ou inactivar a sua habilidade de reparar erros no código genético. 

O berzosertib pertence a uma nova classe de drogas de precisão que bloqueiam uma proteína responsável por reparar o ADN - denominada de ATR. 

O professor Johann de Bono disse: "é encorajador ver algumas respostas clínicas positivas no início do estudo". 

"Agora, nós e outros estamos a planear a realização de mais ensaios clínicos com berzosertib e outros fármacos capazes de bloquear a proteína ATR".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Junho de 2020.

Zentiva lançou Zeflavon

Zentiva lançou Zeflavon - 

A Zentiva Portugal lançou no mercado nacional, Zeflavon 500 mg, um medicamento não sujeito a receita médica, para o tratamento das pernas inchadas, pesadas, com dor ou cãibras nocturnas, sintomas associados à Doença Venosa Crónica.

Os sinais mais alarmantes desta doença verificam-se através das veias dilatadas e dos derrames (varizes e as telangiectasias), e os primeiros sintomas traduzem-se na sensação de cansaço, peso e dores nas pernas, prurido, inchaço dos pés e tornozelos, dormência e cãibras, especialmente durante a noite.

Este fármaco é composto por 500 mg de flavonóides micronizados (450 mg de diosmina e 50 mg de outros flavonóides expressos em hesperidina), que permitem o tratamento dos sintomas e sinais relacionados com a insuficiência venosa.

O medicamento reduz a elasticidade e a retenção venosa reforçando a resistência das paredes capilares, proporcionando alívio e bem-estar às pernas.

A Doença Venosa Crónica é uma das doenças crónicas mais frequentes na população portuguesa, afectando mais de um terço dos portugueses, maioritariamente mulheres.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 23 de Junho de 2020

Gastos com medicamentos para o VIH aumentam em 2020

Gastos com medicamentos para o VIH aumentam em 2020 - 

A introdução de um novo medicamento - o Symtuza - e mais doentes em tratamento explicam o aumento de gastos.

Entre Janeiro e Abril deste ano, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastaram 65 milhões de euros para tratar a infecção por VIH/sida, conta o “Jornal de Notícias” esta segunda-feira. Por comparação com o mesmo período em 2019, os custos aumentaram 2,9 milhões de euros.

Segundo os especialistas ouvidos pelo “JN”, a introdução de um novo medicamento - o Symtuza - e mais doentes em tratamento explicam o aumento de gastos.

Segundo Ricardo Fernandes, director-executivo do Grupo de Activistas em Tratamento (GAT), a subida dos medicamentos para o VIH “não pode ser encarada como uma coisa negativa”.

Nos primeiros quatro meses do ano passado, o custo dos fármacos registou uma quebra significativa em relação a 2018: mais de dez milhões de euros.

A despesa com medicamentos para o VIH reduziu substancialmente, de 2018 para 2019, com a comercialização do genérico do Truvada, “um dos medicamentos mais usados no mundo, que era também um dos mais caros”, justificou Ricardo Fernandes.

Estes números fazem parte do balanço do Infarmed sobre a utilização de medicamentos hospitalares, que aponta para uma despesa total de 460,2 milhões de euros, tratando-se de um aumento de 3,7% (mais 16,4 milhões) em relação ao período homólogo.

 

 Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 22 de Junho de 2020.

Covid-19: Investigadores estudam resposta imunológica para evitar desfechos fatais

Covid-19: Investigadores estudam resposta imunológica para evitar desfechos fatais - 

Investigadores da FMUP vão estudar a resposta do sistema imunológico de doentes de forma a tentar estratificar o “risco” da infecção, actuar preventivamente e evitar “desfechos fatais”.

“A nossa ideia é tentar perceber a resposta do nosso sistema imunológico quando temos o assalto desta infecção por SARS-CoV-2, ou seja, se existe um estado inflamatório generalizado que leva a um desfecho pior”, afirmou Matilde Monteiro-Soares.

Em declarações à agência Lusa, a investigadora da FMUP explicou que, nesse sentido, vão ser rastreados cerca de 200 doentes com covid-19 do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho (CHVNG/E) e familiares e profissionais de saúde que contactaram com os infectados.

“Queremos saber qual o perfil imunológico destes doentes na óptica de tentar prever desfechos ou prever a probabilidade de virem a sofrer alguma complicação”, referiu.

Além da FMUP, o projecto, desenvolvido no âmbito da 2.ª edição da linha de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) RESEARCH 4 COVID-19, conta também com investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e do PORTIC do Instituto Politécnico do Porto (IPP), onde vão ser feitas as análises laboratoriais.

No decorrer do projecto, a equipa de investigadores vai traçar o perfil inflamatório e o perfil imunológico, que além dos anticorpos que os doentes desenvolvem contra o vírus, também assenta em citocinas, isto é, “mensageiros químicos do sistema imune que produzem a inflamação”.

“Embora a inflamação seja um mecanismo de defesa expectável no combate a agentes agressores, às vezes ocorre um desequilíbrio que leva a uma elevação das citocinas, ou seja, a hiperinflamação. Esta tempestade de citocinas pode levar à falência de vários órgãos e conduzir à morte. Portanto, o objectivo é traçar o perfil destes mensageiros”, referiu Ruben Fernandes do PORTIC.

Segundo o investigador, a compreensão do perfil destes mensageiros químicos poderá ajudar a actuar preventivamente e evitar “o desfecho fatal”, sendo que, por essa razão, a equipa vai debruçar-se sob 13 marcadores pró-inflamatórios.

À Lusa, Matilde Monteiro-Soares adiantou que para a comunidade científica, este projecto é “mais uma pequena peça do puzzle”, e que poderá vir a ajudar a “explicar partes do processo” relacionado com a covid-19.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 22 de Junho de 2020

Lisboa. Gabinete de intervenção terá de fazer reporte diário da situação

Lisboa. Gabinete de intervenção terá de fazer reporte diário da situação - 

O Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo terá de fazer o reporte diário às autoridades de saúde e municípios da situação epidemiológica na região, segundo um despacho hoje publicado.

De acordo com o despacho publicado no Diário da República, o gabinete de intervenção terá como competência a coordenação, monitorização e acompanhamento dos surtos activos de infecção por SARS-CoV-2 na Área Metropolitana de Lisboa, prioritariamente nos concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra, e em outros, sempre que a situação epidemiológica o justifique.

A estrutura, coordenada pelo médico de Saúde Pública Rui Portugal, terá de fazer o mapeamento e georreferenciação de todos os casos activos por concelho e freguesia e identificar as cadeias de transmissão na região, que desde há um mês tem registado "consistentemente, mais de dois terços do número diário de novos casos notificados no país", refere o despacho que estabelece a criação do gabinete.

Cabe também ao gabinete fazer a coordenação e monitorização do processo, "garantindo que o Ministério da Saúde e o Governo dispõem, em cada momento, da melhor evidência para a adopção das medidas necessárias a proteger a saúde e segurança da população".

Elaborar um plano de acção semanal, por concelho, que inclua respostas específicas à necessidade de supressão da doença, identificar 'clusters' de infecção, definir o procedimento de vigilância diária de todos os casos activos e identificar os casos recuperados também fazem parte da sua missão.

Terá ainda de avaliar a implementação de medidas de saúde pública, nomeadamente o encerramento de locais por razões de "grave risco para a saúde pública e incumprimento das regras da Direcção-Geral da Saúde", bem como fazer o "reporte diário ao Ministério de Saúde, Direcção-Geral da Saúde e municípios envolvidos de relato da situação epidemiológica integrado por indicadores de caracterização".

Tem igualmente de apresentar propostas que contribuam para o cumprimento do seu mandato, nomeadamente estratégias de testagem e de comunicação comportamental.

O despacho lembra que "Portugal tem vindo a adoptar medidas para a prevenção, contenção e mitigação da transmissão da infecção, cujas repercussões positivas na contenção da pandemia foram notórias".

"Contudo, apesar de se verificar uma tendência decrescente do número de novos casos de doença na maioria das regiões do território nacional, regista-se uma incidência persistente" em concelhos da Área Metropolitana de Lisboa".

Neste contexto, foram determinadas diversas medidas de saúde pública para reduzir o número de contágios nestes concelhos e áreas de actividade, "a que importa dar continuidade, tendo em vista interromper as cadeias de transmissão".

Depois de concluído o rastreio nas principais áreas de actividade económica em que os inquéritos epidemiológicos revelaram maior incidência da doença, aplicado o confinamento aos casos confirmados e a vigilância aos respectivos contactos, "impõe-se não só acompanhar os surtos activos como também identificar precocemente novos casos e cadeias de transmissão, num contexto de elevada complexidade da intervenção".

Foi neste âmbito que foi criado o gabinete de intervenção, refere o diploma assinado pela ministra da Saúde, Marta Temido.

Fazem parte do gabinete Mário Durval, delegado de saúde regional de Lisboa e Vale do Tejo, Nuno Ambrósio Lopes, delegado de saúde regional adjunto, e os coordenadores das Unidade de Saúde Pública da Amadora António Silva, de Lisboa Norte, Teresa Gonçalves, de Lisboa Central, Mário Costa Pereira, de Lisboa Ocidental e Oeiras, Ana Isabel Gaspar, de Loures-Odivelas, José Calado, e de Sintra, Noémia Gonçalves.

Em Portugal, segundo o último boletim epidemiológico divulgado, morreram 1.524 pessoas das 38.089 confirmadas como infectadas.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 19 de Junho de 2020.