Ordem pede às autarquias que aderiram ao cheque veterinário e quer fim de IVA a 23%

Ordem pede às autarquias que aderiram ao cheque veterinário e quer fim de IVA a 23% - 

“Fechámos [acordo] na semana passada com mais duas autarquias – Mirandela e Felgueiras – e, neste momento, temos à volta de 25 municípios, que consideramos pouco dado o interesse que deveria haver a nível nacional em relação a esta matéria”, disse o bastonário.

A Ordem dos Médicos Veterinários apelou esta quinta-feira às autarquias para aderirem ao programa cheque veterinário, que disponibiliza profissionais para fazer esterilização de animais errantes, e apelou também ao fim da taxa de 23% de IVA nos serviços veterinários.

“Fechámos [acordo] na semana passada com mais duas autarquias – Mirandela e Felgueiras – e, neste momento, temos à volta de 25 municípios, que consideramos pouco dado o interesse que deveria haver a nível nacional em relação a esta matéria”, disse o bastonário da Orem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid.

O responsável sublinhou ainda que, numa altura de campanha eleitoral – “quando alguns partidos defendem um serviço nacional de saúde para animais” –, o cheque veterinário “pode ser encarado como um serviço nacional de saúde para animais, feito de uma maneira diferente e sem grandes custos para o erário público”.

“Os veterinários ‘pro bono’ disponibilizam-se a dar o seu trabalho em prol dos animais errantes, nas esterilizações”, explicou Jorge Cid, frisando que as autarquias que aderirem pagam apenas o material usado na esterilização.

O projecto destina-se a animais em risco identificados pelas autarquias, nomeadamente no que se refere à vacinação, desparasitação e esterilização, bem como outros tratamentos e urgências 24 horas.

Jorge Cid diz ainda que a Ordem “foi ainda mais longe” ao estender os cuidados médicos veterinários às famílias carenciadas identificadas pela segurança social e que tenham animais domésticos, um serviço limitado a dois animais por família.

“Isto representa um custo ínfimo para as autarquias, que não terão de criar estruturas médicas próprias”, acrescentou.

Jorge Cid, que falava à agência Lusa na véspera do Dia do Médico Veterinário, que se assinala a 04 de Outubro, considerou ainda “inexplicável e inaceitável” o facto de os médicos veterinários serem a única classe de profissionais de saúde obrigada a uma taxa máxima de IVA de 23%.

“É inexplicável como o próprio governo isentou as medicinas alternativas da taxa de IVA. Este serviço de veterinários é essencialmente saúde pública e é taxado a 23%, como se fosse um serviço de luxo”, disse Jorge Cid, que defende o fim da taxa de IVA nestes actos.

“Por um lado, fazem-se campanhas para as pessoas não abandonarem os seus animais e há regras – como os microchips e a vacina da raiva), mas por outro lado taxa-se a 23% como se fosse um serviço de luxo. É uma completa contradição”, acrescentou.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 03 de Outubro de 2019.

Investigadores criam prótese que devolve autonomia a amputados

Investigadores criam prótese que devolve autonomia a amputados - 

Prótese para pessoas cujas pernas foram amputadas permite recriar sensação no joelho e pé, evitando quedas e permitindo movimentos complexos.

O projecto, divulgado na revista Science Translational Medicine, usa próteses que estimulam nervos no que resta da perna, e permitiu a três pacientes amputados acima do joelho desempenhar melhor tarefas como subir escadas e contornar obstáculos.

As próteses foram criadas por um consórcio europeu baseado no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, em colaboração com instituições sérvias. “Mostrámos que não é preciso tanto esforço mental para controlar a perna biónica porque o amputado sente que a prótese faz parte do seu próprio corpo”, afirmou o investigador Stanisha Raspopovic.

Como tinham sensação transmitida por eléctrodos aplicados no coto, isso libertou os participantes nos testes de terem que olhar para onde estavam a colocar a prótese, permitindo-lhes até recuperar de situações em que estavam a cair.

“Imagens cerebrais e testes psicofísicos confirmaram que o cérebro é menos solicitado com a perna biónica, libertando mais capacidade mental para completar as várias tarefas com sucesso”, afirmam os investigadores.

A tecnologia usada imita os estímulos eléctricos que o sistema nervoso teria recebido se a perna estivesse intacta.

O protótipo tem sete sensores na sola do pé artificial e um codificador no joelho que detecta o ângulo de flexão do pé da prótese, baseando-se nos sinais emitidos pelos sensores.

Os estímulos passam por um algoritmo que transmite os sinais através de eléctrodos em contacto com os nervos, especificamente, o nervo tibial, até chegar ao cérebro.

O protótipo ainda não chegou ao mercado, mas a equipa considera que poderá estar disponível em breve, apostando num período experimental maior e com mais voluntários.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 03 de Outubro de 2019.

SNS terá 1,4 milhões de doses de vacina contra a gripe a partir de 14 de Outubro

SNS terá 1,4 milhões de doses de vacina contra a gripe a partir de 14 de Outubro - 

O Serviço Nacional de Saúde terá este ano 1,4 milhões de doses de vacinas contra a gripe para dar gratuitamente a idosos, pessoas em lares ou instituições e para alguns doentes crónicos.

Numa nota hoje emitida, a Direcção-geral da Saúde (DGS) anuncia que as vacinas que estarão disponíveis este ano em Portugal são, pela primeira vez, tetravalentes, funcionando para quatro tipos de vírus da gripe (dois do tipo A e dois do tipo B).

Segundo a DGS, espera-se que estas vacinas tenham "maior abrangência em relação às vacinas trivalentes anteriormente utilizadas".

"No SNS a vacina é gratuita para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, para pessoas residentes ou internadas em instituições, para pessoas com algumas doenças definidas, para profissionais de saúde do SNS e para os bombeiros", esclarece a nota publicada no `site` da DGS.

A autoridade de saúde recomenda a vacinação aos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, incluindo os bombeiros, recordando que têm "maior probabilidade de exposição e de transmissão da gripe a pessoas com maior risco de complicações".

Além das doses disponíveis no SNS, as vacinas estarão também nas farmácias comunitárias, mediante receita médica, que terá uma validade até 31 de Dezembro.

Nos casos em que é gratuita e fortemente recomendada, como idosos, residentes em lares e alguns doentes crónicos, a vacina não necessita de receita médica e dispensa também pagamento de taxa moderadora.

A DGS recomenda ainda a vacina a pessoas entre os 60 e os 64 anos, bem como a grávidas.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

A DGS considera a vacinação a melhor forma de prevenir as complicações graves e recomenda que as vacinas sejam administradas de preferência até final do ano.

 

Fonte: Site da "RTP.pt" e autor em 02 de Outubro de 2019.

Como a Amazon está a revolucionar o mercado da saúde

Como a Amazon está a revolucionar o mercado da saúde - 

Tecnológica tem cada vez mais investimentos e serviços na área dos cuidados de saúde e promete soluções disruptivas que vão mexer com as políticas e práticas do sector.

Passo a passo, o gigante tecnológico Amazon entra, de mansinho, no (muito) promissor mercado de cuidados de saúde.

Recentemente, a companhia norte-americana lançou o Amazon Care, através de um projecto-piloto nascido em Seattle (estado de Washington) e destinado aos seus colaboradores. Trata-se da prestação de serviços de telemedicina e de visitas médicas ao domicílio e com esta aposta a empresa, fundada por Jeff Bezos, não só aumenta a satisfação dos trabalhadores, como reduz os custos associados aos seguros de saúde privados que, nos EUA, atingem valores muito elevados e cujos prémios têm vindo a aumentar de uma forma significativa.

Em 2019, o prémio anual de um seguro de saúde para um trabalhador subiu 5%, custando, em média 20 576 dólares (cerca de 18,8 mil euros ao câmbio actual). Os funcionários suportam 6 015 dólares, enquanto os patrões têm que arcar com o restante valor, segundo dados de um estudo da instituição The Kaiser Family Foundation – uma organização sem fins lucrativos que se dedica a investigar assuntos relacionados com a saúde pública nos EUA, bem como o papel desta nações na política global de saúde.

O potencial do negócio da saúde levou a Amazon também a comprar, em meados de 2018, o negócio online de serviços de farmácia Pillpack por cerca de 750 milhões de dólares. E foi nesse momento que a tecnológica deu a certeza ao mercado de que estava para ficar neste sector.

Depois veio a parceria com a Berkshire Hathaway e a JPMorgan Chase que gerou a Haven, cuja ambição é ser um agente disruptor dos sistemas de saúde. A Haven não tem fins lucrativos e, segundo o site da empresa, providencia serviços de saúde a custos reduzidos aos cerca de 1,2 milhões de empregados e famílias que fazem parte da Amazon, Berkshire Hathaway e JPMorgan Chase, nos EUA, com o objectivo de vir “a ajudar mais pessoas” com o conhecimento, entretanto, adquirido.

ALEXA AJUDA DOENTES

Paralelamente, a companhia dotou o seu sistema de conversação Alexa, alimentado a inteligência artificial, com competências na área da saúde. A Alexa passou a estar apta para fornecer, por exemplo, informação sobre a necessidade de aviar mais medicamentos ou sobre os níveis de açúcar no sangue.

Aliás, a Alexa já foi ‘contratada’ pelo serviço nacional de saúde do Reino Unido com o objectivo de ajudar os doentes a terem mais informação de qualidade, num projecto que pretende ajudar, em particular, os mais idosos ou os invisuais.

Além disso, esta ferramenta, que faz parte de uma aposta do governo britânico para fornecer mais serviços de saúde digitais, alivia a pressão sobre os médicos e tem potencial para reduzir os custos públicos com a doença.

Entretanto, têm vindo a ser levantadas questões sobre a protecção da informação obtida pela Amazon via Alexa, dado o histórico da companhia de casos relacionados com a violação da confidencialidade dos dados recolhidos pelos seus sistemas. Entretanto, a tecnológica assegurou aos utilizadores que a informação será mantida secreta e não será partilhada com terceiros, nem usada para a venda de produtos ou para traçar perfis de saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 02 de Outubro de 2019.

60% das tromboses ocorrem nos hospitais

60% das tromboses ocorrem nos hospitais - 

O Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) advertiu hoje que a hospitalização constitui um factor de risco significativo para a ocorrência de uma trombose, salientando que cerca de 60% dos casos acontecem durante o internamento.

“A hospitalização ‘per si’ é um factor de risco acrescido porque o doente vai ficar mais imobilizado”, havendo “um risco aumentado” porque o sangue circula mais devagar nas veias e nas artérias, havendo “mais probabilidade de formar um coágulo” e provocar a doença, disse o presidente do GESCAT, Sérgio Barroso, que falava à agência Lusa a propósito do Dia Mundial da Trombose, assinalado a 13 de Outubro.

Segundo o médico oncologista, cerca de 60% das tromboses que ocorrem mundialmente acontecem durante o internamento, sendo mais frequente após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos.

Sérgio Barroso defendeu que é necessária tomar “medidas preventivas adequadas” quando o doente é hospitalizado para “minimizar o mais possível” a sua ocorrência.

“Os hospitais têm medidas já implementadas e em funcionamento para diminuir esta incidência, mas infelizmente todas essas medidas não conseguem prevenir ainda na totalidade”, afirmou.

Por isso, defendeu, “é preciso estar muito atento e cumprir todos os protocolos que estão pré-definidos para reduzir ao máximo esse risco”.

O oncologista afirmou que os hospitais portugueses “estão conscientes desta situação, têm protocolos implementados”, existindo “um cuidado grande nesta área”, o que ainda não acontece em alguns países.

“No nosso país as coisas estão bastante bem, mas existe ainda trabalho para fazer e uma melhoria que podemos obter” e, por isso, a importância do Dia Mundial da Trombose para aumentar o conhecimento sobre os riscos e a importância da prevenção desta doença.

Além da hospitalização, o foco das comemorações da efeméride são a trombose associada ao cancro e a incidência da doença nas mulheres devido à exposição a factores de risco adicionais, como o uso de anticoncepcionais orais e a gravidez.

Dados divulgados pelo GESCAT referem que uma em cada quatro mortes no mundo está relacionada com a trombose, que ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma numa veia e pode causar uma trombose venosa profunda ou uma embolia pulmonar, podendo provocar a morte por um trombo-embolismo venoso.

Segundo a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, que promove a data, as ocorrências de tromboembolismo venoso causam mais mortes por ano na Europa e nos Estados Unidos do que todos os casos de Sida, cancro da mama, cancro da próstata e acidentes de viação.

Sérgio Barroso salienta que o primeiro passo para a prevenção é conhecer os sintomas da doença: dor na barriga da perna, calor, inchaço, sensação de pele esticada e vermelhidão na perna ou no braço.

Para diminuir o risco da doença, a pessoa deve ter hábitos de vida saudáveis, praticar exercício físico, não estar muito tempo parado e evitar o tabaco e o álcool.

O presidente do GESCAT alertou que os doentes devem procurar imediatamente ajuda médica quando ocorrerem estes sintomas para confirmar o diagnóstico e começar rapidamente o tratamento.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 02 de Outubro de 2019.

Obesidade: Medicamentos não comparticipados dificultam acesso ao tratamento

Obesidade: Medicamentos não comparticipados dificultam acesso ao tratamento - 

Especialistas e doentes uniram-se para alertar para o “investimento desigual” no tratamento da obesidade. Fármacos não são comparticipados e custam entre 80 e 257 euros.

A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e a ADEXO – Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal alertam ainda para as dificuldades de acesso ao tratamento farmacológicos, defendendo que poderia beneficiar tantos os casos menos graves como os que que têm obesidade mórbida que estão em lista de espera para a cirurgia bariátrica.

As duas entidades têm vindo a alertar para este problema, mas como pouco tem sido feito decidiram reiterar este apelo no mês em que se assinala o Dia Mundial da Obesidade, 11 de Outubro.

“Achámos que o Dia Mundial da Obesidade seria uma boa altura para voltar a falar no problema” porque “muitas vezes é nesses dias que as pessoas tomam consciência dos problemas, mas eles existem todos os dias”, disse hoje à agência Lusa a presidente da SPEO, Paula Freitas.

Fármacos são importantes, alerta a médica Paula Freitas

A endocrinologista observou que a obesidade tem vindo a aumentar em Portugal, como em todos os países, existindo estratégias implementadas para “as grandes obesidades” que requerem intervenção cirúrgica, mas as pessoas que ainda não necessitam deste tipo de intervenção “muitas vezes não têm acessibilidade aos medicamentos”.

“O tratamento assenta sempre na dieta e na modificação do estilo de vida, mas os fármacos também são importantes”. Contudo, uma “grande percentagem de pessoas” não tem acesso aos medicamentos, nomeadamente as classes desfavorecidas, onde a prevalência da obesidade é maior.

Para estas pessoas, é “praticamente impossível” aceder aos três fármacos aprovados para a obesidade na Europa, que não são comparticipados e custam entre os 80 e os 257 euros.

“O investimento no tratamento da obesidade ainda é muito desigual, pois quem tem indicação para cirurgia tem a ajuda do Estado para se tratar, mas as pessoas com obesidade sem indicação para a cirurgia têm de pagar do seu bolso 100% do valor do tratamento farmacológico”, sublinhou Paula Freitas.

Obesidade está associada a mais de 200 doenças

A especialista adiantou que a obesidade está associada a mais de 200 doenças, como diabetes, dislipidemia, doenças cardiovasculares, e a 13 tipos de cancro, o que tem um grande impacto económico na sociedade, com custos directos e indirectos, como “o absentismo laboral, as baixas por depressão, que fazem com que as pessoas sejam muito menos produtivas e tenham muito menor qualidade de vida”.

“Neste momento, andamos como que a correr atrás do prejuízo. Ou seja, eu não trato os doentes com obesidade, mas daqui a uns anos vou tratar” as outras doenças, disse, defendendo que se houvesse uma “intervenção mais precoce” provavelmente muitas pessoas não iriam desenvolver estas doenças e iria poupar-se a longo prazo, disse, anunciando que a SPEO pretende realizar nos próximos três anos um estudo para avaliar o impacto económico da obesidade.

O presidente da Adexo, Carlos Oliveira, também considerou que “ainda há muito que pode ser feito pelas mais de 2000 pessoas com obesidade a aguardar pela cirurgia de obesidade”.

“Além de aumentar o número de cirurgias realizadas por hospital, de forma a reduzir os tempos de espera, que actualmente rondam os oito meses, também o acesso ao tratamento farmacológico antes da cirurgia poderia beneficiar não só a saúde, como a motivação dos doentes, que devem iniciar o seu processo de tratamento o quanto antes”, defendeu Carlos Oliveira

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, há 1,4 milhões de pessoas obesas em Portugal.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 02 de Outubro de 2019.