Covid-19: AstraZeneca inicia ensaios clínicos de novo medicamento

Covid-19: AstraZeneca inicia ensaios clínicos de novo medicamento - 

A farmacêutica AstraZeneca anunciou que iniciou os testes clínicos de um novo medicamento para prevenir e tratar a covid-19.

Este é denominado por AZD7442, é uma combinação de dois anticorpos monoclonais (anticorpos idênticos), e pretende ser preventivo para as pessoas mais expostas ao coronavírus, assim como tem tratar doentes com covid-19.

Neste ensaio participam 48 voluntários, entre 18 e 55 anos, e está a ser realizado no Reino Unido.

Para além deste medicamento, a AstraZeneca está a desenvolver, em conjunto com a Universidade de Oxford, uma vacina contra a covid-19.

De acordo com os primeiros testes divulgados em Julho, de testes clínicos realizados em 1.077 voluntários, a vacina originou anticorpos e glóbulos brancos que podem combater o vírus.

De momento, a potencial está na fase 3 dos testes clínicos, a última antes de receber a aprovação das autoridades regulatórias.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 25 de Agosto de 2020

Bruxelas fecha novo acordo para garantir 80 milhões de doses de vacina

Bruxelas fecha novo acordo para garantir 80 milhões de doses de vacina - 

A Comissão Europeia fechou hoje o quinto acordo para compra de uma potencial vacina contra a Covid-19, desta vez assegurando pelo menos 80 milhões de doses da desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Moderna, anunciou a instituição.

Em comunicado, o executivo comunitário assinala que "concluiu hoje as negociações exploratórias com a Moderna a fim de adquirir uma potencial vacina contra a covid-19", sendo esta a quinta farmacêutica com a qual a Comissão Europeia chega a acordo, no seguimento da Sanofi-GSK (31 de Julho), da Johnson & Johnson (13 de Agosto), da CureVac (18 de Agosto), além da assinatura de um contrato prévio de aquisição com a AstraZeneca (14 de Agosto).

Na prática, o contrato previsto com a Moderna prevê que todos os Estados-membros da UE tenham "a possibilidade de adquirirem a vacina, bem como de fazer doações aos países de baixo e médio rendimento ou de a redireccionar para países europeus".

"Prevê-se que a Comissão disponha de um quadro contratual para a compra inicial de 80 milhões de doses em nome de todos os Estados-membros da UE, bem como de uma opção de compra de mais 80 milhões de doses, a serem entregues uma vez comprovada a segurança e a eficácia da vacina contra a covid-19", adianta a instituição.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, congratula-se na nota de imprensa com este novo acordo, visando "um acesso rápido a uma vacina contra o coronavírus para os europeus".

"Investimos em empresas que utilizam diferentes tecnologias, a fim de aumentar as nossas hipóteses de dispor de vacinas seguras e eficazes", observa a responsável, garantindo que Bruxelas vai prosseguir as negociações com outras empresas, para assim assegurar que as vacinas estão rapidamente disponíveis no mercado.

Sediada nos Estados Unidos, a Moderna é uma empresa pioneira no desenvolvimento de uma nova classe de vacinas.

As negociações exploratórias hoje concluídas deverão culminar num acordo prévio de compra financiado pelo Instrumento de Apoio de Emergência, que dispõe de fundos dedicados à criação de uma carteira de potenciais vacinas com perfis diferentes e produzidas por diferentes empresas.

Este quinto novo acordo está inserido numa estratégia da Comissão Europeia que prevê o acesso, por parte dos cidadãos europeus, a vacinas seguras, eficazes e a preços acessíveis num prazo de 12 a 18 meses.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 24 de Agosto de 2020.

 

 

Entrada dos supers na venda de medicamentos baixou preços em 6%

Entrada dos supers na venda de medicamentos baixou preços em 6% - 

Liberalização nos remédios sem receita trouxe nova concorrência às farmácias e fez baixar preços. Impacto veio dos grandes supermercados.

O fim do monopólio das farmácias nas vendas de medicamentos sem receita no final de 2005 trouxe reduções de preço em torno dos 6%, mas apenas por efeito das licenças que passaram a ser atribuídas aos supermercados, conclui um estudo dos economistas Pedro Pita Barros e Ana Moura publicado 15 anos depois da liberalização que permitiu também as parafarmácias.

O estudo, publicado agora na revista científica "Health Economics", procura saber se e como a concorrência de outro retalho às farmácias comunitárias contribuiu para trazer preços mais baixos ao consumidor, uma correlação que os autores referem ter sido pouco evidente até aqui nos poucos estudos realizados sobre a matéria a nível europeu.

No caso português, porém, verifica-se. Pelo menos, na amostra de estudo seguida pelos economistas a partir de 2006, dentro do município de Lisboa. O efeito de descida, apontam, é trazido pelo efeito de escala dos grandes supermercados que conseguem negociar preços grossistas mais baixos: 20% abaixo do praticado pelas farmácias comunitárias nos dados analisados. Já as parafarmácias mostraram reduções de preço em 4%, sem efeito nas farmácias próximas.

"Os nossos resultados principais mostram que as farmácias instaladas baixam os preços em cerca de 6% após a experiência de chegada de um supermercado ao grupo dos seus três vizinhos [concorrentes] mais próximos. Não encontrámos prova de que a chegada de parafarmácias conduza a reduções de preço pelas farmácias", descrevem.

O estudo seguiu os preços de cinco das marcas de medicamentos sem receita mais procurados pelos portugueses: Aspirina, Cêgripe, Trifene 200, Mebocaína e Tantum Verde. Representam um décimo das vendas livres de medicamentos em Portugal. A evolução foi analisada nos preços de 2006, 2010 e 2015, com os autores a compararem farmácias comunitárias de Lisboa junto às quais se instalou a concorrência dos estabelecimentos não farmacêuticos e aquelas onde tal não aconteceu.

Nos primeiros anos após a liberalização, até 2010, a descida de preço associada à competição com os supermercados foi de 6% a 7%. Em fase posterior, até 2015, as reduções observadas andaram entram os 4% e os 6%.

"Mostramos que as reformas nos medicamentos de venda livre podem baixar preços com o aumento da concorrência, ainda que crucialmente esta dependa da capacidade de os novos concorrentes exercerem pressão competitiva nas farmácias instaladas", referem. Os economistas notam que esta concorrência não se observa entre farmácias, e ressalvam também que os efeitos são localizados. Ou seja, estão dependentes de novos estabelecimentos com licença para vender medicamentos sem receita nas imediações. No estudo, tem-se em conta os estabelecimentos instalados num raio de até 400 metros.

Em 2017, os medicamentos sem receita representavam 11,7% das vendas de remédios fora dos hospitais. A quota de mercado de parafarmácias e supermercados atingia os 20% em 2014, nos dados do Infarmed citados no estudo.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 24 de Agosto de 2020.

Covid-19 faz cair despesa com fármacos nos hospitais

Covid-19 faz cair despesa com fármacos nos hospitais - 

Até Maio, foram gastos 560 milhões de euros, menos 0,5% do que no mesmo período de 2019. A trajectória pouco comum deve-se à redução de internamentos, cirurgias e urgências.

Nos primeiros cinco meses deste ano, foi gasto pelos hospitais públicos 560 milhões de euros com medicamentos, o que implica uma redução de 0,5% face ao mesmo período de 2019, avança o Jornal de Notícias. Nesse ano, a factura total com medicamentos do SNS cresceu 29 milhões de euros face ao ano anterior, uma tendência que se verifica há anos devido ao aumento da actividade.

O mesmo aumento não se verificou de Janeiro a Maio deste ano. Segundo o último relatório de monitorização do consumo de medicamentos em meio hospitalar, do Infarmed, a despesa começa a descer em Março, altura em que o país entrou em confinamento. Essa altura foi também assinalada por um declínio da actividade nos hospitais, que restringiram cirurgias, consultas, exames e internamentos ao mínimo, de forma a conseguirem dar resposta aos doentes Covid-19.

De acordo com o mesmo relatório, é no internamento, no bloco operatório, urgência e na realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica que o consumo de medicamentos caiu. No internamento houve uma redução de 17,9%, uma redução de 18,5% no bloco operatório e uma redução de 22,3% na cirurgia de ambulatório. Já nos exames complementares gastou-se menos 19,4% com medicamentos e na urgência a diminuição foi de 20,2%.

Despesa de Lisboa e Vale do Tejo subiu

Esta quebra na despesa de medicamentos verificou-se, de forma acentuada, nos hospitais do Algarve, com uma redução de 18,5% face ao mesmo período de 2019 e nos hospitais do Norte, com uma redução de 1,5%. Já nos hospitais da zona de Lisboa e Vale do Tejo, a despesa subiu 1,7%.

Os medicamentos para o cancro e para o VIH representaram quase metade do total da despesa durante estes meses (32% os oncológicos e 14% os do VIH). Nos fármacos para o cancro, a despesa aumento quase 12 milhões de euros e nos do VIH a despesa cresceu 450 mil euros. Estes números podem ser indicadores da continuidade dos cuidados destas áreas nos meses mais críticos da pandemia.

O maior aumento da despesa em medicamentos foi registado nos IPO, com os custos dos hospitais gerais a recuarem 1,5%. Já a despesa com medicamentos órfãos (doenças raras) aumentou 6,7 milhões de euros de Janeiro a Maio, face ao período homólogo de 2019, num total de 14% da despesa total com fármacos em meio hospitalar.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 24 de Agosto de 2020

Investigadores criam sistema que permite administração oral da insulina

Investigadores criam sistema que permite administração oral da insulina - 

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto desenvolveram um sistema que, com base em nanopartículas biodegradáveis, permite que a insulina seja administrada por via oral em pacientes com diabetes tipo 1.

Em comunicado, o i3S avança esta sexta-feira que o estudo, publicado na revista científica Journal of Controlled Release, foi desenvolvido em colaboração com o Hospital Universitário de Oslo (Noruega) e validado em modelo de rato transgénico e diabético.

O sistema desenvolvido consegue "ultrapassar os ácidos do estômago e a barreira intestinal e chegar à corrente sanguínea com eficácia", contribuindo assim para "substituir as injecções de insulina e melhorar a qualidade de vida" dos pacientes com diabetes tipo 1.

Citado no comunicado, Bruno Sarmento, um dos autores do artigo, explica que a equipa começou por encapsular a insulina em nanopartículas biodegradáveis para que "o medicamento chegasse nas melhores condições à corrente sanguínea".

"Estas nanopartículas são revestidas com albumina [proteína solúvel em água] modificada, sendo direccionadas para um receptor específico. Este receptor, o FcRn, transporta albumina e IgGs [anticorpos] humanos, e permite-lhes escapar à degradação natural que ocorre no interior das células", explica o líder do grupo Naomedicines & Translational Drug Delivery do i3S.

Também Cláudia Azevedo, a primeira autora do artigo, adianta que, através dos diferentes testes, a equipa de investigadores verificou que as nanopartículas com albumina humana conseguem "numa hora, reduzir em 40% os níveis de glicose".

"Este efeito acentuado é mantido durante três horas, sendo depois inferior até às oito horas. O objectivo é que o fármaco seja libertado de forma controlada e prolongada para diminuir as administrações de insulina", refere a investigadora que esteve alguns meses na Noruega a tentar encontrar a melhor solução de transporte de fármacos.

Segundo o i3S, depois de alguns meses na Noruega, a investigadora esteve em Boston (Estados Unidos da América), onde testou a tecnologia, "com sucesso", em tecido de intestino removido de porcos, o modelo animal mais semelhante ao humano.

O próximo objectivo da equipa passa por "melhorar o efeito e a durabilidade do fármaco no organismo", mas também tornar estas nanopartículas "mais inteligentes, ao ponto de libertarem insulina consoante os níveis de glicose".

"Isso é possível colocando biossensores na superfície das nanopartículas", afirma Cláudia Azevedo.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Agosto de 2020.

Vacinas para a gripe são poucas, avisa Fundação do Pulmão

Vacinas para a gripe são poucas, avisa Fundação do Pulmão - 

Especialistas querem que Governo forneça protecção ao maior número possível de pessoas, uma vez que este Outono-Inverno iremos confrontar-nos simultaneamente com o coronavírus. Governo diz que fez a maior aquisição de sempre.

Os dois milhões de vacinas compradas pelo Governo para a gripe não são suficientes, avisa a Fundação Portuguesa do Pulmão, que defende que esta protecção seja utilizada “no maior número possível de pessoas”.

No final de Junho a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, anunciou a aquisição “maior compra de sempre de vacinas contra a gripe em Portugal”. A estes dois milhões, que serão fornecidos gratuitamente nos centros de saúde, juntar-se-á mais meio milhão de vacinas disponibilizadas nas farmácias, mediante pagamento. Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a Fundação Portuguesa do Pulmão diz que é insuficiente e explica porquê: só as pessoas a quem a vacina é aconselhada por terem mais de 60 anos somam 2,2 milhões, número a que é preciso acrescentar outros grupos de risco, como os diabéticos (um milhão) e quem sofre de doença pulmonar obstrutiva crónica (750 mil).

“Além disso, este ano iremos confrontar-nos com uma situação inédita: vamos ter dois tipos diferentes de vírus a circular, o da gripe, que tem quatro estirpes, e o coronavírus”, observa um dos vice-presidentes desta organização, o especialista em Imunoalergologia e Pneumologia Jaime Pina. Embora não exista qualquer evidência científica de que esta vacina confira algum tipo de protecção contra o covid-19, diz o mesmo dirigente, mais gente protegida contra a gripe significa menos gente a acorrer aos serviços de saúde ao mesmo tempo para descobrir qual dos vírus contraiu.

Jaime Pina explica que nada impede que quem for vacinado contra a gripe seja mais tarde imunizado contra o coronavírus, quando a respectiva vacina ficar disponível: “Não há problema nenhum”.

A Fundação Portuguesa do Pulmão acha também importante que a campanha para proteger da influenza seja iniciada logo no início de Outubro, como de resto sucedia no passado, uma vez que existem sinais de que a procura vai aumentar, nomeadamente as inscrições para a vacina que já começaram a ser feitas nas farmácias. Assim evitar-se-iam atropelos.

Nos últimos anos a vacinação tem tido início só em meados de Outubro, mas há dois dias a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, já adiantou que desta vez o arranque da campanha será antecipado para os primeiros dias deste mês, estando a ser equacionada a criação de novos pontos de administração das vacinas, como pavilhões municipais.

Já a Fundação Portuguesa do Pulmão entende que o Ministério da Saúde devia fazer um protocolo com as farmácias para que também elas pudessem disponibilizá-las gratuitamente. Desta forma evitar-se-ia que os centros de saúde tivessem de empregar tantos recursos humanos nesta tarefa, ficando mais disponíveis para “desempenhar tarefas mais complexas, mais exigentes e urgentes”, como a realização de consultas.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 21 de Agosto de 2020.