Primeiras consultas nos médicos de família passam a ter tempo recomendado

Primeiras consultas nos médicos de família passam a ter tempo recomendado - 

As primeiras consultas de medicina geral e familiar passam a ter um tempo padrão recomendado de 30 a 60 minutos, segundo o novo regulamento da Ordem dos Médicos que já foi publicado em Diário da República.

As consultas de psiquiatria na infância e adolescência são as que surgem com maiores tempos padrão, podendo chegar aos 90 minutos. Estes tempos passam a ter de ser aplicados tanto no serviço público como no privado.

De acordo com o Regulamento dos Tempos Padrão das Consultas Médicas, definido pela Ordem dos Médicos, na medicina geral e familiar as primeiras consultas de adulto passam a ter um tempo recomendado de 30 a 60 minutos, enquanto as consultas de seguimento marcadas com um intervalo de 12 meses da última terão entre 20 a 30 minutos de tempo recomendado.

As consultas por doença aguda têm um tempo padrão recomendado entre 15 e 20 minutos.

No caso dos doentes complexos, com morbilidades e doenças crónicas, o tempo recomendado para as consultas é entre 30 a 60 minutos.

Nas primeiras consultas ao domicílio o tempo padrão é de 60 minutos (não incluindo o tempo de deslocação do médico), o mesmo acontecendo para as consultas a doentes em cuidados paliativos ou em fim de vida.

Este regulamento surgiu do compromisso da Ordem dos Médicos, para o mandato em curso, de determinar e defender a aplicação de tempos padrão para as consultas, que se traduz um tempo mínimo de intervalo entre marcação de consultas.

A fundamentação para definir os tempos de referência na marcação de consultas teve por base um conjunto de indicadores, de acordo com a especialidade em causa, que incluem, entre outros, o tipo de consulta (primeira ou subsequente), a complexidade da doença ou do doente (multimorbilidade e polimedicação), a avaliação biopsicossocial, a análise da história clínica, o exame físico, a explicação da situação clínica ao doente, das propostas de exames auxiliares de diagnóstico e das potenciais propostas terapêuticas e o tempo para esclarecer dúvidas que possam existir sobre a situação clínica da parte do médico ou do utente.

Nas consultas de especialidade hospitalar, os maiores tempos padrão nas primeiras consultas são nas áreas da genética médica, medicina paliativa, oncologia médica, radioncologia, medicina da dor e psiquiatria da infância e adolescência (60 minutos), sendo que nesta última área, as primeiras consultas para a primeira infância e as de terapia familiar podem ir até aos 90 minutos.

Já nas consultas de acompanhamento nestas especialidades, os tempos padrão variam entre os 20 minutos (oncologia médica, radioncologia e medicina paliativa), os 30 minutos (oncologia médica e psiquiatria) e os 45 minutos (psiquiatria da infância e adolescência).

Na psiquiatria de adultos, o tempo de intervalo recomendado para as primeiras consultas é de 45 minutos, sendo de meia hora nas restantes consultas subsequentes.

O regulamento, que foi publicado em Diário da República no dia 17 de Setembro, surgiu depois de um primeiro documento ter estado em apreciação pública. Os tempos foram definidos por cada colégio de especialidade.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 01 de Outubro de 2019.

Teste do VIH/sida para ser feito em casa já é vendido nas farmácias

Teste do VIH/sida para ser feito em casa já é vendido nas farmácias - 

O teste consiste numa picada num dedo, sendo o sangue colocado numa tira reagente. Em minutos é indicado um resultado.

Um auto-teste para o VIH/sida começa esta terça-feira a ser vendido em farmácias em Portugal, podendo ser realizado em casa através de uma picada no dedo e deverá custar entre 20 a 25 euros.

"É mais uma alternativa que se veio juntar a todas as outras que já existem, como as análises de rotina, a possibilidade de fazer o teste no centro de saúde, num hospital ou numa organização de base comunitária. É mais uma opção, que pretende facilitar o acesso ao diagnóstico", afirmou a responsável pelo Programa Nacional para a Infecção VIH/sida, Isabel Aldir.

A diferença neste teste, segundo a perita da direcção-geral da Saúde, está no facto de poder ser levado para casa e feito de forma autónoma.

O teste tem um custo associado, que deverá rondar os 20 a 25 euros, embora o preço seja livre e por isso vá ser definido pelas farmácias que o decidam vender.

O facto de ter um custo associado pode ser um factor dissuasor para algumas pessoas, admite Isabel Aldir, adiantando que nesses casos há formas de realizar o teste de forma gratuita, como nos centros de saúde ou nas organizações de base comunitária.

Esta solução de auto-teste pode ser uma opção para quem prefira, mesmo gastando dinheiro, realizar o teste em sua casa.

Em Cascais, há farmácias que já realizam um teste rápido de rastreio ao VIH/sida, que é gratuito, uma iniciativa que Isabel Aldir espera que vá sendo alargada a outras cidades, nomeadamente Lisboa e Porto.

O teste para ser feito em casa, e que começa a ser vendido agora nas farmácias, consiste numa picada num dedo, sendo o sangue colocado numa tira reagente. Em minutos é indicado um resultado.

Segundo a responsável da direcção-geral da Saúde, o teste é "muito sensível e muito específico", com grande probabilidade de o resultado corresponder ao estado real de infecção.

Perante um resultado reactivo, a pessoa deve entrar em contacto com o SNS 24, serviço que pode prestar informações e apoio e depois encaminhar para um serviço hospitalar onde o resultado deve ser confirmado. A alternativa é também dirigir-se ao médico de família ou a uma organização comunitária, de forma a esclarecer as suas dúvidas e fazer um teste de confirmação.

Para a presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida, este teste é uma "janela de oportunidade" para alargar a realização de testes ou rastreios, mas serve essencialmente para quem tem poder económico para o fazer.

Maria Eugénia Saraiva, da Liga, declarou à agência Lusa que há segmentos da população que não terão oportunidade de comprar estes auto-testes.

"Continua a haver outros serviços a quem podem recorrer, como as organizações de base comunitária, que realizam não só este tipo de teste, mas também a várias infecções sexualmente transmissíveis", afirmou, lembrando que a Liga Portuguesa Contra a Sida tem uma unidade móvel de rastreio que vai a bairros e procura populações mais vulneráveis a outras infecções.

"Muitas dessas pessoas não terão certamente condições financeiras para recorrer a este teste", lembrou.

Também o presidente da associação Abraço, Gonçalo Lobo, afirma que o objectivo é que "a realização dos testes" ao VIH/sida seja "o mais democrática possível" e em qualquer ponto do país.

Sobre o auto-teste para realizar em casa, Gonçalo Lobo considera que tem a vantagem de minimizar contactos com profissionais de saúde que possam inquirir sobre hábitos sexuais ou perguntar quais os motivos para querer realizar um teste.

"Vivemos num país que ainda tem a culpa associada à questão da sexualidade. Quando não tenho que me confrontar com uma pessoa que coloca questões, isso fica mais facilitado do ponto de vista da culpa ou da vergonha", indicou.

Hoje decorreu numa farmácia em Lisboa uma acção simbólica de dispensa do primeiro auto-teste vendido em Portugal, com o mote "A vida não é uma prova cega", iniciativa que teve a participação de Isabel Aldir, da DGS, de responsáveis do Grupo Activistas em Tratamentos (GAT), do laboratório que comercializa o teste da Associação de Farmácias de Portugal.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 01 de Outubro de 2019.

Profissionais de saúde são a fonte de informação em quem as grávidas e puérperas mais confiam

Profissionais de saúde são a fonte de informação em quem as grávidas e puérperas mais confiam - 

82% consideram a opinião dos médicos ‘muito importante’ e 83% consideram a opinião dos farmacêuticos ‘importante’ ou ‘muito importante’.

Um estudo desenvolvido pela Universidade Católica mostra que os profissionais de saúde são a fonte de informação em quem as grávidas e puérperas mais confiam (82% consideram a opinião dos médicos ‘muito importante’ e 83% consideram a opinião dos farmacêuticos ‘importante’ ou ‘muito importante’). Os fóruns digitais são as fontes de informação que as respondentes consideram ter menor grau de credibilidade (apenas 29% os consideram ‘importantes’ ou ‘muito importantes’).

O Estudo intitulado “Preocupações, Mitos e Tabus da Gravidez e do Pós-parto”, conduzido por investigadores da Universidade Católica Portuguesa, procurou compreender melhor as questões de grávidas e puérperas num contexto em que o ambiente digital potencia a existência de uma sobrecarga de informação, a disseminação de notícias falsas e um acesso imediato a conteúdos de saúde sem nenhuma curadoria por parte de profissionais credenciados. A confirmação de uma gravidez é, na maioria dos casos, um momento de grande alegria e expectativa, mas também de dúvidas e inseguranças relacionadas com as mudanças no corpo, o parto, a amamentação, os cuidados com o bebé, o tempo para os cuidados pessoais, o sono, a relação conjugal e a questão universal sobre as capacidades como mãe.

Relativamente aos maiores motivos de preocupação e ansiedade, têm maior peso a saúde do bebé (84%), a recuperação pós-parto (54%), parto (51%) e a amamentação (48%). Quanto aos cuidados de saúde durante a gravidez destacaram-se a utilização de cremes nos cuidados diários de higiene (94%), manter uma alimentação saudável e evitar ganhar peso excessivo (90%). As inquiridas desmentiram, porém, o mito dos “desejos” durante a gravidez. A maioria das inquiridas que já passou pela experiência do parto (n=439) relaciona o parto com uma experiência positiva (60%) e destacam o apoio dos profissionais de saúde nesta fase (82%). No entanto, 71% das respondentes afirmam que, por mais que lessem e se informassem, nunca podiam estar preparadas para uma experiência tão intensa como a do parto.

No inquérito destacam-se também alguns aspectos psicológicos relacionados com preocupações e motivos de ansiedade que registaram taxas de concordância por parte das inquiridas enquanto recém-mamãs (n=408), acima dos 50%, como sejam:

• Não ter tempo para cuidar do corpo e da imagem (63%)

• Sentir-se triste com as alterações no corpo (51%)

• Ter momentos de desespero achando que não seria capaz de tratar do bebé (60%)

• Alterações do humor (82%)

• Dificuldade em descansar e dormir as horas necessárias (81%)

• Sentir pressão social, por exemplo para amamentar (51%)

• Sentir que os familiares e amigos queriam ajudar, mas ainda complicavam mais (60%)

Em complemento a este estudo, , foi conduzido um estudo qualitativo através de uma dinâmica de World Café, junto de um grupo de 18 grávidas e puérperas da região de Lisboa, com uma média de idade de 33 anos, que contribuíram para aprofundar algumas das temáticas do inquérito.

No âmbito da informação recolhida no World Café, destacou-se a vontade de acesso a informação neutra e esclarecedora prestada durante a gravidez e pós-parto por profissionais multidisciplinares. Foram também muitas as participantes que referiram a necessidade de apoio psicológico no pós-parto e, que muitas vezes, a pressão recai mais sobre elas, porque a partir do momento em que o pai “ajuda”, parece que a obrigação de cuidar do bebé é apenas da mãe, quando na verdade é dos dois progenitores. Também é difícil para o pai desempenhar a sua paternidade, pois acaba por ter tantas ou mais dúvidas e dificuldades como a mãe.

Quanto ao relacionamento com o bebé, as participantes no World Café destacaram que a relação entre a mãe e o bebé se constrói e pode não ser imediata, que deveria haver acompanhamento não só da saúde física, mas também psicológica. Foi afirmado que o momento do regresso ao trabalho implica uma ruptura dramática e que existe muita pressão das entidades empregadoras. As participantes destacaram também que a sociedade e a legislação não apoiam as necessidades das famílias.

O Estudo “Preocupações, Mitos e Tabus da Gravidez e do Pós-parto” partiu de uma iniciativa de Barral, marca portuguesa com 184 anos especializada no bem-estar da pele de toda a família, no âmbito do lançamento da gama Barral MotherProtect, que inclui produtos específicos para grávidas (Creme Gordo Óleo de Amêndoas, Loção de Prevenção de Estrias, e Creme Protetor de Mamilos), e surgiu em resultado da necessidade de dar resposta às preocupações das mulheres numa fase tão importante das suas vidas. O estudo foi apresentado no dia 29 de Setembro durante o evento “Barral Family Brunch”.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 01 de Outubro de 2019.

Equipa da MAC vence prémio para investigar restrição do crescimento fetal

Equipa da MAC vence prémio para investigar restrição do crescimento fetal - 

A restrição de crescimento fetal é diagnosticada em cerca de 10% das gravidezes e "resulta da incapacidade de um feto de atingir o seu potencial de crescimento geneticamente predeterminado", ou seja, de crescer tudo aquilo que o seu património genético o deixaria crescer.

Uma equipa da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) venceu um prémio de investigação para estudar os efeitos da heparina de baixo peso molecular na restrição de crescimento fetal, um problema que afecta cerca de 10% das grávidas.

Segundo explicou à agência Lusa a investigadora Catarina Reis, da MAC, a restrição de crescimento fetal é diagnosticada em cerca de 10% das gravidezes e "resulta da incapacidade de um feto de atingir o seu potencial de crescimento geneticamente predeterminado", ou seja, de crescer tudo aquilo que o seu património genético o deixaria crescer.

"A restrição de crescimento fetal não tem qualquer tipo de tratamento disponível e o desfecho destas gestações são muitas vezes desfavoráveis porque estes fetos nascem precocemente e, na maioria dos casos, têm outras alterações associadas, nomeadamente alterações do desenvolvimento neurológico e endocrinológico (...) e podem ter problemas oftalmológicos", disse.

Este problema "é diagnosticado na presença de um feto abaixo do percentil 10 (...), associado ao diagnóstico de uma passagem do sangue que é difícil de fazer da placenta para o feto", acrescentou Catarina Reis, que é médica interna em Ginecologia/Obstetrícia da MAC.

A investigadora sublinha o que a equipa pretende com esta investigação é "tentar encontrar uma forma de melhorar os desfechos da restrição de crescimento fetal, ao dar às grávidas um fármaco para tentar melhorar o fluxo de sangue da mãe para o feto e, assim, poder fazer com que estes fetos nasçam um bocadinho mais tarde e possam ter melhores desfechos".

Com esta bolsa, de 10.000 euros, a equipa conseguiu a maioria do financiamento necessário para a investigação, cujo protocolo vai agora ser submetido às entidades competentes -- comissão de ética nacional e Infarmed -- para poder avançar o ensaio clínico com 120 grávidas seguidas na MAC na consulta de restrição de crescimento fetal.

A restrição de crescimento fetal precoce é geralmente diagnosticada antes das 32 semanas e é um problema que afecta milhares de mulheres em todo o mundo. É uma patologia que se reflecte na falta de oxigénio e nutrientes para o feto.

Esta investigação foi a vencedora da primeira edição do Prémio MSD de Investigação em Saúde, que contou com 100 candidaturas, submetidas por equipas de instituições científicas de todo o país.

Esta edição envolveu mais de 300 profissionais de saúde, de 58 entidades, e a cardiologia, Oncologia e Endocrinologia destacaram-se entre as 28 áreas de interesse dos projectos submetidos para apreciação do júri.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 01 de Outubro de 2019.

Aprovado 1.º tratamento para dermatite atópica moderada/grave em Portugal

Aprovado 1.º tratamento para dermatite atópica moderada/grave em Portugal - 

Novo medicamento inovador, disponível a partir de 1 de Outubro de 2019, traz esperança aos cerca de 34 mil portugueses com esta doença.

O Infarmed aprovou o financiamento do dupilumab, primeiro medicamento especificamente desenvolvido para tratar a dermatite atópica (DA) moderada a grave, uma doença inflamatória da pele crónica sem cura, altamente debilitante e que afecta cerca de 34 mil doentes no nosso país.

O dupilumab é um tratamento biológico inovador responsável pela inibição das interleucinas IL13 e IL4, responsáveis pela inflamação crónica do Tipo 2 que está na base da DA. O tratamento foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento em Setembro 2017 e já está disponível para profissionais de saúde e doentes na maioria dos países europeus.

“É com enorme satisfação que recebemos esta notícia numa data que coincidiu com o  Dia Mundial da Dermatite Atópica, uma efeméride dedicada a sensibilizar para o enorme impacto emocional, físico e social que esta doença tem na vida das pessoas e das suas famílias. Acreditamos que o dupilumab representa uma esperança para as pessoas com dermatite atópica moderada a grave que até ao momento não dispunham de tratamento e que será uma opção terapêutica que pode melhorar a saúde e a qualidade das suas vidas a longo prazo.”, diz-nos Francisco del Val, Diretor Geral da Sanofi Genzyme.

Até à data, as opções terapêuticas para a forma mais grave da DA não eram suficientes para controlar a patologia e não podiam ser usadas de forma continuada devido sobretudo aos efeitos secundários. Pela primeira vez, os doentes com resposta inadequada ou não ilegíveis para tratamento com imunossupressores poderão ter acesso a um medicamento biológico específico para o tratamento da sua doença, que demonstrou uma elevada eficácia e um perfil de segurança adequado.

Sobre o dupilumab

Anticorpo monoclonal humano que actua especificamente na inibição da sinalização hiperativa de duas proteínas essenciais, IL-4 e IL-13, consideradas factores importantes na inflamação persistente subjacente na DA e outras doenças alérgicas ou atópicas.

O dupilumab oferece maior controlo da doença inflamatória crónica permitindo minimizar o prurido, a vermelhidão, a secura da pele, a coceira e as erupções cutâneas.

O medicamento é administrado através de duas injeções subcutâneas no início do tratamento e uma repetição a cada catorze dias, melhorando o controlo da dermatite atópica”.

Sobre a dermatite atópica

A patologia afecta cerca de 1-3% da população adulta, e cerca de 15% a 20% das crianças e adolescentes. Em Portugal, segundo o estudo Nostradamus2, estima-se que existam cerca de 34 mil doentes com DA moderada a grave e destes, cerca 12.5 mil pessoas apresentam DA grave, representando 16% dos adultos com dermatite atópica.

A DA inadequadamente controlada é responsável por um forte impacto físico, emocional, psicológico e socioeconómico.A DA moderada a grave é caracterizada por surtos e erupções cutâneas imprevisíveis que podem cobrir grande parte do corpo e provocam prurido intenso e persistente, vermelhidão, lesões e fissuras, crostas e exsudação. Estes sintomas são muitas vezes causadores de perturbações do sono, ansiedade e depressão.

Dados de um estudo europeu realizado pela EFA (European Federation of Allergy and Airways Diseases Patient’s Associations):

- 1 em cada 4 pessoas sente incapacitada para lidar com a vida;

- 23% não têm uma visão optimista sobre a sua vida;

- 28% das pessoas vivem todos os dias com prurido (comichão) na pele;

- 38% declara-se prejudicado no trabalho por causa da sua pele;

- 45% das pessoas confessa que a dermatite atópica influenciou os seus relacionamentos, vida sexual e hobbies;

- 51% das pessoas tentam esconder a doença.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 30 de Setembro de 2019

Há mais farmácias em Portugal desde o início do milénio. Lisboa e Porto são excepção

Há mais farmácias em Portugal desde o início do milénio. Lisboa e Porto são excepção - 

Todas as regiões do país aumentaram o número de farmácias nos últimos 20 anos. Mas há municípios que não acompanharam esta tendência: Lisboa perdeu 73 farmácias e o Porto 10.

Desde o início do milénio, há mais 231 farmácias em Portugal. Quase todos os concelhos do país aumentaram o número destes estabelecimentos nas últimas duas décadas, salvo cerca de 20 municípios. Entre eles, estão Lisboa e Porto, as cidades que em termos absolutos perderam mais farmácias, segundo os dados disponíveis no Pordata. No entanto, o presidente da Associação Nacional de Farmácias alerta: nem todas estão a funcionar em pleno, 693 encontram-se em risco de fechar.

Em 2001, havia 2888 farmácias abertas e em 2018 eram 3119. O aumento está distribuído por todas as regiões, uma vez que praticamente em todos os concelhos do país abriram novas farmácias, sendo que, durante estes anos, o crescimento foi mais acentuado no norte e no centro.

A tendência inverte-se em poucos concelhos. Lisboa e Porto foram as cidades onde fecharam mais farmácias, na capital encerraram 73 farmácias e na Invicta outras dez. No entanto, estes números não têm o mesmo peso do que em concelhos como Montalegre, Cinfães, Peso da Régua, Nazaré, Batalha, Gouveia e Serpa, que perderam uma ou duas farmácias, o que representa cerca de um quarto dos estabelecimentos que existiam nestas localidades. Resende (distrito de Viseu) é o município onde a redução foi mais significativa: passaram de cinco (em 2001) para duas farmácias (em 2018).

"É verdade que o encerramento de uma farmácia em Lisboa é preocupante, mas é principalmente preocupante para o seu proprietário numa lógica económica. O encerramento de uma farmácia no interior tem muito mais relevância. Numa localidade de um concelho pequeno, deixa um conjunto de pessoas sem serviços", refere Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

693 farmácias em risco de fechar, segundo a ANF

"Os números mostram o número de farmácias em que o alvará existe e não estão encerradas, mas a verdade é que muitas não estão em condições de exercer a sua função, estão debilitadas: têm processos de penhora, de insolvência. Não estão a conseguir cumprir a sua missão". Paulo Cleto Duarte refere-se à falta de medicamentos disponíveis e a um número limitado de funcionários que obriga a horários mais reduzidos.

Há cerca de 693 farmácias identificadas pela associação como estando em risco de fechar (224 com processo de insolvência e 469 com processo de penhora) - quase todas no interior. Portalegre, Santarém e Guarda são os distritos onde há mais estabelecimentos em risco. "Estamos a agravar assimetrias", diz o responsável pelo organismo que representa mais de 90% das farmácias comunitárias de Portugal.

"Desde 2010, que temos uma das crises mais graves do nosso país em termos de farmácias e eu associo isso muito ao facto de termos perdido um terço daquilo que era a sua facturação. O que aconteceu com a liberalização do sector. Nós hoje estamos muito mais próximos da economia do mercado e as farmácias não são viáveis", diz Paulo Cleto Duarte. Por isto, a ANF apresentou em Abril, na Assembleia da República, uma petição para "salvar as farmácias", que contava com mais de 120 mil assinaturas. O sector pede um novo acordo com medidas que garantam a coesão territorial da rede.

Com a introdução dos genéricos, as farmácias perderam receitas na ordem dos 17% por fármaco. A média dos prejuízos por estabelecimento rondará os 3836 euros, segundo um estudo da Universidade de Aveiro, publicado em 2016. No entanto, conseguiram recuperar parte deste custo através de outro tipo de serviços como a vacinação para a gripe, vigilância de diabetes e troca de seringas.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 30 de Setembro de 2019.