Medicamentos mais caros fora das Farmácias

Os medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) são mais caros nos supermercados e lojas autorizadas do que nas Farmácias.

O preço mais elevado dos MNSRM vendidos nos supermercados e outras lojas autorizadas reforça a tendência de subida global de preços que se verifica desde a liberalização, em 2006.

De acordo com os dados do INFARMED publicados em Fevereiro, apesar de em 2009, a generalidade dos medicamentos ter tido um recuo de preço de 1,4%, no caso dos MNSRM, os preços subiram 1,2%.

O contraste é ainda maior na comparação com a generalidade dos produtos de saúde, cujos preços baixaram globalmente 5%.

O preço dos MNSRM foi liberalizado em 2006, na sequência do fim da venda exclusiva destes medicamentos nas Farmácias, uma das primeiras decisões, então consideradas "emblemáticas" do Governo empossado um ano antes. O objectivo anunciado então é que a concorrência associada à liberalização faria reduzir os preços. Ao mesmo tempo, alegavam os defensores da medida, o acesso melhoraria com a abertura de novos pontos de venda.

Passados 3 anos, 43% deste mercado era detido por uma única empresa detentora de grandes superfícies, isto apesar de estarem autorizados a vender estes medicamentos 846 locais, de acordo com a agência nacional do medicamento.

as alterações na lei decorrentes da liberalização não alteraram as preferências dos consumidores, que continuam a preferir as Farmácias, que garantem 90% da quota de mercado de MNSRM e que continuam a praticar preços mais baixos do que a concorrência.

Fonte: Revista "Farmácia Saúde" de 03-2010 e autor