Triagem Covid da linha SNS24 vai poder ser feita na internet

Triagem Covid da linha SNS24 vai poder ser feita na internet - 

A linha SNS24 vai passar a funcionar simultaneamente a partir da linha telefónica e da internet. A triagem online será apenas para infectados com Covid-19 que não precisem de observação médica.

Por causa do elevado volume de chamadas relacionado com a Covid-19, a linha SNS24 vai passar a funcionar também na internet. Os infectados que não precisem de observação médica vão passar a poder responder a um formulário de triagem online, para acederem depois aos documentos de baixa de isolamento ou de doença.

A notícia foi avançada pela CNN Portugal (ligação indisponível). “Nós estamos agora em vias de disponibilizar outras soluções digitais em que os apoios de sistemas online serão usados quase de uma forma mista com a linha telefónica e o sistema digital, exactamente para tentar garantir um atendimento de qualidade em períodos de elevadíssimo pico“, disse o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Luís Goes Pinheiro, em declarações ao canal televisivo.

O novo formato, que se espera que entre em funcionamento já esta semana, vai estar articulado com a linha telefónica SNS24 caso seja necessário o utente falar com um profissional de saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 17 de Janeiro de 2022.

Covid-19: Medicamentos são nova esperança, mas não substituem vacinas, garantem especialistas

Covid-19: Medicamentos são nova esperança, mas não substituem vacinas, garantem especialistas - 

O regulador europeu já aprovou seis medicamentos para tratar a covid-19, considerados fundamentais para controlar a pandemia, mas especialistas médicos e farmacêuticos consideram que esses fármacos não vão substituir as vacinas.

“Estes medicamentos não substituem a vacina, mas vão complementar o combate à pandemia, através de terapêuticas antivirais específicas”, adiantou à Lusa o pneumologista Filipe Froes, que coordena o gabinete de crise da Ordem dos Médicos para a covid-19.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) aprovou, desde o início da pandemia, seis medicamentos para tratar a covid-19, está a avaliar pedidos das farmacêuticas para introdução no mercado de outros três e tem um décimo fármaco ainda em fase de análise contínua.

De acordo com Filipe Froes, estes antivirais e anticorpos monoclonais neutralizantes destinam-se a reduzir o risco de formas graves de covid-19, sobretudo, em doentes imunodeprimidos e com incapacidade de montar uma resposta imunológica suficiente através da vacina.

O médico manifestou-se ainda esperançado que “seja possível implementar a utilização nas próximas semanas” dos tratamentos que já receberam luz verde da EMA, apesar da previsível grande procura mundial.

“O grande problema é a escassez relativa em face da procura e a necessidade criteriosa de utilizar estes medicamentos na população que mais beneficia”, referiu o especialista em medicina intensiva, ao avançar que estes medicamentos são, muitas vezes, adquiridos no âmbito de processos centralizados, o que permite a sua disponibilização a Portugal, à semelhança do que aconteceu com as vacinas.

Já para o farmacêutico José Aranda da Silva, antigo presidente do Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), a informação científica disponível indica que os fármacos para tratar a covid-19 “não são ainda medicamentos que eliminem totalmente a infecção, como aconteceu com os medicamentos para a hepatite C aprovados há alguns anos”.

“Pelos dados tornados públicos, esses medicamentos serão úteis em diversas fases da doença, o que permitirá um melhor controlo dos doentes infectados, mas não me parece que erradiquem a infecção”, disse à Lusa o especialista em farmácia, para quem é ainda necessário “aguardar serenamente” por mais dados da investigação.

De acordo com Aranda da Silva, a descoberta de um medicamento que erradicasse a doença secundarizaria o papel das vacinas, mas, dado o “carácter pandémico da infecção, as vacinas serão ainda necessárias para prevenir as consequências mais graves da infecção, nomeadamente em populações mais vulneráveis”.

“As entidades públicas nacionais e internacionais, como Organização Mundial da Saúde, a Agência Europeia do Medicamento e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, deveriam ser mais pró-activas, através das suas comissões de peritos, no sentido de identificar as reais necessidades terapêuticas nesta fase”, defendeu o farmacêutico.

Aranda da Silva adiantou ainda que, para além dos medicamentos, está a ser desenvolvida uma nova geração de vacinas, com “bons resultados nos ensaios em curso”.

Trata-se de vacinas com um fabrico mais simples e com menores exigências de conservação, que recorrem a uma plataforma de vários peptídeos sintéticos (pequenas proteínas) que provocam uma melhor resposta imunitária do organismo e que poderão “actuar de forma mais eficaz nas novas variantes”, explicou.

Desde Junho de 2020, a EMA deu autorização de uso nos países da União Europeia de seis medicamentos e vários outros estão em processo de avaliação. A EMA está, ainda,  a colaborar com vários laboratórios e farmacêuticas na investigação e desenvolvimento de cerca de 80 potenciais fármacos para tratar a covid-19, uma fase preliminar e que poderá resultar num pedido posterior de autorização de introdução no mercado.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 17 de Janeiro de 2022

OMS recomenda dois novos tratamentos contra a covid-19 para casos específicos

OMS recomenda dois novos tratamentos contra a covid-19 para casos específicos - 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou dois novos tratamentos contra a covid-19, para casos específicos.

Estas novas recomendações foram publicadas na revista médica The BMJ, por especialistas da OMS.

Os dois tratamentos aconselhados contra a covid-19 são um tratamento com anticorpos sintéticos (sotrovimab), e um medicamente usado no tratamento da artrite reumatóide (baricitinib).

O sotrovimab é recomendado para pacientes que contraíram a covid-19 leve, mas correm um risco alto de hospitalização, visto que o benefício para doentes que não estão em risco é considerado muito baixo.

O baricitinib é recomendado para “pacientes com covid-19 grave ou crítica”, sendo que o tratamento deve ser feito “em combinação com corticóides”.

As recomendações sobre tratamentos contra a covid-19 pela OMS são actualizadas regularmente, com base em ensaios clínicos em diferentes tipos de pacientes.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 14 de Janeiro de 2022

Farmacêutica Bluepharma investe €150 milhões em parque tecnológico em Coimbra

Farmacêutica Bluepharma investe €150 milhões em parque tecnológico em Coimbra - 

Investimento será concluído até ao final da década e incluirá uma fábrica preparada para produzir vacinas de outras marcas.

A farmacêutica portuguesa Bluepharma vai investir 150 milhões de euros, até ao final da década, na criação de um polo tecnológico do medicamento em Coimbra, que incluirá uma fábrica preparada para produzir em Portugal vacinas de outras marcas.

“Temos um projecto muito forte para a região Centro, será feito aqui em Coimbra, numas instalações que adquirimos em 2019, em Cernache, um parque industrial grande a que chamámos Bluepharma Park”, disse à agência Lusa Paulo Barradas Rebelo, presidente da farmacêutica.

O parque tecnológico incluirá, entre outros investimentos, uma unidade de investigação e desenvolvimento (I&D) de “injectáveis complexos”, em investigação nos últimos seis anos, uma fábrica para industrializar esses medicamentos e uma plataforma logística de onde sairão “todos os medicamentos” produzidos pela Bluepharma “para o mundo”, assinalou Paulo Barradas Rebelo.

Por outro lado, a farmacêutica especializada em medicamentos genéricos está a terminar um investimento de cerca de 50 milhões de euros, que passa pela ampliação das instalações actuais localizadas em São Martinho do Bispo – na antiga fábrica da Bayer onde a Bluepharma iniciou a sua actividade em 2001 – e pela construção de uma nova unidade industrial, em Eiras, a norte de Coimbra, que “estará pronta, provavelmente, dentro do primeiro semestre deste ano”, revelou.

Esta nova fábrica, explicou Barradas Rebelo, é uma “unidade de alta potência, de medicamentos muito orientados para o cancro”, que estão em desenvolvimento na Bluepharma há cerca de 12 anos.

“Como estamos na área dos medicamentos genéricos e é uma área extremamente competitiva, decidimos que tínhamos de fazer genéricos cada vez mais difíceis, como forma de nos diferenciar e de atacar os mercados com menos concorrência e muito valor acrescentado. E daí estarmos a fazer o projecto em Eiras dos sólidos potentes, são cápsulas e comprimidos, muito virados para o cancro e em Cernache [no Bluepharma Park] pretendemos fazer injectáveis complexos”, afirmou.

A nova fábrica de Cernache, a implementar no futuro parque com 6,5 hectares, “será uma unidade boutique” que produzirá “medicamentos de nicho, com grande valor acrescentado”.

“Pretendemos, através dos genéricos, trazê-los à população e à sociedade a custos muito mais baixos”, argumentou o responsável da Bluepharma, farmacêutica que exporta 88% da sua produção para mais de 40 países.

Por outro lado, a nova fábrica “pode representar para Portugal a possibilidade de fazer vacinas, porque estas não são mais do que injectáveis complexos”.

“Com este conhecimento e capacidade que vamos instalar para fazer estes medicamentos, se surgir oportunidade e necessidade, podemos rapidamente converter em vacinas e colaborar nesta área. Não estamos a pensar fazer a investigação e desenvolvimento em vacinas, estamos a pensar ficar com a estrutura montada para, se necessário, poder fabricar vacinas de outras marcas”, enfatizou Paulo Barradas Rebelo.

O Bluepharma Park envolve um consórcio de dez entidades – liderado pela farmacêutica e que envolve departamentos e centros de investigação da Universidade de Coimbra e pequenas e médias empresas das regiões Centro e Norte –, é candidato a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pretende atrair outras empresas, bem como investimento directo estrangeiro, “porque as parcerias estão nos nossos princípios e valores de trabalho”, afirmou Barradas Rebelo.

“Temos espaço livre no parque, oferecendo aos nossos parceiros todo o conhecimento que adquirimos ao longo destes anos”, adiantou, lembrando que a farmacêutica tem relações comerciais com mais de 80 países e possui 120 clientes internacionais “entre as empresas mais importantes do mundo, que confiam nos nossos métodos de produção e nos entregam as produções”.

“Essas competências podemos transferi-las para outras empresas, temos laboratórios de controlo de qualidade, farmacovigilância, temos toda a estrutura montada para podermos ser um polo muito atraente para outras empresas e criar um verdadeiro polo tecnológico do medicamento em Portugal”, referiu.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 13 de Janeiro de 2022.

Mais de um milhão de utentes não têm médico de família: quase 70% vivem na região de Lisboa

Mais de um milhão de utentes não têm médico de família: quase 70% vivem na região de Lisboa - 

Mais de 20% das pessoas que vivem em Lisboa e Vale do Tejo não têm médico de família.

Mais de 1,1 milhões de utentes não tinham, no final de 2021, médico de família atribuído. No fim de Dezembro, segundo os dados do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários e do Portal do SNS, 10,8% das 10,4 milhões pessoas inscritas nos centros de saúde não tinham um médico de família atribuído. Mais de dois terços do total de pessoas sem médico (69%) estão em Lisboa e Vale do Tejo, sendo, de acordo com a análise do jornal “Público”, a região mais afectada.

Em Lisboa e Vale do Tejo 20,3% dos habitantes não tem médico de família, enquanto na região Norte essa percentagem é de 2,7%. Depois de Lisboa, a região mais afectada é o Algarve, onde o número de pessoas sem médico atribuído representa 16% do total de inscritos. No Alentejo esse peso é de 9,5% e no Centro de 6,5%.

“A situação é mais grave do que aqui está espelhada. Existe uma franja de pessoas, migrantes com números provisórios, que não conseguimos contabilizar porque não estão inscritos e querem ter acesso a uma equipa de saúde”, refere o vice-presidente da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar, Diogo Urjais.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 13 de Janeiro de 2022.

Farmácias e Instituto da Segurança Social juntos na testagem no regresso seguro à escola

Farmácias e Instituto da Segurança Social juntos na testagem no regresso seguro à escola - 

A Associação Nacional das Farmácias (ANF), juntamente com o Instituto da Segurança Social (ISS), divulgou um comunicado, a dar conta que estão a promover, em conjunto, a testagem em massa a todos os trabalhadores de creches, pré-escolar, amas e centros de actividades de tempos livres.

“O Instituto da Segurança Social (ISS) está a promover a testagem em massa a todos os trabalhadores de creches, pré-escolar, amas e centros de actividades de tempos livres, com o apoio da rede nacional de farmácias”, indica a nota.

Esta iniciativa começou na passada segunda-feira, dia 10 de Janeiro, decorre até ao dia 21 de Janeiro, e tem como objectivo “prevenir infecções por covid-19 e garantir as melhores condições de segurança no arranque da actividade, após as férias de Natal”.

“O protocolo de colaboração assinado entre o ISS e a ANF garante que as farmácias aderentes à convenção com o Serviço Nacional de Saúde participem no serviço de TRAg covid-19 junto dos trabalhadores das creches e pré-escolar, amas e centros de actividade de tempos livres, em todo o território nacional”, explica o comunicado.

Esta medida vai abranger 35 mil pessoas em todo o País e “pretende evitar surtos nos estabelecimentos de ensino dedicados à infância”.

De acordo com Catarina Marcelino, vice-presidente do Instituto da Segurança Social, citada na nota divulgada, a “Associação Nacional das Farmácias será um parceiro privilegiado para assegurar a testagem destes profissionais de uma forma ágil, rápida e em todo o país”.

Já Ema Paulino, presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), “a capacidade de testagem das farmácias, a capilaridade da rede e a proximidade à comunidade são o valor que as farmácias trazem ao sucesso de um programa de testagem que se quer nacional e flexível”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 13 de Janeiro de 2022