Saiba quais são os quatro medicamentos para a azia retirados pelo INFARMED

Saiba quais são os quatro medicamentos para a azia retirados pelo INFARMED - 

 

Autoridade do medicamento ordenou a retirada do mercado de medicamentos para a azia.

Bloculcer, Ranitidina, Ranitine e Zantac: são estes os medicamentos retirados do mercado pela autoridade do medicamento, segundo a SIC. A presença de uma substância potencialmente cancerígena levou o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) a ordenar a retirada imediata do mercado estes medicamentos de proteção gástrica, que contém o princípio ativo ranitidina.

O Infarmed informou que todos os doentes em tratamento com estes medicamentos indicados para a azia, úlcera duodenal ou gástrica e refluxo gastroesofágico devem interromper a toma de imediato e consultar um médico ou farmacêutico.

"Na sequência da deteção de uma impureza, N-Nitrosodimethylamine (NDMA), na substância ativa ranitidina, o Infarmed determina a recolha e suspensão imediata da comercialização dos lotes de medicamentos (...) O motivo desta determinação decorre da presença em alguns lotes da referida impureza, da classe das nitrosaminas, já identificada em 2018 em alguns fármacos anti-hipertensores", pode ler-se no comunicado do Infarmed.

O INFARMED recorda que as entidades que tenham estes medicamentos em stock devem proceder à sua devolução e que estão proibidas de vendê-las ou dispensá-las.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 21 de Setembro de 2019.

Exportações em Saúde crescem 7,5% no primeiro semestre de 2019

Exportações em Saúde crescem 7,5% no primeiro semestre de 2019 - 

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados pelo Health Cluster Portugal – Polo de Competitividade da Saúde (HCP), as exportações em Saúde atingiram os 694 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, o que se traduz num crescimento de 7,51%, quando comparado com igual período do ano anterior.

De acordo com os dados indicados, “as exportações da área da Saúde cresceram assim a um ritmo superior à restante economia, uma vez que, em comparação com o ano anterior, as exportações portuguesas no primeiro semestre tiveram um crescimento de 2,9%”.

“Estes números reforçam a importância do sector da Saúde em Portugal, que representa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 9 mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando quase 300 mil pessoas”, avança o comunicado da HCP.

O presidente do HCP, Salvador de Mello, considera que os mais recentes dados sobre as exportações em Saúde “confirmam a importância e o potencial do sector na economia nacional e reforçam os objectivos definidos no pacto de competitividade e internacionalização. Enquanto pólo agregador na área da saúde, o HCP congratula-se com esta evolução”.

A importância do sector já tinha sido reconhecido pelo Governo, através do Ministério da Economia, que assinou em Março passado, com o Health Cluster Portugal (HCP), um pacto de competitividade e internacionalização para a Saúde.

Neste pacto ficou definido como objectivos estratégicos para o sector ultrapassar, até 2025, os 2,5 mil milhões de euros de exportações em saúde e triplicar o valor dos ensaios clínicos realizados em Portugal, de 50 para 150 milhões de euros, e o número de doutorados a trabalhar em empresas da Saúde, passando de 250 para 750.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 20 de Setembro de 2019.

Doentes com cancro na bexiga estão sem medicamento

Doentes com cancro na bexiga estão sem medicamento - 

Bacilo de Calmette e Guérin para tratar doença está esgotado.

Os doentes oncológicos com cancro na bexiga estão a ser tratados, na fase posterior à remoção do tumor, com métodos alternativos, devido ao medicamento Bacilo de Calmette e Guérin estar esgotado.

"Foi comunicada pelo nosso fornecedor a impossibilidade de manter o normal fornecimento da referência, devido a problemas no fabrico do medicamento. Situação análoga foi reportada pelo fornecedor alternativo", disse ao CM fonte do Hospital São João, no Porto, que fala numa situação "transversal a todo o País e a países europeus".

"Apesar do problema, foi possível adquirirmos algum produto com origem alemã", acrescentou. O hospital prevê a regularização do fornecimento ainda este ano.

Nos últimos anos verificaram-se rupturas pontuais. As aquisições foram sendo alternadas entre um e outro laboratório, mas este ano o corte foi total.

Por sua vez, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla pede, em carta aberta, que os doentes tenham acesso aos medicamentos inovadores, que estabilizem a doença e permitam maior qualidade de vida.

Em resposta, a Autoridade do Medicamento - Infarmed diz que os doentes com esclerose múltipla têm acesso a todos os remédios autorizados na Europa e que há "um medicamento que está em avaliação".

 

Fonte:  Site do Jornal "Correio da Manhã" e autor em 20 de Setembro de 2019

Cuidadores informais e pessoas cuidadas com informação online a partir de hoje

Cuidadores informais e pessoas cuidadas com informação online a partir de hoje - 

Da informação disponível para os cuidadores e pessoas cuidadas, surgem vídeos, manuais, relatórios e aplicações para smartphones bem como ofertas informativas “que contribuem para facilitar e ajudar tanto os cuidadores como as pessoas cuidadas”.

O Portal ePortugal disponibilizou esta sexta-feira, 20 de Setembro, uma área dedicada aos cuidadores e pessoas cuidadas, de forma a evidenciar os seus direitos e benefícios, bem como medidas de apoio e serviços e respostas a vários níveis para “proporcionar às pessoas envolvidas um maior conhecimento da situação específica em que se encontram”, indica o comunicado conjunto dos ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade Segurança Social.

A área dos cuidadores disponibiliza informações sobre cuidados de saúde e de apoio social, além dos serviços onde os mesmos podem ser prestados e as abordagens temáticas em função de situações concretas.

Da informação disponível para os cuidadores e pessoas cuidadas, surgem vídeos, manuais, relatórios e aplicações para smartphones bem como ofertas informativas “que contribuem para facilitar e ajudar tanto os cuidadores como as pessoas cuidadas”.

“Está também disponível informação sobre benefícios, apoios e outras prestações no âmbito da Segurança Social e da Saúde, um conjunto de Perguntas Frequentes, contactos e linhas de apoio”.

Com esta área pretende atender às necessidades e expectativas dos cuidadores e das pessoas cuidadas, para contribuir para a “promoção da sua qualidade de vida”. “A área dos cuidadores pretende ser também uma ferramenta útil para os profissionais com especial interesse nesta área”, indica o comunicado.

O estatuto do cuidador informal foi publicado no passado dia 6 de Setembro e “vem regular os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada, estabelecendo as respectivas medidas de apoio”, apesar de ainda estar a decorrer o prazo para a especificidades da regulamentação.

A área dos cuidadores é uma medida presente no Simplex+, da responsabilidade das áreas governativas, saúde, segurança social e modernização administrativa.

 

Fonte:  Site do "Jornal Económico" e autor em 20 de Setembro de 2019

Médicos mais jovens estão menos disponíveis para fazer interrupções voluntárias de gravidez. Alegam objecção de consciência

Médicos mais jovens estão menos disponíveis para fazer interrupções voluntárias de gravidez. Alegam objecção de consciência - 

Médicos mais jovens declaram-se objectores de consciência, mas não há números oficiais sobre quantos são. Especialistas dizem que falta de recursos humanos e valorização dificulta processo.

Os médicos mais jovens estão menos disponíveis e motivados para colaborar nas consultas e intervenções de interrupção voluntária de gravidez (IGV). Muitos declaram-se objectores de consciência, mas não há dados oficiais que indiquem exactamente quantos são. O Público noticia esta sexta-feira que a Ordem dos Médicos estimou em 2011 que, em cerca de cinco mil, seriam 1.300 os médicos que invocavam a objecção de consciência — mas não tem dados sobre o cenário actual. Já a Ordem dos Enfermeiros aponta para 285 objectores de consciência.

Ainda segundo o mesmo jornal, o número de interrupções voluntárias de gravidez está em queda desde 2012, tendo atingido o valor mais baixo em 2017: 14.889. Este número de IGV coloca Portugal abaixo da média europeia.

A especialista em ginecologia e obstetrícia Teresa Bombas diz ao Público que “é difícil motivar os profissionais mais jovens” para esta intervenção. A despenalização da IGV por opção da mulher até às dez semanas de gestação entrou em vigor em 2007 e Teresa Bombas e conta que, nessa altura, o processo era mais fácil: muitas mulheres pediam ajuda devido a complicações resultantes de abortos clandestinos. Mas a especialista adianta que, hoje, a falta de recursos humanos dificulta as IGV.

Ana Campos, ex-directora clínica adjunta da Maternidade Alfredo da Costa, refere, ainda, que a interrupção da gravidez não oferece valorização curricular aos médicos que estão a fazer a especialidade.

O Bloco de Esquerda vai perguntar ao Ministério da Saúde que avanços houve desde 2018, altura em que o partido liderado por Catarina Martins detectou vários problemas no encaminhamento das mulheres e reclamou que fossem asseguradas de acesso à IGV em todos os agrupamentos de centros de saúde.

 

Fonte:  Site do Jornal "Observador" e autor em 20 de Setembro de 2019

Associações querem maior acesso a medicamentos inovadores para esclerose múltipla

Associações querem maior acesso a medicamentos inovadores para esclerose múltipla

É divulgada hoje uma carta aberta a defender maior acesso a medicamentos inovadores.

Associações representativas dos cidadãos com esclerose múltipla divulgam hoje uma carta aberta em que defendem um maior acesso a medicamentos inovadores e que cada doente tenha um plano integrado de gestão da doença.

Na carta de princípios orientadores que hoje apresentam, a que a agência Lusa teve acesso, as associações pretendem assegurar que os portugueses que vivem com esta doença neurológica crónica, inflamatória e degenerativa "tenham assegurados os seus direitos enquanto cidadãos".

"É muito importante que os doentes com esclerose múltipla tenham acesso aos medicamentos inovadores, que estabilizam a doença e permitem uma maior qualidade de vida, não só para quem tem o diagnóstico, mas para todos aqueles que os acompanham", afirmou o presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).

Alexandre Guedes Silva recorda que esta semana, num congresso internacional, foram apresentados resultados muito importantes com diversos medicamentos que "ainda não estão disponíveis para os doentes portugueses".

"Há estudos que mostram, por exemplo, que é possível manter autonomia e adiar a utilização de cadeira de rodas se os tratamentos adequados forem utilizados desde o início da doença. Isto tem um impacto muito significativo na vida das pessoas e das suas famílias. Temos de assegurar que os doentes portugueses têm acesso a estes tratamentos", acrescenta Alexandre Guedes da Silva.

Na carta aberta, que é apresentada em Lisboa, na sede da SPEM, as associações defendem uma maior consciencialização sobre a esclerose múltipla, "incluindo a natureza invisível dos sintomas da doença", e a definição de "normas nacionais para o diagnóstico precoce, tratamento e elegibilidade para uma melhor protecção social" destes doentes.

"No caso de suspeita de esclerose múltipla, as pessoas devem ser imediatamente encaminhadas para um médico especialista na doença que garanta o acesso aos melhores tratamentos em tempo útil e de forma equitativa", consideram.

Defendem também que todos as pessoas com esclerose múltipla "devem ter acesso a um plano integrado de gestão da doença", que inclua formação, acesso adequado a serviços de reabilitação e/ou psicológicos e aos melhores tratamentos "de forma atempada e adequada a cada caso", bem como a uma monitorização contínua deste plano.

Pretendem ainda ver reconhecido o papel "do cuidador e dos seus benefícios indirectos para a sociedade" e concretizado o registo nacional da doença, "que capture todos os seus aspectos (...), caracterizando a progressão e medindo a qualidade de vida do doente e seu agregado familiar".

Entre os princípios orientadores está igualmente a necessidade de garantir condições flexíveis de educação e emprego para as pessoas afectadas pela doença, sejam doentes, cuidadores ou familiares, incluindo medidas para mitigar o sistema.

"Estas medidas abrem caminho para que o cidadão com esclerose múltipla veja reconhecidos pela sociedade e implementados pelo Governo os passos necessários à sua integração plena na comunidade, sem discriminação nem estigma", consideram.

A esclerose múltipla é uma doença crónica, auto-imune, inflamatória e degenerativa, que afecta o sistema nervoso central, particularmente a mielina, uma bainha que rodeia, alimenta, protege e isola electricamente as extensões dos neurónios, permitindo a rápida transmissão de impulsos.

Segundo a SPEM, a diversidade de sintomas e a ausência de indicadores específicos dificultam o diagnóstico.

A doença surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade e afeta com maior incidência as mulheres.Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2,5 milhões de pessoas com esclerose múltipla e em Portugal mais de 8.000.

 

Fonte:  Site "sicnoticias.pt" e autor em 19 de Setembro de 2019.