Atena compra Sidefarma a Salvador Fernandes

Atena compra Sidefarma a Salvador Fernandes - 

A “private equity” dona da rede de clínicas dentárias Malo Clinic adquiriu a Sociedade Industrial de Expansão Farmacêutica, que detém uma unidade fabril no Prior Velho, emprega mais de 100 pessoas e deverá fechar este ano com uma facturação de 12 milhões de euros.

Fundada em 1977 por franceses, a farmacêutica Sidefarma - Sociedade Industrial de Expansão Farmacêutica passou em 1985 para as mãos dos alemães da Asta Medica, que viria a vender a empresa, em 2001, a Salvador Fernandes.

Uma década depois, o empresário português acaba de vender a Sedifarma à Atena Equity Partners.

Empresa especialista na comercialização e fabrico de formas farmacêuticas próprias e de terceiros, a Sidefarma "deverá registar um volume de negócios de 12 milhões de euros em 2021, empregando mais de 100 colaboradores", refere a "private equity" Atena, em comunicado.

A Sidefarma conta com uma unidade fabril no Prior Velho, em Loures, "cuja capacidade foi expandida nos últimos anos, proporcionando uma vantagem competitiva no mercado português, mas também contribuindo para o crescimento das exportações".

Para além de produtos próprios, a Sidefarma trabalha em regime de "contract manufacturing" para algumas das principais empresas mundiais do sector, realça a Atena.

Entre os produtos fabricados e comercializados estão medicamentos sujeitos a receita médica e não sujeitos a receita médica, suplementos alimentares, cosméticos, dispositivos médicos, medicamentos hospitalares e biocida.

"A área da saúde regista uma procura crescente a nível mundial e a Sidefarma é uma empresa de forte potencial que nos permite explorar esta tendência. Com as suas competências fabris e tecnológicas, a empresa pode aproveitar o crescimento sustentado do sector farmacêutico, tanto a nível nacional como internacional", afirma Miguel Lancastre, founding partner da Atena Equity Partners.

"A estratégia prevê a potenciação da capacidade instalada, o reforço da equipa de gestão, a melhoria contínua de processos e a dinamização da actividade comercial", adianta o mesmo gestor.

A Sidefarma vem reforçar o portefólio de investimentos do Fundo Atena II, que em este ano já concretizou, entre outras operações, a aquisição do Hospital Particular de Almada e da Cariano, empresa de aluguer de gruas para montagens industriais e de torres eólicas, incluindo serviços de transporte especial no mercado ibérico.

Além destas três empresas, a Atena Equity Partners conta na sua carteira com a rede de clínicas dentárias malo Clinic, a Simi (engenharia), a Prado Cartolinas da Lousã (papel) e a Wemold, que resultou da junção de um conjunto de sociedades de moldes (a Tecnifreza, a E&T e a Planitec).

A Atena Equity Partners apresenta-se como "uma sociedade de capital de risco que investe em empresas portuguesas líderes de mercado que apresentam fortes posições competitivas nos seus sectores", com os seus fundos a apostar "em situações de investimento onde o seu envolvimento operacional acrescente valor significativo, tais como consolidações sectoriais, sucessões, reestruturações e ‘carve-outs’".

A aquisição da Sidefarma "enquadra-se no âmbito da temática da sucessão empresarial, tendo os anteriores accionistas reconhecido o valor acrescentado da opção pela alienação da empresa à Atena Equity Partners", enfatiza a mesma capital de risco.

A Atena foi assessorada na aquisição da Sidefarma pela Cuatrecasas , tendo o vendedor sido assessorado pela CCA.

Para além da própria equipa de gestão, os fundos geridos pela sociedade de capital de risco "têm como beneficiários últimos instituições europeias (não-nacionais) e norte-americanas, onde se incluem fundações, universidades, seguradoras e fundos de pensões".

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 20 de Dezembro de 2021.

Covid-19: Farmácias vão abrir mais vagas para testes gratuitos esta semana

Covid-19: Farmácias vão abrir mais vagas para testes gratuitos esta semana -

Presidente da Associação Nacional das Farmácias diz que alguns estabelecimentos só agora vão abrir marcações para o Natal e fim do ano. Mais de quatro centenas de laboratórios clínicos e postos de colheita também estão a fazer este tipo de testes.

Marcar testes rápidos de antigénio de uso profissional gratuitos nas farmácias antes do Natal e do final do ano tem sido quase impossível, devido à enorme procura, mas a presidente da maior associação do sector, Ema Paulino, adianta que mais estabelecimentos vão aderir nos próximos dias a este programa e que serão disponibilizadas mais vagas.

“Algumas farmácias só agora vão abrir marcações para o Natal e o final do ano. Há ainda várias que estão a funcionar em regime de ´casa aberta`, por ordem de chegada, e há outras que, como começaram a testagem mais cedo, abriram logo todas as vagas, e vão tentar disponibilizar mais. É uma questão de as pessoas irem perguntando, irem interagindo com as suas farmácias”, recomenda a presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF).

Segundo o site do Infarmed que disponibiliza a lista das farmácias e dos laboratórios de análises e postos de colheita que aderiram ao protocolo com o Serviço Nacional de Saúde, este domingo havia 963 farmácias a realizar este tipo de testes para despiste de SARS-CoV-2 (não confundir com os auto-testes). Além destas, há ainda mais cerca de 200 farmácias com protocolos com alguns municípios e as regiões autónomas e a expectativa é que esta semana entrem mais no programa, ascendendo no total a “1400 a 1450”, adianta Ema Paulino.

Mas a presidente da ANF sublinha que este tipo de testes são obrigatórios apenas em determinadas circunstâncias, como para jantares de Natal e de Ano Novo, visitas a familiares que estão hospitalizados ou institucionalizados. E apenas são comparticipados quatro testes por mês, por pessoa. “Se se trata apenas de um jantar familiar, é suficiente fazer um auto-teste. É preciso sensibilizar a população para esta questão, de forma a que nenhuma pessoa que precise mesmo fique sem vaga”, recomenda.

Quanto aos auto-testes, estes também têm escasseado nas farmácias, porque “o abastecimento não tem sido regular e as entregas são faseadas, mas vão chegando e não há uma ruptura total”, garante Ema Paulino.

Além das farmácias, “cerca de 80% da rede de laboratórios de análises em Portugal” estão igualmente a realizar testes rápidos de antigénio gratuitos de uso profissional, frisou este domingo o presidente da Associação Nacional dos Laboratórios Clínicos (ANL), Nuno Saraiva. “A maioria das pessoas têm a ideia de que só as farmácias é que estão a fazer testes rápidos gratuitos” à covid-19, mas isso também é possível em laboratórios, disse à Lusa, notando que os 68 associados da ANL incluem “a grande maioria dos laboratórios” em Portugal, nomeadamente os grandes grupos. Segundo o site do Infarmed, a lista inclui actualmente 439 laboratórios e postos de colheita de Norte a Sul do país.

A ministra da Saúde, Marta Temido, adiantou na sexta-feira que o Governo tenciona aumentar o número de testes covid-19 gratuitos por pessoa e que a medida “poderá avançar” na próxima semana. No dia seguinte, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, acrescentou que esta é uma decisão que está em estudo mas que “depende da evolução do próprio mercado”, e assegurou que está a ser feito “um esforço para repor todas as faltas” de testes.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 20 de Dezembro de 2021.

Vem aí o ano três da pandemia e da esperança de novos medicamentos

Vem aí o ano três da pandemia e da esperança de novos medicamentos - 

Novos medicamentos e uma segunda geração de vacinas poderão ficar disponíveis em 2022, mas a insuficiente vacinação global e a ameaça das variantes adensam as incertezas se a covid-19 evoluirá para endemia em Portugal e no mundo.

Com a vacinação abaixo das expectativas em grande parte do mundo -- menos de 10% das populações dos países de menores rendimentos receberam uma dose -, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não prevê o fim da pandemia, alegando que as infecções continuam a avançar a duas velocidades.

"Só quando, a nível mundial, houver uma taxa de vacinação de pelo menos 80% da população é que iremos assistir a uma evolução para endemia", segundo o virologista José Miguel Pereira à Lusa.

Uma pandemia é declarada pela OMS quanto é detectada uma epidemia em mais do que dois continentes, evoluindo para uma endemia quando o número de doentes ou infectados ocorre de forma contínua e expectável numa área geográfica bem identificada.

De acordo com o investigador da Unidade da Interacção Hospedeiro-Patogeno do Instituto de Investigação de Medicamentos (iMed.ULisboa) da Universidade de Lisboa, a única forma de evitar o processo de replicação do SARS-CoV-2, que gera mutações do vírus, é "através de uma campanha de vacinação à escala mundial em que todos as regiões geográficas sejam contempladas com o esquema vacinal completo".

Enquanto isso não acontece, as atenções estão centradas na variante Ómicron, identificada pela primeira na África Austral e classificada como de preocupação pela OMS em Novembro, tendo sido já detectada em pelo menos 77 países, incluindo Portugal.

Para o farmacêutico José Aranda da Silva, antigo presidente do Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), 2022 poderá ser também o ano em que chegarão ao mercado os primeiros tratamentos antivirais específicos para a covid-19.

"É expectável que sejam aprovados no próximo ano os primeiros antivíricos com eficácia específica significativa", salientou à Lusa ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos.

De acordo com Aranda da Silva, além do aperfeiçoamento das vacinas para responder às novas variantes, começa a desenhar-se uma nova geração com proteínas (peptídeos) que "actuarão de forma mais eficaz e com maior estabilidade".

À entrada do terceiro ano de pandemia, os dados parecem indicar que a covid-19 tem características sazonais, com duas ondas anuais no Inverno e no Verão, estando a começar a vaga do Inverno do próximo ano.

Ao nível da vacinação, no final do primeiro trimestre do próximo ano ficará concluída a vacinação das mais de 600 mil crianças entre os 05 e os 11 anos e deverá avançar a dose de reforço por faixas etárias decrescentes, nos grupos dos maiores de 50 anos.

O próximo ano deverá ainda colocar em evidência a situação das pessoas que recuperaram da infecção, mas que permanecem em situação debilitante, devido ao chamado "longo covid" e que apresentam sintomas como fadiga, falta de ar e disfunção cognitiva.

Dados da associação Long Covid Europe estimam que pelo menos 10% dos infectados -- cerca de 120 mil pessoas no caso de Portugal - continuam a apresentar sintomas debilitantes graves por mais de seis meses, o que obriga os serviços de saúde também a dar resposta a estes casos.

A OMS já adiantou que são necessários cerca de 20 mil milhões de euros para apoiar os países menos desenvolvidos a combater a pandemia no próximo ano, um plano para evitar cinco milhões de mortes e vacinar 70% da população mundial até meados de 2022, um objectivo que os especialistas consideram essencial para controlar o ritmo de infecções.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 17 de Dezembro de 2021.

Covid-19: Agência Europeia do Medicamento aprova dois novos tratamentos

Covid-19: Agência Europeia do Medicamento aprova dois novos tratamentos - 

A Agência Europeia do Medicamento aprovou dois novos tratamentos para a covid-19, um dos quais usa anticorpos monoclonais, enquanto o outro é um imunossupressor já autorizado na União Europeia para o tratamento de inflamações.

O tratamento com anticorpos Xevudy, da farmacêutica britânica GlaxoSmithKline, “reduz consideravelmente” as hospitalizações de doentes em risco de covid-19 grave enquanto o medicamento Kineret, da sueca Sobi, ajuda a impedir “insuficiência respiratória grave”.

O Xevudy destina-se a ser usado em “adultos e adolescentes que não precisam de oxigénio suplementar e que apresentam um risco acrescido de ter doença grave”, indicou a agência.

Trata-se do terceiro tratamento de anticorpos monoclonais aprovado na União Europeia, que se vem juntar ao Regkirona e ao Ronapreve.

Os anticorpos são uma das bases do sistema imunitário humano e são produzidos pelo corpo quando em presença de um corpo estranho, como um vírus. No tratamento em causa, são sintéticos, reproduzidos artificialmente a partir de anticorpos naturais.

Quanto ao Kineret, está indicado também para adultos que não estejam ventilados e que estejam em risco de ter insuficiência respiratória. O fármaco impede a acção de um elemento químico implicado nos processos imunitários que provocam a inflamação.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 17 de Dezembro de 2021

Mais de 500 detenções na Europa por tráfico de falsos medicamentos

Mais de 500 detenções na Europa por tráfico de falsos medicamentos - 

As polícias europeias procederam a 544 detenções e à apreensão de muitas substâncias dopantes ilegais e medicamentos falsos, como alegados remédios contra a covid-19, anunciou a Europol.

A operação, levada a cabo em todo o continente europeu entre Abril e Outubro, permitiu apreender falsos medicamentos e produtos dopantes num valor total estimado em 63 milhões de euros, indicou em comunicado a agência europeia de polícia.

O alvo da operação eram 33 “grupos criminosos que traficavam substâncias dopantes, como reguladores hormonais e metabólicos, e diversos medicamentos”, declarou a Europol, com sede em Haia.

Os criminosos traficavam medicamentos anticancerosos, analgésicos, ansiolíticos e medicamentos contra a disfunção eréctil, entre outros.

Desde o início da pandemia de covid-19, esses grupos criminosos investiram ainda mais na contrafacção dos medicamentos mais procurados, observou a agência.

“Para aumentar os seus lucros, as redes criminosas concentraram-se na distribuição de falsos ‘medicamentos-corona’ e na contrafacção de dispositivos médicos e de desinfectantes, vendidos ‘online’”, precisou a Europol.

“Os esforços conjuntos das forças da ordem permitiram travar o tráfico de produtos farmacêuticos contrafeitos ligados à covid-19”, congratulou-se a directora da Europol, Catherine De Bolle, citada no comunicado.

As polícias europeias apreenderam “três milhões de unidades de dispositivos médicos contra a covid-19”, máscaras faciais e desinfectantes e encerraram cinco laboratórios clandestinos.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 15 de Dezembro de 2021

Pfizer confirma 90% de eficácia do Paxlovid, o novo medicamento contra a covid-19

Pfizer confirma 90% de eficácia do Paxlovid, o novo medicamento contra a covid-19 - 

A Pfizer confirmou hoje que o seu comprimido contra a covid-19 reduz em cerca de 90% as hospitalizações e mortes em pessoas de risco quando tomado nos primeiros dias em que surgem os sintomas.

A farmacêutica refere, em comunicado, que a conclusão sobre a eficácia do medicamento resultou de ensaios clínicos que mais de 2.200 pessoas, e corrobora o que foi anunciado no início de Novembro com base em resultados preliminares.

De acordo com a Pfizer, nenhuma morte foi registada entre aqueles que receberam o tratamento.

Os participantes nos ensaios clínicos não estavam vacinados e apresentavam um risco elevado de desenvolverem um caso grave de covid-19.

A Pfizer anunciou igualmente que o tratamento antiviral, que será comercializado sob o nome Paxlovid, deverá manter a eficácia contra a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19.

"Isto sublinha o potencial deste (medicamento) candidato a salvar vidas de doentes no mundo", declarou Albert Bourla, responsável da Pfizer, citado no comunicado.

"As variantes de preocupação como a Ómicron exacerbaram a necessidade de opções de tratamentos acessíveis para os que contraem o vírus", acrescentou.

Os antivirais actuam para diminuir a capacidade de um vírus se replicar, aplacando também a doença.

Estes tratamentos representam um complemento chave das vacinas na protecção contra a covid-19, nomeadamente por serem muito fáceis de administrar.

A Pfizer está igualmente na origem de uma das vacinas contra a covid-19 mais usadas no mundo.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 15 de Dezembro de 2021.