65,5% das cirurgias já são feitas em regime de ambulatório

65,5% das cirurgias já são feitas em regime de ambulatório - 

Este tipo de cirurgia já representa 65,5% do total de intervenções cirúrgicas. Em 2000, eram apenas 10%.

O Relatório e Contas do Ministério da Saúde do Serviço Nacional de Saúde refere que em 2018 se realizaram mais de 375 mil intervenções cirúrgicas em ambulatório, o que representa um aumento de dois pontos percentuais relativamente a 2017.

Em 2000, estas cirurgias, nas quais os doentes não necessitam de ficar internados, representavam 10% do total destas operações, número que subiu para 49,5% dez anos mais tarde, 2010.Este tipo de cirurgia já representa 65,5% do total de intervenções cirúrgicas. Em 2000, eram apenas 10%.

“Este resultado encontra-se em consonância com as boas práticas clínicas internacionais, sendo Portugal reconhecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) como um caso de sucesso nesta matéria”, refere o documento publicado no ‘site’ da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

O relatório destaca também que a primeira consulta de especialidade hospitalar pedida através do programa Consulta a Tempo e Horas (CTH) registou um acréscimo de 0,1% em relação a 2017. Comparando com o ano de 2015, foi registado um aumento de 4,8%.

No total foram registados 1.775.618 novos pedidos de primeira consulta hospitalar no âmbito deste programa, refere o relatório, indicando que este aumento de procura se registou essencialmente nas entidades do SNS (+0,4%), “uma vez que houve uma redução dos pedidos de consulta no CTH para as entidades não SNS em 2018 (-3,7%)”.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 14 de Outubro de 2019.

Zero lamenta baixa taxa de recolha de medicamentos fora de uso

Zero lamenta baixa taxa de recolha de medicamentos fora de uso - 

A associação ambientalista Zero lamentou este domingo que a recolha de medicamentos fora de uso continue a registar níveis muito reduzidos e defende medidas que estimulem a entrega destes resíduos bem como o alargamento da rede de recolha.

Depois de ter analisado o relatório da Valormed – entidade responsável pela gestão das embalagens vazias e medicamentos fora de uso – a Zero concluiu que os números não são animadores, tendo em conta uma taxa de recolha de 18% registada em 2018.

“Apesar de ter ocorrido um ligeiro aumento na taxa de recolha destes resíduos, face ao ano 2017, a mesma continua a ser muito baixa, cerca de 18%, denunciando, mais uma vez, a necessidade de reforçar a sensibilização e estimular os portugueses para a entrega dos resíduos nas farmácias, bem como de alargar a rede de recolha”, indica a associação ambientalista, em comunicado hoje divulgado.

Em 2018, o número de embalagens colocadas o mercado atingiu os 307 milhões de unidades, o que corresponde a um potencial de resíduos gerado (embalagens e medicamentos) de 5.954 toneladas.

Deste total, refere a Zero, os portugueses entregaram 1.051 toneladas de resíduos nas farmácias, número que representa “apenas mais 75 toneladas do que em 2017”.

Em 2017, foram recolhidos 17% dos medicamentos comprados, tendo sido colocadas no mercado 304 milhões de embalagens.

Perante as “conclusões pouco animadores” a que os números lhe permitiram chegar, a Zero defende a criação de incentivos a atribuir aos consumidores, através de um sistema de concessão de pontos pelas embalagens entregues que possam ser convertidos em descontos.

A associação ambientalista quer ainda que o Ministério do Ambiente avance com o despacho que permitirá alargar os pontos de recolha à rede de parafarmácias existentes no país.

A Zero assinala também que a presença de compostos farmacêuticos nas massas de água “é cada vez maior”, sendo necessária uma “maior exigência na abordagem à presença desses compostos nas águas residuais” que resultarão parcialmente da “incorrecta deposição de restos de medicamentos no sistema de saneamento”.

Neste contexto, defende a realização de acções de sensibilização sobre os resíduos dos medicamentos e riscos que representam e a realização de estudos que permitam aferir o grau de conhecimento dos consumidores sobre esta questão.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 14 de Outubro de 2019.

Mais de 3 mil pessoas terão morrido devido à gripe em Portugal no último inverno

Mais de 3 mil pessoas terão morrido devido à gripe em Portugal no último inverno - 

Os dados constam do relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe na época 2018/2019, apresentado pelo Instituto Ricardo Jorge, que indica uma baixa dos números da mortalidade atribuída à gripe.

Mais de três mil pessoas terão morrido em Portugal devido à gripe na época passada, enquanto o frio terá contribuído para a morte de quase 400 pessoas, num período de intensidade gripal moderada.

Os dados constam do relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe na época 2018/2019, apresentado pelo Instituto Ricardo Jorge, que indica uma baixa dos números da mortalidade atribuída à gripe, para 3331, contra 3700 na época 2017/2018.

"Durante a época de gripe 2018/2019 o número de óbitos atribuíveis à gripe e às temperaturas baixas extremas foi estimado, respectivamente, em 3.331 e 397 óbitos", refere o relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, a que a Lusa teve acesso e cujos principais resultados foram hoje discutidos em Lisboa.

No último inverno, o número de mortes por todas as causas esteve acima do esperado entre Janeiro e Fevereiro (semanas 2 e 7 de 2019), quando ocorreu um excesso de óbitos de 2844 em relação ao esperado.

"Durante o período de excesso de mortalidade ocorreram dois eventos que podem explicar este aumento do risco de morrer. Nomeadamente, a epidemia de gripe sazonal cujo período epidémico decorreu entre as semanas 01/2019 e 09/2019, com um pico na semana 03/2019, e períodos com temperaturas mínimas abaixo do normal nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2019", explica o relatório.

Ainda assim, a actividade gripal na época passada foi considerada "moderada".

A percentagem mais elevada de casos de gripe verificou-se no grupo etário dos 15 aos 44 anos e depois dos 45 aos 64 anos.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 11 de Outubro de 2019.

Gripe: DGS avisa que é impossível prever gravidade e recomenda vacinação

Gripe: DGS avisa que é impossível prever gravidade e recomenda vacinação - 

A directora-geral da Saúde advertiu hoje que é impossível prever a gravidade da próxima época de gripe, sublinhando a importância de o país se “preparar o melhor possível”, sobretudo através da vacinação.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião sobre a época gripal passada, a directora-geral recomendou também que os doentes crónicos consultem o médico assistente e mantenham a sua medicação actualizada, alertando que muitas doenças podem descompensar com a gripe, como o caso da diabetes.

Além disso, as pessoas devem tomar medidas de protecção contra o frio e estar atentas às recomendações que vão sendo dadas pelas autoridades de saúde, porque o “inverno é uma estação mais agressiva que as outras”.

Graça Freitas recordou que não é possível prever como será a intensidade da actividade gripal a cada ano, aconselhando a vacina contra a gripe a todos os grupos que tenham recomendação para a tomar, como idosos, alguns doentes crónicos ou até grávidas.

A vacinação contra a gripe começa na segunda-feira, 14 de Outubro, havendo 1,4 milhões de doses de vacinas no SNS para administrar gratuitamente aos grupos de risco e mais 600 mil que podem ser compradas nas farmácias mediante receita médica, com uma comparticipação de 37%.

Também o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) afirmou que “não se pode prever o adivinhar quando chega a gripe”, havendo apenas a certeza “de que vai acontecer”

Fernando Almeida referiu, no âmbito de uma reunião de vigilância do INSA, que a gripe passada foi moderada, uma classificação que mostra que a prevalência não ultrapassou em média os 60 casos por 100 mil pessoas.

“Cada vez mais se vacina, mais e melhor”, referiu Fernando Almeida, apelando para que as pessoas “acreditem na vacinação” e compreendam que a vacina as protege da doença e sobretudo de possíveis complicações.

Este ano a vacina é pela primeira vez tetravalente, protegendo contra quatro tipos de vírus, tendo “mais um grau e conferindo mais protecção”.

“As pessoas têm de confiar que se tomarem a vacina estão mais protegidas. E se se vacinarem quebram a cadeia de transmissão. A vacinação é não só um meio de protecção individual como colectivo”, frisou Fernando Almeida.

No SNS a vacina é gratuita para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, para pessoas residentes ou internadas em instituições, para pessoas com algumas doenças definidas, para profissionais de saúde do SNS e para os bombeiros.

A autoridade de saúde recomenda a vacinação aos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, incluindo os bombeiros, recordando que têm “maior probabilidade de exposição e de transmissão da gripe a pessoas com maior risco de complicações”.

Nos casos em que é gratuita e fortemente recomendada, como idosos, residentes em lares e alguns doentes crónicos, a vacina não necessita de receita médica e dispensa também pagamento de taxa moderadora.

A DGS recomenda ainda a vacina a pessoas entre os 60 e os 64 anos, bem como a grávidas ou a alguns doentes crónicos.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 11 de Outubro de 2019.

Mil pessoas já fizeram testes rápidos do VIH e hepatites nas farmácias

Mil pessoas já fizeram testes rápidos do VIH e hepatites nas farmácias - 

Testes só estão disponíveis nas farmácias de Cascais. Mais de 40% fizeram-no pela primeira vez, anunciou hoje a Associação Nacional de Farmácias.

Há um ano foi lançado um projecto-piloto em 21 farmácias de Cascais envolvidas no programa Fast Track Cities para ajudar a combater o sub-diagnóstico destas doenças. Desde então, 1.020 pessoas fizeram o rastreio e puderam conhecer o seu estatuto serológico nestas farmácias, qualificadas pela Ordem dos Farmacêuticos para a prestação deste serviço.

Segundo dados avançados à Lusa pela ANF, foram realizados 558 testes rápidos de despiste do vírus causador da sida (VIH), 409 para o rastreio da hepatite C (VHC) e 53 testes rápidos à presença dos vírus da hepatite B (VHB), estes últimos disponíveis apenas desde Março deste ano.

Os dados adiantam que 41,1% dos utentes que rastrearam o VIH, fizeram-no pela primeira vez na vida na farmácia. O mesmo para 44,3% dos utentes que quiseram conhecer o seu estatuto serológico relativamente ao VHC e 41,2% no VHB.

“Os testes são realizados de forma anónima, são confidenciais e gratuitos, bastando 15 minutos para a obtenção do resultado”, sublinha a ANF.

Em Portugal, tanto as infecções pelos vírus do VIH como pelos das hepatites estão sub-diagnosticadas. De acordo com o relatório de 2018 do Programa Nacional para a Infecção VIH e Sida, a Direcção-Geral da Saúde estima que cerca de 10% das pessoas seropositivas desconheçam a sua condição. Estima-se ainda que apenas 30% dos infectados com hepatite C estejam diagnosticados.

Portugal subscreveu o objectivo da ONUSIDA de quebrar o ciclo de transmissões e erradicar as epidemias de VIH/sida e de hepatites virais até 2030.

A implementação de testes rápidos de rastreio destas doenças, nas farmácias é considerada estratégica para o cumprimento dessa meta, porque “são parceiros fundamentais dos serviços de saúde, dado o seu carácter de proximidade e serem detentores da confiança dos cidadãos”, justifica o despacho, publicado em Março em 2018, autorizando a realização destes testes de rastreio de infecções por VIH, VHC e VHB nas farmácias e laboratórios de análises clínicas.

Cascais, que aderiu à iniciativa Fast Track Cities (Cidades na Via Rápida para Eliminar o VIH) em 2017, foi a primeira localidade a aplicar o despacho de Março de 2018.

As Fast Track Cities são uma iniciativa da UNAIDS, que convida as cidades mundiais a desenvolver e aplicar medidas com vista a que, até 2030, se quebre o ciclo de transmissões e se erradique a epidemia de VIH/SIDA.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 11 de Outubro de 2019.

Vacina quadrivalente contra a gripe recebe aprovação de comparticipação

Vacina quadrivalente contra a gripe recebe aprovação de comparticipação - 

A Vaxigrip Tetra, vacina quadrivalente contra a gripe, da Sanofi Pasteur, recebeu a aprovação de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A gripe (influenza) é uma infecção viral respiratória contagiosa que pode afectar qualquer pessoa em qualquer idade, e pode variar de ligeira a grave e até ser fatal.

A vacina quadrivalente oferece uma protecção mais alargada do que a vacina trivalente, uma vez que inclui as duas linhagens B potencialmente em co-circulação.

Esta vacina tem indicação para protecção passiva de bebés desde o nascimento até menos de 6 meses de idade após vacinação de mulheres grávidas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gripe afecta todos os anos 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças sendo a vacinação anual a forma mais efectiva de prevenção contra a gripe sazonal.

As epidemias anuais de gripe provocam entre três a cinco milhões de casos de doença grave e 290.000 a 650.000 mortes em todo o mundo.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 10 de Outubro de 2019.