Impact. Sanofi Global Health lança 30 medicamentos para países de baixos rendimentos

Impact. Sanofi Global Health lança 30 medicamentos para países de baixos rendimentos - 

A empresa Sanofi Global Health vai lançar a marca sem fins lucrativos Impact, que pretende levar um conjunto de 30 medicamentos para países com baixos rendimentos.     

A nova marca de medicamentos standard de cuidados produzidos pela Sanofi, “dedicada à distribuição sem fins lucrativos a populações em risco nos países mais empobrecidos do mundo”, inclui a insulina, a glibenclamida e a oxaliplatina, abrangendo terapêuticas como a diabetes, doença cardiovascular, tuberculose, malária e cancro.

Paul Hudson, diretor executivo da Sanofi, argumenta que, “com medicamentos críticos, motivação incansável e parcerias com impacto, podemos levar a nossa inovação além do laboratório e utilizá-la para fortalecer os sistemas de saúde e o acesso a medicamentos das comunidades mais vulneráveis. E a nossa missão tem de ajudar a garantir melhor acesso a cuidados e medicamentos de qualidade para as populações carenciadas”.

A empresa também anuncia a criação de “um fundo Impact que apoiará empresas start-up e outras entidades que possam fornecer soluções escaláveis para cuidados de saúde sustentáveis em regiões carenciadas”.

“O lançamento da marca Impact e do nosso Fundo Impact são as nossas medidas mais recentes para ajudar a levar cuidados de saúde de qualidade e sustentáveis às pessoas nos países mais pobres do mundo. Mas sabemos que não podemos fazer isto sozinhos e, por isso, estamos a construir parcerias a nível global, regional e local que irão ajudar a melhorar e a estabelecer sistemas de saúde para alcançar o nosso objectivo de um mundo mais saudável e mais resiliente”, garante Jon Fairest, director da Unidade Global Health.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 18 de Julho de 2022

Portugal devia fazer "avaliação rigorosa" da mortalidade materna

Portugal devia fazer "avaliação rigorosa" da mortalidade materna - 

O presidente da Associação Europeia de Medicina Perinatal defendeu hoje que Portugal devia fazer uma "avaliação rigorosa" da mortalidade materna, além dos números, com um grupo de pessoas que analisasse as situações caso a caso, sediado na DGS.

Devíamos ter uma avaliação rigorosa da mortalidade materna que não se ficasse pelos sistemas de informação. Isso implica ter um grupo de pessoas que avalia os casos e que devia ser sediado na Direcção Geral da Saúde", disse Diogo Ayres de Campos.

O especialista lembrou que há países europeus que fazem inquéritos confidenciais sobre as mortes maternas e acrescentou: "Porque são estes inquéritos confidenciais mais importantes? Porque, além da avaliação das causas, permitem avaliar se seria ou não evitável aquela morte, de forma confidencial, para que as instituições consigam aprender com isso, para que não volte a acontecer.

Diogo Ayres de Campos, que foi recentemente nomeado para presidir a comissão de acompanhamento de resposta em urgência de ginecologia, obstetrícia e bloco de partos, falava na comissão parlamentar de saúde, onde foi ouvido, a pedido do Bloco de Esquerda, sobre os dados da mortalidade materna em Portugal.

Questionado pelos deputados, respondeu que o país precisa de uma estratégia para os cuidados maternos e perinatais, lembrado que esta área teve relevância no final dos anos 80 e inicio dos anos 90, quando houve uma "melhoria enorme nos indicadores".

"Mas depois ninguém mais ligou a isto. Acharam que bastava uma reforma para os cuidados saúde obstétricos e perinatais" para os indicadores voltarem a melhorar.

"É preciso essa estratégia (...), organizar os cuidados obstétricos e perinatais pois têm grandes implicações na população", acrescentou.

Questionado inicialmente pela deputada Catarina Martins (BE) sobre quais as causas que estiveram por detrás do aumento da mortalidade materna em Portugal, cuja taxa subiu em 2020 para 20,1 óbitos por 110 mil nascimentos, o nível mais alto dos últimos 38 anos, o especialista levantou várias hipóteses, mas sublinhou sempre que avaliação deve ser feita caso a caso.

"A mortalidade materna precisa de ser investigada caso a caso (....) pois só é considerada quando ocorre durante a gravidez ou nas seis semanas seguintes [ao parto] e que tem causa na gravidez ou causa agravada pela gravidez", afirmou, sublinhando: "isto implica um estudo aprofundado, caso a caso, e por isso os dados aparecem tardiamente".

"Temos de ter a certeza de que estes números são mesmo de mortalidade materna", disse.

O especialista disse que durante muitos anos a taxa de mortalidade materna era muito baixa, mas lembrou que "só houve uma avaliação aprofundada das causas em 2009".

"Depois, a DGS, em 2018 ou 2019, fez uma nova avaliação", afirmou o responsável, acrescentando que não teve acesso ao relatório final dessa avaliação, insistindo: "devíamos ter anualmente uma avaliação das causas de morte materna, mas temos estado limitados em relação a essa avaliação".

"Quando surge um aumento de casos é preciso ver de se é ou não uma situação esporádica", acrescentou.

Confrontado pelo deputado do PSD Ricardo Barista Leite sobre algumas declarações que fez anteriormente, designadamente sobre a degradação dos serviços obstétricos e de ginecologia e às falhas no planeamento, o especialista admitiu essa degradação, assim como a falta de estratégia.

"Quando temos um hospital, por pequeno que seja, que tem três médicos especialistas e todos com mais de 60 anos, não consigo dizer outra palavra que não seja degradação", afirmou Ayres de Campos, sublinhando que "a situação não esta limitada a um ou dois, mas sim estendida a vários hospitais".

"Tem havido uma enorme dificuldade em reter especialistas de obstetrícia e ginecologia, não só pela concorrência do privado. E alguma coisa tem de ser feita. Essa estratégica tem de existir", insistiu.

Reconheceu a importância da organização da rede de referenciação hospitalar, sublinhando a necessidade de um "consenso alargado" em relação a esta matéria.

Sobre a reorganização dos cuidados de urgência, disse que nalgumas situações há grávidas que vão às urgências e que podiam ter melhor resposta nos cuidados de saúde primários ou mesmo e numa consulta hospitalar que não esteja a funcionar 24 horas por dia, dando o exemplo das "consultas abertas em horário de expediente".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 15 de Julho de 2022

Dezenas de desistências no concurso para médicos de família

Dezenas de desistências no concurso para médicos de família - 

Para o total de 432 vagas houve 379 candidatos, ou seja, houve médicos de família candidatos para 87% das vagas.

O concurso para médicos de família aberto em Junho ficou ontem concluído. Para o total de 432 vagas houve 379 candidatos e em Lisboa e Vale do Tejo metade das vagas ficaram por ocupar, avança o Sindicato Independente dos Médicos em comunicado. 

"Uma situação que irá repetir-se e agravar-se se não forem melhoradas de forma estrutural e profunda as condições de trabalho e remuneratórias da carreira médica no SNS", pode ler-se ainda. 

Trata-se do concurso aberto pelo Aviso n.º 12201-A/2022, de 17 de Junho, com um total de 432 vagas para médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar, das quais 211 em Lisboa e Vale do Tejo.

Para o total de 432 vagas houve 379 candidatos, ou seja, houve Médicos de Família candidatos para 87% das vagas.

Contudo, no final do processo só 60% das vagas foram ocupadas, "tendo havido dezenas de desistências", avança ainda a nota.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, afirmou que esta situação quer dizer "três coisas": "Em primeiro lugar que, infelizmente, a tendência que se tem assistido nos últimos anos, se tem verificado e de alguma maneira agravado".

"Em segundo lugar, quando a senhora ministra da Saúde, na altura em que pressionada pelos acontecimentos de encerramento dos serviços de urgência, anuncia a contratação de 1.800 médicos, o que o faz é anunciar que abre a possibilidade de 1.800 locais de trabalho serem ocupados, mas como a senhora ministra sabe melhor que todos nós, o resultado é este", declarou.

Por último, apontou a saída dos médicos do SNS por reforma, que este ano serão 500 médicos hospitalares e cerca de 400 médicos de Medicina Geral de Familiar, e por rescisões, que em 2021 foram cerca de 500 em todas as especialidades e este ano "a tendência é muito semelhante".

"Por mais que se demonstre que o número de médicos que entram são menos dos que saem, o Ministério da Saúde ainda não assumiu que é necessário alterar as condições de trabalho dos médicos no Serviço Nacional de Saúde", salientou.

Para o dirigente sindical, é essencial que o ministério perceba que está a empurrar os médicos para serem tarefeiros ao oferecer um salário líquido mensal de 1.800 euros, quando muitos deles têm de se deslocar para outras zonas do país, com as despesas inerentes.

Como prestadores de serviços, o pagamento do valor que recebem à hora é "bastante mais atractivo e naturalmente as pessoas optam por essa maneira".

Questionado sobre a majoração de 60% no vencimento dos jovens especialistas que se fixem em zonas com uma média de cobertura por médico de família inferior à nacional, à qual se junta o incentivo que já existia para estas zonas (1.111 euros) o que significa 100% sobre o vencimento dos médicos, Roque da Cunha disse que "O princípio é errado".

"O princípio é errado e altamente perturbador, até porque junto dos médicos que há dezenas de anos asseguram o trabalho nesses locais terem ao lado colegas que durante três anos vão ganhar quase o dobro não é a solução como dissemos ao Ministério da Saúde", comentou.

Segundo Roque da Cunha, "muitas dessas vagas não foram ocupadas porque as pessoas percebem que, para além do desconforto dessa situação, é por três anos".

Esta situação vem confirmar "a necessidade imperiosa" do Ministério da Saúde, na negociação que iniciou na quarta-feira com os sindicatos, de "encarar o problema e de ouvir os sindicatos", defendeu.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 14 de Julho de 2022

FIP lança novo Observatório Farmacêutico Global

FIP lança novo Observatório Farmacêutico Global - 

A Federação Internacional Farmacêutica (FIP) desenvolveu um novo site destinado ao Observatório Global Farmacêutico (GPO), que reúne informações e dados actualizados sobre a actividade farmacêutica no mundo.

Da ciência, à força de trabalho, prática profissional ou a formação dos farmacêuticos, a nova plataforma pretende tornar-se numa “ponte de dados e inteligência mais abrangente e respeitada sobre a força de trabalho de farmácia, prática de farmácia e ciência farmacêutica em todo o mundo”, lê-se no novo espaço digital. Desta forma, procuram então “fornecer informações estratégicas baseadas em evidências, relatórios e orientações sobre a aplicação da ciência farmacêutica, políticas, práticas e serviços”.

A plataforma digital do GPO divide-se essencialmente em seis grandes áreas:

  • Programa Multinacional de Avaliação de Necessidades (MNAP)
  • Painéis Atlas (plataforma online)
  • Banco de Dados do Observatório Farmacêutico Global
  • Reunião da Comissão de Dados e Inteligência
  • Indicadores de Objectivos de Desenvolvimento
  • Programa de Eventos Digitais de Dados e Inteligência

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 14 de Julho de 2022

“Mantenha-se informado”. DGS reforça recomendações para a exposição ao fumo de incêndios

“Mantenha-se informado”. DGS reforça recomendações para a exposição ao fumo de incêndios - 

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) alertou, esta quarta-feira, que a inalação de fumos ou de substâncias irritantes químicas e o calor podem causar danos nas vias respiratórias e emitiu recomendações sobre o que deve fazer nestas situações. “Para se proteger dos efeitos negativos da inalação do fumo, mantenha-se informado”, reforça.

Sublinhando que as crianças, os doentes respiratórios crónicos e os idosos são as faixas da população mais vulneráveis, a DGS explica que “existem lesões de inalação devidas ao calor que provocam obstrução e risco de infecção. Além da lesão pelo calor, há possibilidade de lesão pelas substâncias químicas do fumo que provocam inflamação e edema com tosse, broncoconstrição e aumento das secreções”. Existe ainda “a possibilidade de surgirem lesões tardias e graves, com destruição celular que, em casos extremos, causam falência respiratória”.

A entidade destaca dois tipos de lesões: por calor (queimadura) e por irritação/toxicidade pelos componentes químicos do fumo. Por isso, “deve evitar-se a exposição aos fumos, permanecendo no interior de edifícios; é a forma mais efectiva de prevenir danos”. A DGS recomenda o que fazer em caso de inalação de fumos:

  • Retirar a pessoa do local e evitar que respire o fumo ou esteja exposta ao calor;
  • Pesquisa de sinais de alarme:
    • presença de queimaduras faciais;
    • sinais de dificuldade respiratória;
    • alteração do estado de consciência;
  • Para mais informações ligue para o SNS24: 808 24 24 24. Em caso de emergência ligue o 112.

A DGS desmistifica ainda o mito associado ao leite, reafirmando que “não vem descrito em artigos científicos a sua utilidade. O leite não é um antídoto do monóxido de carbono”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 14 de Julho de 2022

Covid-19: OMS mantém pandemia como emergência de saúde pública internacional

Covid-19: OMS mantém pandemia como emergência de saúde pública internacional - 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou esta quarta-feira que decidiu manter a pandemia de covid-19 como emergência de saúde pública de preocupação internacional.

“O Comité de Emergência da covid-19 concluiu que o vírus permanece como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, adiantou o director-geral da OMS em conferência de imprensa, em Genebra, citado pela Lusa. Tedros Adhanom Ghebreyesus manifestou-se “preocupado” com a recente subida do número de casos de infecção, que estão a colocar sob pressão os sistemas de saúde e os profissionais desta área.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, o Comité de Emergência da OMS para a pandemia salientou que as subvariantes BA.4 e BA.5 da variante Ómicron “continuam a ser responsáveis por ondas de casos, hospitalizações e mortes em todo o mundo”. A “vigilância foi “reduzida significativamente” em muitos países, incluindo a testagem e sequenciação do coronavírus que provoca a covid-19, fazendo com que “seja cada vez mais difícil apurar o impacto das variantes na transmissão e a efectividade das contramedidas”, alertou.

“Novas ondas do vírus estão a demonstrar covid-19 não está perto do fim”, sublinhou o director-geral da OMS, ao apelar aos governos para que se foquem em atingir o objectivo de ter 70% da população mundial imunizada contra o SARS-CoV-2. Segundo os dados da organização, os casos de covid-19 reportados à OMS aumentaram 30% nas últimas duas semanas, em grande parte impulsionados pelas linhagens BA.4 e BA.5, mas também devido ao levantamento de medidas de saúde pública que tinham sido adoptadas para conter a sua transmissão.

De acordo com a OMS, o Comité de Emergência concordou unanimemente que a pandemia ainda cumpre os critérios de um acontecimento extraordinário que continua a afectar negativamente a saúde da população mundial e que a disseminação internacional das novas variantes pode apresentar um impacto maior na saúde.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 14 de Julho de 2022