Covid-19 | Testagem

Covid-19 | Testagem - 

Universidades e politécnicos já podem realizar testes PCR ou antigénio.

Os estabelecimentos de ensino universitário e politécnico, registados na Entidade Reguladora da Saúde e no SINAVE – Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, já podem realizar testes laboratoriais para SARS-CoV-2 mediante requisição emitida pelo Serviço Nacional de Saúde ou gerada pelo SNS24.

De acordo com a portaria publicada em Diário da República no dia 7 de Janeiro, trata-se de um «regime excepcional e transitório», que reconhece o papel que estes estabelecimentos «podem desempenhar no reforço da capacidade de testagem do país».

O diploma, que entrou em vigor no sábado, dia 8 de Janeiro, refere que as administrações regionais de saúde (ARS) passam a poder celebrar contractos com os estabelecimentos de ensino universitário e politécnico, que além de estarem registados na ERS e no SINAVE, tenham uma «metodologia para diagnóstico molecular de SARS-CoV-2 validada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge» e cumpram demais normativos de testagem.

Estes contractos são válidos por um período de três meses, renovável mensalmente, em função da avaliação de necessidade decorrente da situação epidemiológica.

 

Fonte:  Site "sns.gov.pt" e autor em 10 de Janeiro de 2022.

Covid-19. Onde estão os postos de testagem esta semana em Lisboa?

Covid-19. Onde estão os postos de testagem esta semana em Lisboa? - 

Município já revelou a lista de locais onde poderá ser testado ao novo coronavírus entre os dias 10 e 15 de Janeiro. É gratuito para residentes e não residentes.

Câmara Municipal de Lisboa já revelou, esta segunda-feira, os locais (e os horários) onde pode encontrar os postos de testagem à Covid-19 na cidade, nesta semana de 10 a 15 de Janeiro. No site do município pode ainda encontrar quais as farmácias aderentes, divididas por freguesia - disponível neste link.

De recordar que a testagem é gratuita, para residentes e não residentes podendo, cada pessoa, fazer um teste a cada três dias. 

A iniciativa é realizada em parceria entre o Ministério da Saúde, a Unilabs, a Associação Nacional de Farmácias e a Câmara Municipal de Lisboa.

Fique a par:

  • Belém (Praça Afonso de Albuquerque) - segunda-feira a sábado - 9h às 13h | 14h às 18h
  • Campo Pequeno - segunda-feira a sábado - 9h às 13h | 14h às 18h
  • Martim Moniz - segunda-feira a sábado - 9h às 13h | 14h às 18h
  • Parque das Nações (Gare do Oriente) - segunda-feira a sábado - 9h às 13h | 14h às 18h
  • Restauradores - segunda-feira a sábado - 9h às 13h | 14h às 18h
  • Cais do Sodré - segunda-feira a sábado - 9h às 13h | 14h às 18h | 18h às 22h
  • Largo de Santos - segunda-feira a sábado - 18h às 22h
  • Praça de Luís de Camões - segunda-feira a sábado - 18h às 22h
  • Príncipe Real - segunda-feira a sábado - 18h às 22h
  • Mercado de Alvalade - terça-feira - 9h às 13h
  • Mercado de Arroios - terça-feira - 9h às 13h
  • Mercado 31 de Janeiro + Loja de Cidadão - terça-feira - 9h às 13h

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 10 de Janeiro de 2022.

Suspeitas de reacções adversas atingem 0,1% no total de 19 milhões de vacinas dadas em Portugal

Suspeitas de reacções adversas atingem 0,1% no total de 19 milhões de vacinas dadas em Portugal - 

Mais de 21.500 suspeitas de reacções adversas às vacinas contra a covid-19 foram registadas em Portugal até final do ano passado (0,1% do total de vacinas) e houve 116 casos de morte comunicados em idosos, sem que esteja demonstrada a relação causa-efeito, segundo o Infarmed.

De acordo com o último relatório a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, até ao dia 31 de Dezembro foram notificadas 21.595 reacções adversas (uma por cada 1.000 vacinas administradas), 6.939 das quais consideradas graves, mas o Infarmed insiste que “as reacções adversas às vacinas contra a covid-19 são pouco frequentes, com cerca de um caso em mil inoculações”, um valor que se tem mantido estável ao longo do tempo.

A maior parte das reacções adversas (10.993) são referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 6.166, a da Moderna (Spikevax), com 2.440, e a da Janssen, com 1.878 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em subgrupos populacionais distintos (idade, género, perfil de saúde, entre outros) e “em períodos e contextos epidemiológicos distintos”.

No total de 19.648.216 doses administradas, o Infarmed registou 21.595 casos de reacções adversas, das quais 6.939 graves (32%), entre elas 116 casos de morte entre pessoas com uma média de 77 anos de idade.

“Os casos de morte ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos e não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal entre cada óbito e a vacina administrada, decorrendo também dentro dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”, escreve o Infarmed.

O relatório acrescenta ainda que, dos casos de reacções adversas classificados como graves, “cerca de 85% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (incluindo o absentismo laboral)”.

Da reacções adversas graves, o relatório diz que 4.172 (19,3%) foram classificadas como clinicamente importantes, 1.698 (7,9%) provocaram alguma incapacidade, 742 (3,4%) precisaram de hospitalização, 208 (1%) representaram risco de vida e 116 (0,5%) resultaram em morte.

Por grupo etário, o que mais casos de efeitos adversos graves registou foi o dos 25 aos 49 anos (3.217 casos), aquele que teve também o maior número de vacinas administradas (5.981.217).

No relatório, a Autoridade do Medicamento dá conta de seis caso notificados em crianças dos 05 aos 11 anos, que incluem “arrepios, dor no local de vacinação, mal-estar geral, pirexia, petéquias e um caso de miocardite, sendo que este último ocorreu em criança de 10 anos com evolução clínica de cura”.

Para a faixa etária dos 12-17 anos, foram registados 97 casos graves, na sua maioria referentes a situações “já descritas na informação das vacinas”, tais como casos de síncope ou pré-síncope reacções de tipo alérgico, que dependem do perfil individual do vacinado.

“São casos que motivaram observação e/ou tratamento clínico, mas todos tiveram evolução positiva e sem sequelas”, refere o Infarmed, sublinhando que 13 destes casos foram notificados como mio/pericardite, “possivelmente associados à vacina de mRNA em utilização no programa de vacinação actual”, que se mostraram “de gravidade moderada” e apresentaram “evolução favorável após tratamento adequado”.

“De salientar que a miocardite e a pericardite são doenças inflamatórias de etiologia variada, normalmente associadas, sobretudo nesta faixa etária, a infecções virais, o que dificulta o estabelecimento de uma relação causal com a vacina”, insiste o Infarmed.

No que se refere à distribuição por género, o relatório do Infarmed dá conta de uma maior preponderância de notificação de reacções adversas por parte do género feminino, a tendência normal de notificação para qualquer outro medicamento.

“Pensa-se que isto possa dever-se a uma maior atenção das mulheres à sua saúde, bem como ao seu maior interesse por temáticas da área da saúde e bem-estar”, diz a autoridade do medicamento.

As 10 reacções mais notificadas referem-se a casos de pirexia/febre (4.874), cefaleia/dor de cabeça (4.810), mialgia (dor muscular (4.463), dor no local da injecção (4.011), fadiga (2.419), calafrios (2.062), náusea (1.770) e dor generalizada (1.538).

Foram ainda registados casos de artralgia/dor articular (1.502), tonturas (1.258), mal estar geral (1.236), dor nas extremidades corporais (1.224), linfadenopatia/aumento de volume dos gânglios linfáticos (971), astenia/fraqueza orgânica (921) e vómitos (908).

“Na maioria dos casos, o desconforto causado por estas reacções resolve em poucas horas ou dias, sem necessidade de intervenção médica, e sem sequelas”, refere o relatório, que acrescenta que foi recebido “um número pouco significativo de notificações de casos identificados como relacionados com a vacinação com a dose de reforço” e que as mais notificadas foram a mialgia/dor muscular (38 casos), pirexia/febre (29), cefaleia/dor de cabeça (28), calafrios (24) e artralgia/dor articular (19).

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 10 de Janeiro de 2022.

Infarmed esclarece situação com testes do fabricante Genrui Biotech

Infarmed esclarece situação com testes do fabricante Genrui Biotech - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) emitiu, um comunicado, sobre os autotestes covid, com resultados de falsos positivos, do fabricante Genrui Biotech Inc..

“O Infarmed teve conhecimento que na Irlanda foram recebidos cerca de 550 relatórios de incidentes sobre resultados de falsos positivos (conforme publicado no seu website institucional pela autoridade irlandesa), obtidos com os autotestes SARS-CoV-2 Antigen Test Kit (Colloidal Gold) do fabricante Genrui Biotech Inc.. Neste sentido, estes testes estão a ser recolhidos voluntariamente nesse país, não tendo a Irlanda adoptado ainda nenhuma medida regulamentar”, indica a nota divulgada.

Apesar destes lotes comercializados na Irlanda não terem sido comercializados em Portugal, “o Infarmed recebeu 7 notificações de casos de falsos positivos, num universo de cerca de 7 Milhões de autotestes”.

Tendo em conta esta situação, “o Infarmed encontra-se em contacto com as suas congéneres europeias, assim como, com o fabricante do autoteste”, com o intuito de “reunir toda a informação relevante, de forma a melhor poder avaliar a situação”.

O Infarmed sublinha que estes testes “não evidenciam neste momento um risco relevante para a saúde pública”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 10 de Janeiro de 2022

Peritos querem autotestes gratuitos para estimular "auto-avaliação do risco"

Peritos querem autotestes gratuitos para estimular "auto-avaliação do risco" - 

Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, recomenda que os autotestes à covid-19 passem a ser sempre gratuitos, como forma de promover a "auto-avaliação de risco" dos portugueses. A especialista propõe também a redução das restrições, voltando a endurecê-las apenas se o país chegar aos 179 internados em cuidados intensivos.

Na reunião do Infarmed, esta quarta-feira, Raquel Duarte sugeriu que se estimule "a autonomia da população" no que toca à prevenção da pandemia, nomeadamente passando a dar mais espaço à "auto-avaliação do risco".

Para tal, a especialista defendeu que os autotestes passem a ser "acessíveis e gratuitos", facilitando-se a validação destes por profissionais de saúde, tanto de forma presencial como remota. A população também deverá ser sensibilizada para os comportamentos a adoptar em caso de teste positivo.

Caso o Governo adopte a proposta de Raquel Duarte, a auto-avaliação do risco tornar-se-á o sétimo pilar da estratégia de contenção da covid-19. Os restantes seis são a vacinação, a promoção da qualidade do ar interior, o distanciamento, o uso de máscara, a testagem e a higienização das mãos.

"Monitorizar" sobrecarga nos hospitais

Raquel Duarte argumentou que, embora o impacto hospitalar da variante ómicron seja "reduzido", é necessário continuar "atento" à sobrecarga dos serviços de saúde. Assim, propõe uma "redução das medidas restritivas" - mantendo regras de protecção individual como o uso de máscara -, mas introduzindo um "sinal de alerta".

Este deve ter como referência a linha vermelha dos 255 internados em unidades de cuidados intensivos (UCI), de forma a "monitorizar" a gravidade da doença e o "esforço" dos serviços de saúde".

Deste modo, "propõe-se que, se for atingida a fasquia dos 70%, dessa referência - ou seja, 179 internamentos em UCI (calculando-se a média a cinco dias) e um R(t) superior a 1 -, sejam aplicadas medidas" mais contundentes.

Entre essas medidas estão a reintrodução do teletrabalho "sempre que possível", a testagem regular dos funcionários que continuem a trabalhar presencialmente ou a promoção de horários desfasados. Na restauração, eventos e transportes, a lotação deverá ser diminuída.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 5 de Janeiro de 2022.

Tem sintomas? Teste é positivo? Veja o que fazer

Tem sintomas? Teste é positivo? Veja o que fazer - 

Veja aqui algumas respostas a dúvidas sobre a covid-19 e as novas normas que reduzem o período de isolamento.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou esta quarta-feira as normas que reduzem o período de isolamento para as pessoas assintomáticas que testam positivo ao SARS-CoV-2 e têm doença ligeira bem como para os contactos de alto risco.

Eis algumas respostas a dúvidas que podem ser colocadas por doentes com covid-19 e ou por pessoas com suspeita de infecção:

Quem são os doentes com suspeita de covid-19?

Todas as pessoas que desenvolvam quadro clínico sugestivo de infecção respiratória aguda, com pelo menos um dos seguintes sintomas: tosse de novo ou agravamento da tosse habitual ou associada a cefaleias ou mialgias, ou febre (= 38.0ºC sem outra causa atribuível), ou dificuldade respiratória, perda total ou parcial do olfacto (anosmia) ou perturbação ou diminuição do paladar.

O que fazer se tiver sintomas?

Os utentes sem suspeita de covid-19 devem contactar previamente o seu centro de saúde por telefone ou por e-mail. Contudo em caso de necessidade ou por indicação do profissional de saúde, podem deslocar-se aos serviços de saúde, uma vez que estes têm circuitos separados para doentes com covid-19.

Os utentes com suspeita de covid-19 devem contactar o SNS24.

Em caso de urgência deve ser contactado o 112

Por que é importante fazer o teste?

O teste permite que as pessoas possam ter a confirmação se estão, ou não, infectadas. Isto pode ajudá-las a receber os cuidados de que necessitam, mas também a tomar as medidas (como o isolamento) para não infectarem outras pessoas.

Que tipos de teste existem?

Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN): são o método de referência para o diagnóstico e confirmam a presença do vírus SARS-CoV-2 responsável pela covid-19. São feitos com amostras recolhidas através de zaragatoa da região do nariz e/ou da garganta. Os seus resultados devem ser conhecidos no prazo máximo de 24 horas após a requisição. Incluem testes RT-PCR convencional, em tempo real, e testes rápidos de amplificação de ácidos nucleicos.

Testes Rápidos de Antigénio (TRAg): são testes cujos resultados são conhecidos após 15 a 30 minutos. Devem ser usados nos primeiros cinco dias de sintomas (inclusive) em doentes sem critérios de internamento, em doentes com sintomas e com critérios de internamento, por indisponibilidade dos testes moleculares ou por falta de resposta em tempo útil, e em doentes sem sintomas e que tiveram um contacto de alto risco. Podem ser feitos nas farmácias.

Autotestes: são testes rápidos de antigénio passíveis de serem feitos por qualquer pessoa. O seu uso não substitui, mas complementa, a utilização dos restantes testes laboratoriais para SARS-CoV2, pelo que estes testes não devem ser considerados como testes de diagnóstico em pessoas com suspeita de infecção (pessoas sintomáticas) ou pessoas com contactos com casos confirmados de covid-19.

Testes serológicos: são os que avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para a covid-19. Estes não são utilizados para o diagnóstico da doença.

Quem deve fazer o teste?

As pessoas com suspeita de covid-19, por desenvolverem sintomas compatíveis com a doença, ou os contactos de um caso positivo.

O que deve fazer quem recebe a indicação para fazer o teste?

O doente, ou seu representante, após receber a requisição do teste de covid-19 deve contactar telefonicamente o laboratório/farmácia onde pretende realizar o teste e agendar.

Os testes devem ser realizados o mais breve possível após o contacto com caso positivo, idealmente até ao 3.º dia.

Quem teve a doença quanto tempo depois pode fazer teste?

Os testes laboratoriais para a identificação de SARS-CoV-2 não devem ser realizados em pessoas com história de infecção, confirmada laboratorialmente, nos últimos 180 dias desde o fim do isolamento, excepto se apresentarem sintomas sugestivos de covid-19 e forem, ao mesmo tempo, contacto de alto risco de um caso confirmado.

Quanto tempo de isolamento se deve fazer em caso de ter covid-19?

A Direcção-Geral da Saúde reduziu de 10 para sete dias o período de isolamento para quem testa positivo à infecção por SARS-CoV-2, desde que não tenha sintomas.

Vai ser igualmente reduzido para sete dias (a partir do dia 10 de Janeiro) o período de isolamento do contacto de alto risco.

Contudo, os contactos de alto risco que estiverem completamente vacinados contra a covid-19 e já tiverem levado a dose de reforço não precisam de cumprir isolamento, mesmo que coabitem com um caso positivo.

As pessoas em período de recuperação também não precisam de ficar em isolamento.

Depois do isolamento é preciso um teste negativo?

Os casos positivos assintomáticos, assim como os que desenvolvam apenas sintomas ligeiros, não precisam de teste negativo no fim do período de isolamento.

Os doentes com sintomas moderados ou graves, que mantêm o isolamento de 10 dias, também deixam de precisar de teste para ter alta.

Os contactos de alto risco só saem de quarentena com teste negativo ao 7.ºdia.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 5 de Janeiro de 2022.