Exportações em Saúde ultrapassam valor recorde de 800 Milhões de Euros

As exportações da área da Saúde relativas a 2011 deverão ultrapassar os 800 milhões de euros, representando um crescimento de 20% face ao ano anterior, de acordo com os últimos dados do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia e do Emprego, citados pelo Health Cluster Portugal (HCP), em comunicado de imprensa.

OEsta previsão reúne a exportação de produtos farmacêuticos de base, preparações farmacêuticas e instrumentos e material médico-cirúrgico, colocando o sector no TOP 10 das indústrias exportadoras nacionais, a par de importantes e já tradicionais sectores de actividade como a cortiça, os vinhos e o têxtil e calçado.

Para estes resultados tem contribuído decisivamente a dinâmica do HCP e dos seus 123 associados, que reuniram esforços em torno de uma ideia muito forte e galvanizadora – transformar o nosso País num player competitivo na investigação, concepção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à Saúde.

Para Joaquim Cunha, director executivo do HCP, “o crescimento expressivo no valor das exportações confirma o potencial de Portugal como um player competitivo no sector da saúde em nichos de mercado internacionais”. Joaquim Cunha acredita que brevemente “Portugal terá motivos de orgulho”, adiantando que “nos próximos anos deverão surgir medicamentos inovadores desenvolvidos em Portugal na área do cancro, do sistema nervoso central e das doenças cardiovasculares”. O mesmo responsável adianta ainda: "O mercado da saúde está muito dinâmico e a transferência do conhecimento dos pólos de inovação para as empresas está no bom caminho".

4 mil milhões de euros de volume de negócios em 2020:

O HCP aponta como objectivo a 10 anos para o sector da saúde o lançamento de 5 novos fármacos made in Portugal, 50 dispositivos, serviços e métodos de diagnóstico e alcançar 4 mil milhões de euros de volume de negócios dos quais, mais de 70%, representarão exportações nacionais do sector em 2020.

Constituído em 2008, o HCP agrega um número muito representativo de instituições de I&D, universidades, hospitais e empresas. A presidência do HCP está a cargo de Luís Portela enquanto, Manuel Sobrinho Simões e João Lobo Antunes asseguram a vice-presidência da associação. Os actuais 123 associados do HCP incluem empresas farmacêuticas e de biotecnologia, com um volume de negócios anual de 1.250 mil milhões de euros, empresas de dispositivos médicos e de serviços, com um volume de negócios anual de 570 mil milhões de euros, e entidades do sistema científico e tecnológico, que empregam mais de 70% dos 2500 doutorados do sector da saúde. O HCP definiu como objectivos prioritários a dinamização do pólo de competitividade e tecnologia da Saúde; o aumento do volume de negócios, das exportações e do emprego qualificado nas actividades económicas associadas à Saúde e a contribuição para a melhoria da prestação de cuidados de saúde. São ainda apostas estratégicas o bem-estar/envelhecimento, a prevenção e tratamento de doenças (neurodegenerativas, cancro, cardiovasculares, degenerativas osteoarticulares, inflamatórias, infecciosas e metabólicas), e o e-health (AAL - Ambient Assisted Living, tratamento automático e integrado de informação, nomeadamente a gestão, meios auxiliares de diagnóstico, imagiologia, etc.). O HCP assume também como estruturais os aspectos relativos à investigação de translação, à transferência de tecnologia e à propriedade intelectual.

Fontes: Jornal "RCM pharma" e autor em 14 de Fevereiro de 2012