Mercado de medicamentos contrai-se 1,5% em Maio

Apifarma revela que tendência tem «alguns meses», com «maior impacto nos medicamentos de marca».

O mercado farmacêutico continuou em quebra em Maio, com perdas de 1,3 por cento em unidades e 1,5 por cento em valor em relação ao período homólogo de 2009, segundo números da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.

É uma tendência «com alguns meses», refere a Apifarma em comunicado, citado pela Lusa, acrescentando que tem «maior impacto nos medicamentos de marca», com «quebras acentuadas».

Quanto aos genéricos, são os únicos com «taxas de crescimento positivas»: 7,5 por cento em Maio em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A taxa de crescimento dos medicamentos de marca durante Maio é 3,3 por cento abaixo à homóloga de 2009, e a dos medicamentos não comparticipados atinge uma descida de sete por cento.

Em termos de unidades, o mercado ambulatório desceu 1,3 por cento, os medicamentos de marca desceram 3,2 por cento, os não comparticipados tiveram uma quebra de dois por cento e os genéricos cresceram 9,67 por cento.

O presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, previu que «este cenário não virá, infelizmente, a ter melhorias», antecipando até «um agravamento», devido às «medidas introduzidas no recente Pacote do Medicamento» pelo governo.

«O aumento da despesa pública não reverteu para a indústria farmacêutica», garante a Apifarma, que aponta o «contraste» de a despesa do Serviço Nacional de Saúde no mercado ambulatório [farmácias], que no fim de 2009 estava a subir 6,3 por cento, ter aumentado 11,8 por cento nos primeiros três meses deste ano.

Fontes: "Agência Financeira" de 19-06-2010 e autor