Saúde só paga dívidas quando indústria aceitar cortar despesa

Paulo Macedo quer comprometer a indústria com um corte de 333 milhões na despesa com medicamentos.

O Ministério da Saúde está à espera de conseguir um acordo com a indústria farmacêutica para a redução da despesa com medicamentos, para só depois libertar os 432 milhões de euros para pagamento de dívidas a fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, a maior parte empresas farmacêuticas. Por outras palavras, enquanto a Apifarma (associação que representa a indústria) não aceitar fechar o acordo que compromete as farmacêuticas com uma poupança de 333 milhões na despesa com medicamentos este ano, não há lugar ao pagamento de dívidas.
Os 432 milhões, destinados a dar continuidade à estratégia de pagamento de dívidas aos fornecedores do SNS (a primeira tranche de 1.500 milhões foi paga o ano passado), foram inscritos no segundo Orçamento Rectificativo de 2012 (apresentado em Outubro), mas ficaram a aguardar luz verde da ‘troika'. Na altura, as autoridades internacionais cativaram o dinheiro por desconfiarem de novas acumulações de dívidas. Mas em Fevereiro, no âmbito da sétima avaliação ao programa de ajustamento, a ‘troika' acabou por autorizar o uso do dinheiro.
 
 
 
 
 
 
Fontes: "Jornal Económico" e autor em 20 de Maio de 2013